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Capital

Estado quer vacinar 20 milhões de bovinos para receber título sanitário

Número foi divulgado nesta sexta-feira, durante apresentação do plano estratégico do PNEFA

Natália Olliver | 23/09/2022 18:20
Criaçãode gado em propriedade brasileira em pasto verde. (Foto\Arquivo)
Criaçãode gado em propriedade brasileira em pasto verde. (Foto\Arquivo)

Mato Grosso do Sul quer vacinar 20 milhões de bovinos, em novembro, para receber a certificação do Ministério da Agricultura, de área livre de febre aftosa sem a imunização do rebanho, a partir de 2023. O título, que já havia sido antecipado em abril, pelo secretário Nacional de Defesa Agropecuária, José Guilherme Leal, voltou à pauta nesta sexta-feira (23), durante a reunião do Comitê Gestor Estadual do Plano Estratégico do PNEFA (Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa).

Na ocasião, foram apresentadas as estratégias utilizadas para dar sequência a busca pela certificação, que incluem maior vigilância do rebanho na fronteira, contratação de pessoal por meio de concursos, digitalização e modernização dos sistemas de transporte, emissão de guias de trânsito animal e uso de equipamentos modernos de fiscalização com drones.

De acordo com o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), Jaime Verruck, a ação será a última para que o Estado possa fazer o pedido de reconhecimento junto a Organização Internacional de Epizootias (OIE).

Verruck afirmou que o processo de retirada da vacina traz um conjunto de ganhos ao Mato Grosso do Sul, principalmente econômicos.

“Esse processo de parceria ele tem se intensificado, mas muito em parcelado. Primeiro com o envolvimento institucional muito forte através do Ministério da Agricultura (Mapa) que tem um programa nacional, depois com Mato Grosso do Sul que criou toda a estrutura necessária para a retirada da vacina para ter a garantia de que nós teremos um Estado com aftosa zero. Nós precisamos ter uma comprovação dessa mudança de status e esse processo é continuado”, comentou.

Conforme o titular da pasta, o papel do produtor rural na retirada da vacina é fundamental. “Já está confirmando esta atuação com elevado nível de vacinação, com alto índice de controle e com certeza a busca agora é comunicar. "Nós temos um grande desafio nesse momento que é a comunicação para sociedade. Para que se entenda a importância do processo, e principalmente o produtor rural”, sinalizou.

Vacinação - De acordo com os dados, disponibilizados pela Iagro (Agência Estadual de Defesa Animal e Vegetal), em maio, a campanha de imunização da febre aftosa atingiu 99,7% do rebanho do Estado, com mais de 50 mil propriedades envolvidas na campanha e mais de 11 milhões de animais imunizados.

“O índice está acima dos 90% preconizado no PNEFA, o que é muito favorável”, salientou o veterinário e fiscal da Iagro, Fernando Endrigo, que coordena o setor. Os números ainda mostram que nenhum município ficou abaixo da meta de vacinação.

Título -  Com a certificação de Estado livre de febre aftosa sem vacinação, Mato Grosso do Sul, passará a ostentar o mais elevado selo de sanidade, abrindo caminho para que os produtos pecuários oriundos de Mato Grosso do Sul possam acessar os mercados mais exigentes do mundo.

Segundo o secretário Jaime Verruck, dentro do planejamento do PNEFA o Estado definiu diretrizes claras do que é preciso para se obter o certificado de área livre da aftosa e todos estão sendo seguidos pelo setor.

“Pelos dados apresentados pela Iagro, o Estado vive um momento positivo com condições para que continuemos evoluindo dentro do Programa”, finalizou.

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