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Capital

Exame para detectar se paciente de covid teve fungo negro leva até um mês

Homem de 71 anos que estava internado desde o dia 18 morreu nesta tarde

Por Marta Ferreira | 02/06/2021 17:40
Funcionária trabalhando no Lacen, laboratório que vai analisar se paciente de covid-19 teve "fungo negro". (Foto: Divulgação)
Funcionária trabalhando no Lacen, laboratório que vai analisar se paciente de covid-19 teve "fungo negro". (Foto: Divulgação)

Entre 15 e 30 dias é o prazo previsto pelo Lacen (Laboratório Central do Estado) para o teste que vai identifica se paciente vítima da covid-19 que morreu nesta quarta-feira (2) em Campo Grande foi mesmo vítima  de mucormicose, o chamado “fungo negro”, infecção oportunista que está atingindo vítimas da pandemia.

O prazo foi informado pela Secretaria Estadual de Saúde de Mato Grosso do Sul. Segundo o órgão, esse espaço de tempo é necessário por causa da complexidade do exame. Mais cedo, a Secretaria de Saúde de Campo Grande havia informado que, se o exame desse positivo, material seria encaminhado para o Instituto Adolf Lutz, em São Paulo, para sequenciamento, mas segundo o órgão estadual, a análise será feita toda em Mato Grosso do Sul.

No País, segundo a imprensa nacional, já foram cerca de 30 casos identificados. Não é uma doença nova, mas tem chamado atenção por atacar doentes de covid-19. Os primeiros casos foram na Índia.

A infecção é grave, pois provoca um tipo de necrose em tecidos, levando a mutilações e até à morte.

Não há detalhamento se o paciente morto em Campo Grande pereceu em razão do quadro de covid ou por causa do fungo, que ainda está por ser confirmado. Ele apresentava lesões no olho.

Aos 71 anos, o idoso estava internado no hospital do Pênfigo desde 18 de maio. No dia 29, passou a ter sintomas da infecção pelo fungo.

Alerta sobre a suspeita foi emitido ontem pelo Cievs (Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde). Uma das orientações foi de fazer a coleta de material para detecção do micro-organismo o mais rápido possível.

De acordo com a apuração da reportagem, o hospital em casos assim faz a desinfecção do leito como ocorre em outros tipos de infecção, como bactérias  resistentes. A reportagem tentou, mas não obteve resposta do Hospital Adventista do Pênfigo sobre o caso.



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