“Eu matei alguém, isso não tem perdão”, diz militar após atropelar vigilante
Durante o interrogatório, Victor Vicentin relatou que passou por dois bares na região central
Após atropelar e matar Miriam Rosa Matos, de 44 anos, o militar do Exército Victor Vicentin Rocha, de 22 anos, foi amparado pelo amigo enquanto estava deitado no chão. Em vídeo obtido pelo Campo Grande News, é possível ouvir Victor dizendo: Eu matei alguém, velho. Isso não tem perdão". Victor foi preso em flagrante, e em depoimento, afirmou que estava consumindo bebida alcóolica desde 0h40 daquele dia. Sobre o acidente, Victor relatou que fugia de uma discussão de trânsito ocorrida minutos antes e disse que não viu a motocicleta. "Eu tentei furar o sinal, não vi que ela vinha, por isso tentei furar", declarou durante o flagrante.
RESUMO
Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!
Militar do Exército Victor Vicentin Rocha, de 22 anos, afirmou em depoimento que bebia vodka com energético desde 0h40 quando atropelou e matou a vigilante Miriam Rosa Matos, de 44 anos, no sábado (20), em Campo Grande. Ele disse que fugia de uma discussão de trânsito e não viu a motocicleta. No veículo foram encontradas garrafa de conhaque e latas de cerveja. Victor foi preso em flagrante e passa por audiência de custódia nesta segunda-feira (22).
Ainda em depoimento, o militar contou que estava com um amigo naquela noite, consumindo vodka com energético. Durante a madrugada, os dois passaram por ao menos dois bares na região da Esplanada Rodoviária. Depois, seguiram para uma hamburgueria na Avenida Gunter Hans, no Aero Rancho, e decidiram ir até o Bairro Nova Lima para encontrar duas jovens com quem conversavam.
- Leia Também
- Corpo de vigilante morta em grave acidente chega a Mato Grosso para sepultamento
- Morta em acidente, Miriam morava sozinha e levava uma "vida tranquila"
"Nós iríamos para o Nova Lima, lá moram duas garotas. Mas tinha esse outro veículo que estava comendo a faixa, aí a caminhonete passou raspando no retrovisor dele. [...] Esse carro começou a perseguir a gente e eu comecei a correr dele. Fiquei assustado porque ele estava gritando, jogando luz e perseguindo a gente. [...] Eu estava correndo do carro e tentei furar o sinal", afirmou Victor.
Questionado se tinha o hábito de beber e dirigir, o militar respondeu que não e disse que aquela teria sido a primeira vez, pois faz uso de medicamento controlado. Victor também relatou não se lembrar da colisão, mas afirmou que entrou em pânico após saber do resultado do acidente.
"Eu desci do carro, escutei que uma mulher havia morrido e entrei em choque. Fiquei lá no chão", disse.
A defesa do rapaz pediu a concessão de liberdade provisória sem pagamento de fiança. No entanto, durante a audiência de custódia realizada nesta segunda-feira (22), o juiz converteu a prisão em flagrante em preventiva.
Acidente - Por volta das 6h25 de sábado (20), uma Chevrolet S10 atingiu uma Yamaha Factor no cruzamento das ruas Maracaju e Padre João Crippa. A motociclista foi arremessada a cerca de 50 metros do ponto de impacto e morreu no local. O motorista e o passageiro da caminhonete foram levados para uma unidade de pronto atendimento e apresentavam sinais visíveis de embriaguez.
A polícia encontrou, no veículo conduzido por Victor, uma garrafa de conhaque quase vazia e latas de cerveja. Em seguida, os policiais o prenderam em flagrante. Câmeras de segurança instaladas na Rua Maracaju registraram o momento da colisão. As imagens mostram a roda da motocicleta arremessada para o outro lado da via, enquanto a caminhonete gira na pista, atinge uma árvore e para sobre a rampa de uma clínica particular.
Na manhã desta segunda-feira (22), equipes terceirizadas realizavam a limpeza dos estragos causados na clínica. Galhos da árvore atingida e partes da lataria da caminhonete estavam depositados em uma caçamba.
Natural de Mato Grosso, Miriam morava em Campo Grande há cerca de 20 anos. A vigilante veio para a Capital para tentar mudar de vida e, segundo familiares, estava indo para o trabalho no momento do acidente.



