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Capital

Estudo de vacina contra gripe avança, mobiliza idosos e prevê 600 participantes

Ação em centros de convivência já atraiu 100 interessados e integra pesquisa nacional com 7 mil voluntários

Por Kamila Alcântara | 29/03/2026 11:15
Estudo de vacina contra gripe avança, mobiliza idosos e prevê 600 participantes
Pessoas se cadastrando para pesquisa (Foto: Divulgação Sesau)

A pesquisa clínica que testa uma nova vacina contra a gripe em idosos começou a ganhar escala em Campo Grande, com mobilização direta em CCIs (Centros de Convivência do Idoso) e previsão de alcançar 600 participantes na cidade. As informações foram divulgadas neste domingo (29) pela Sesau (Secretaria Municipal de Saúde).

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Pesquisa clínica que testa nova vacina contra gripe em idosos avança em Campo Grande com visitas a Centros de Convivência do Idoso e meta de 600 participantes. O estudo nacional, conduzido pelo Instituto Butantan com apoio da Fiocruz e UFMS, prevê 7 mil voluntários no país. Antes da vacinação, participantes passam por triagem no Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian e não podem receber a vacina convencional nos postos de saúde.

Equipes de saúde e pesquisadores passaram a visitar os CCIs para apresentar o estudo e recrutar voluntários, estratégia que já despertou o interesse de cerca de 100 idosos. A pesquisa, de alcance nacional, deve envolver 7 mil participantes em todo o país.

Outra novidade é a formalização da condução local do estudo, que passa a contar com a infectologista Ana Lúcia Lyrio, em parceria com o pesquisador Júlio Croda, da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) e da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul). A vacina em teste é desenvolvida pelo Instituto Butantan e busca ampliar a resposta imunológica em pessoas com mais de 60 anos.

Antes da aplicação, os voluntários passam por triagem no Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian. Entre os critérios, é necessário não apresentar sintomas gripais no dia da vacinação e não ter alergia a ovo. Quem participa também não deve receber a vacina convencional oferecida nos postos de saúde.

A aproximação com os idosos foi feita em unidades como os CCIs Piratininga, Elias Lahdo, Jacques da Luz e Vovó Ziza, que atendem cerca de 1,5 mil pessoas por mês. Segundo a enfermeira Wende Ferreira da Silva, o contato direto ajuda a ampliar a confiança e o entendimento sobre a pesquisa.

Frequentadores relataram interesse em participar. “Se é para proteger melhor, eu participo”, afirmou a aposentada Francelina Conceição de Souza. Já Arminda de Oliveira Martins destacou a preocupação com a doença. “Tomo a vacina todo ano e sei como a gripe pode ser séria”, disse.

O estudo já havia sido anunciado nos últimos dias pelo infectologista Júlio Croda, com previsão de início em abril e recrutamento de voluntários com 60 anos ou mais em Campo Grande. Na ocasião, a orientação era que os interessados entrassem em contato por telefone e comparecessem ao centro de pesquisa para avaliação.

Agora, com a entrada da rede municipal na mobilização e a atuação direta nos CCIs, o estudo passa a ter maior alcance local e estrutura definida para execução. A proposta é comparar a eficácia de uma versão aprimorada da vacina contra influenza, já utilizada no SUS, com fórmulas disponíveis na rede privada.

A gripe tende a ter maior impacto em idosos, público considerado prioritário nas campanhas de vacinação, especialmente diante da previsão de aumento de casos nos próximos meses.

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