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Campo Grande, Segunda-feira, 19 de Agosto de 2019

12/08/2019 11:26

Estelionatário preso ia de "cidade em cidade" para dar golpe em idosos

Os integrantes da quadrilha se passam por funcionário da agência bancária para enganar os alvos, que são idosos

Viviane Oliveira e Mirian Machado
Fachada de uma das agências do Banco do Brasil que os criminosos agiam (Foto: Mirian Machado) Fachada de uma das agências do Banco do Brasil que os criminosos agiam (Foto: Mirian Machado)

Em depoimento à polícia, o estelionatário José Sales de Sousa, 51 anos, preso no sábado (10) após aplicar golpe num cliente da agência do Banco do Brasil, localizada na Rua Maracaju, confessou o crime e disse que vai de cidade em cidade para saquear idosos. "Faço essas patifarias mesmo". Ele afirmou ainda que mantém contato com comparsas de outros Estados. Depois que aplica os golpes, ele parte para outros municípios. 

No momento da prisão, Janderson Ramos da Silva, comparsa de José Sales, conseguiu fugir num Hyundai HB20 preto de Belo Horizonte (MG), que pertence a uma locadora. Horas depois, o veículo foi abandonado na Avenida Mato Grosso. Janderson foi preso neste fim de semana no estado de São Paulo. Com José Sales foram apreendidos vários cartões bancários de diversas agências e R$ 635 em dinheiro. A Polícia Civil já vinha monitorando os autores. 

Segundo a Polícia Civil, durante monitoramento dos acusados numa das agências do Banco do Brasil, avistou por diversas vezes, José Sales e outros integrantes da quadrilha, abordando clientes no caixa eletrônico e oferecendo auxílio. Morador de São Paulo (SP), José Sales explicou que os comparsas dele lhe repassam, via WhatsApp, boletos de multas, impostos de veículos e outros a serem pagos. Ele, então, furta o cartão da vítima para realizar os pagamentos. Pelo serviço recebe de 25 a 30% do valor do boleto. 

Golpe - No último golpe aplicado antes de ser preso, José Sales que trocava cartões de idosos em agências bancárias da Capital, usou o cartão trocado num caixa eletrônico da Avenida Afonso Pena para pagar imposto. De acordo com o boletim de ocorrência, o golpista pagou R$ 10 mil de tributo na manhã de sábado (10).

O integrante da quadrilha se passou por funcionário da agência bancária e se aproximou de um idoso de 83 anos. Com um papel do banco orientou o idoso a cadastrar a biometria. Durante a operação, ele trocou o cartão do cliente, que só percebeu que estava com o cartão de outra pessoa mais tarde.

Além do pagamento de R$ 10 mil em imposto, o integrante da quadrilha ainda usou o cartão para fazer duas compras no valor de R$ 1 mil e R$ 999,00. Segundo o registro policial, a vítima do último golpe do integrante da quadrilha teve um prejuízo de R$ 13.998,00. José Sales já foi preso várias vezes pelo mesmo crime no Estado de São Paulo.

A 1ª Delegacia de Polícia Civil possui vários inquéritos policiais instaurados para apuração de diversos boletins de ocorrência registrados por idosos que tiveram cartões trocados por outro no interior da agência, por indivíduos se passando por funcionários. Após contato com essas pessoas, os idosos percebiam a utilização de valores da conta corrente e crédito para pagamento de contas, impostos e saques.

Dessa forma, foi confeccionado, a partir das imagens obtidas nas agências bancarias um dossiê com a fotografia dos integrantes do grupo criminoso responsável por esse tipo de crime na Capital. A quadrilha atua em MS e MT. A investigação continua para prender o restante do bando. 



Esse vagabundo canalha tinha que levar uma surra de juntar moscas!
 
Lia em 13/08/2019 08:25:27
Eu só queria entender essa afirmação feita pela polícia: "José Sales já foi preso várias vezes pelo mesmo crime no Estado de São Paulo." Ora, e porque ele não continuou preso? Assim, daqui a pouco estará solto e praticando o mesmo crime. Pode isso? Quando alguém fala que precisa tornar as leis mais duras, aparecem os defensores da impunidade arguindo que não pode ou não deve. Que esses defensores da impunidade levem os bandidos e ladrões para serem mordomos de suas casas. Eu era garoto e ouvi de um "gatilho de aluguel" que no Brasil a lei é de brincadeirinha, e fez uma piada em todo o mundo o famoso "dura lex, sed lex" quer dizer a "lei é dura, mas é lei" no Brasil quer dizer "a lei é dura, mas é elástica."
 
Jericó Vieira de Matos em 12/08/2019 11:48:01
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