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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

22/06/2014 08:10

Estacionamento tem déficit de 3 mil vagas e Centro perde clientes

Kleber Clajus
Dificuldade para estacionar já reduziu em 40% fluxo de clientes no Centro (Foto: Marcos Ermínio)Dificuldade para estacionar já reduziu em 40% fluxo de clientes no Centro (Foto: Marcos Ermínio)
Cleiton já deixou de pagar contas em lojas e hoje opta pelo shopping (Foto: Marcos Ermínio)Cleiton já deixou de pagar contas em lojas e hoje opta pelo shopping (Foto: Marcos Ermínio)

A dificuldade em encontrar uma vaga para estacionar na região central de Campo Grande tem afastado clientes do comércio, que optam por comprar e pagar contas em shoppings e lojas nos bairros. Projetos para reverter a questão existem, como abrigo de veículos na Feira Central e modificação de vagas nas ruas Dom Aquino e Barão do Rio Branco em espaços de 45 graus, mas ainda não tem previsão de serem implantados.

“Já deixei de vir pagar conta no Centro porque não tinha onde parar. Quando encontro é longe do local em que precisava ir e não compensa, por isso tenho optado em ir ao shopping onde o estacionamento também é cobrado”, comenta o motorista Cleiton Rodrigues, 28 anos.

Por ter conseguido espaço para o carro, o contabilista Jean Carlos da Silva, 39, aproveitou para não apenas cortar o cabelo na Galeria Dona Neta, mas também comprar uma cadeira de escritório que precisava. Do contrário, admite que iria embora.

O presidente da ACICG (Associação Comercial e Industrial de Campo Grande), João Carlos Polidoro da Silva, afirma que cerca de 3 mil vagas são necessárias no Centro para atender o fluxo de clientes, que já registra queda de 40% nas contas dos lojistas.

Em março deste ano, durante reunião com o prefeito Gilmar Olarte (PP), o segmento apontou como solução o uso do estacionamento da Feira Central para reduzir a ocupação de vagas por empresários e funcionários do comércio. Nesse sentido, um ônibus interligaria o novo espaço as lojas.

Outra sugestão, ainda em análise, trata da conversão de calçadas nas ruas Dom Aquino e Barão do Rio Branco em vagas de 45 graus, ou seja, que permitam o motorista entrar sem manobrar muito o veículo.

“Mantemos o diálogo com a prefeitura, mas de prático nada está acontecendo. Além do estacionamento, teremos que reinventar o Centro para torná-lo mais atrativo, tendo em vista a expansão de shoppings e do comércio nos bairros, que levam os empresários a migrar”, ressalta João Carlos.

 

Com parquímetro existem 2.458 vagas na região central (Foto: Marcos Ermínio)Com parquímetro existem 2.458 vagas na região central (Foto: Marcos Ermínio)
Conseguir lugar para parar é como ganhar na loteria, avalia Edson Campos (Foto: Marcos Ermínio)Conseguir lugar para parar é como "ganhar na loteria", avalia Edson Campos (Foto: Marcos Ermínio)

Na região central existem atualmente 2.458 vagas com parquímetro e cerca de 2,8 mil em estacionamentos privados. Em alguns casos, o comerciante chega a desembolsar R$ 45 mil por vaga virtual, calculada pela área do imóvel, uma vez que não dispõe de espaço para que seu cliente estacione.

Para o presidente do Conselho do Comércio Central, André Eduardo Moretto, não se pode culpar o empreendedor por não oferecer a vaga. Em contrapartida, cobra fiscalização mais rigorosa sobre os proprietários que burlam a compensação a ser paga com base no tamanho do imóvel.

“O ideal seria dar anistia para que todos se regularizem e começar um trabalho novo. Não dá para jogar a culpa um no outro”, comenta André Eduardo.

Avaliação ruim – Pesquisa da Fecomércio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso do Sul), sobre estacionamento na área central em 2012, constatou que o número de vagas é ruim tanto na avaliação de quem possui carro (63,3%), quanto naqueles que dependem do transporte coletivo (84%).

Ainda de acordo com o estudo, o tempo médio de estacionamento de 70% dos clientes é de duas horas.
A situação é tão ruim que o representante comercial Edson Campos, 64, compara a conquista de uma vaga de estacionamento a “como ganhar na loteria”.

Mais investimento – Em relação a demanda de vagas, o diretor-presidente da Agetran (Agência Municipal de Trânsito), Jean Saliba, explica que é preciso que os empresários invistam em áreas de estacionamento para suprir a demanda, fazendo uso também de espaços verticais.

Ele ressalta não ter recebido reivindicações para transformar vagas em 45 graus no Centro, além de relembrar que o Código de Obras do município prevê, desde 1979, que qualquer empreendimento destine vagas suficientes para atendimento de seus clientes dentro de sua própria área.

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