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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

23/02/2016 12:47

Exame que detecta zika chega a MS, mas é insuficiente para acabar com 'fila'

Natalia Yahn
A farmacêutica bioquímica do Lacen, Gislene Lichs, mostra como é feito o exame que detecta o zika vírus. (Foto: Natalia Yahn)A farmacêutica bioquímica do Lacen, Gislene Lichs, mostra como é feito o exame que detecta o zika vírus. (Foto: Natalia Yahn)

Mato Grosso do Sul começa a divulgar nesta terça-feira (23) os primeiros resultados de exames que detectam zika vírus – até então, os procedimentos eram feitos fora do Estado. Porém, o número de testes enviados pelo Ministério da Saúde é insuficiente para atender a "fila" de pessoas que apresentam os sintomas da doença. 

O Lacen terá capacidade para fazer 300 exames nesta primeira leva, mas apenas 200 devem ter o resultado divulgado nas próximas semanas, enquanto o número de amostras aguardando análise chega a 800. “Vamos fazer o teste duplicado, para confirmar o resultado e ver se é divergente ou não. É uma orientação do próprio Ministério da Saúde”, explicou o diretor do laboratório, Luiz Henrique Ferraz Demarchi.

Os testes começaram a ser feitos pelo Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública), ligado à SES (Secretaria de Estado de Saúde), em Campo Grande no sábado (20), quando chegaram os kits de insumos enviados pelo Ministério da Saúde. A previsão é de que os exames fiquem prontos em cinco dias, enquanto atualmente a espera para confirmar zika pode chegar a dois meses. 

Entre 700 e 800 amostras de pacientes do Estado estão na “fila” para serem enviadas ao Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo (SP), onde até agora era feito o exame que confirma zika. O problema é que o Ministério autoriza apenas o envio de 20 amostras por semana, e por isso é dada prioridade para mulheres grávidas com sintomas da doença e recém-nascidos com suspeita de microcefalia.

Mesmo com os exames realizados a partir de hoje pelo Lacen, a prioridade vai continuar a ser obedecida. Com isso, a “fila” pode continuar, pois a previsão do laboratório é de liberar apenas 60 exames por semana.

Além dos exames de zika, o Lacen também deverá ser habilitado para realizar os testes de chikungunya, a partir da próxima semana. Duas farmacêuticas bioquímicas do Lacen foram capacitadas no Instituto Evandro Chagas, em Ananindeua (PA), para realizarem os testes de zika e chikungunya, em Mato Grosso do Sul.

“A previsão é de que até a próxima semana comece a ser feito no Lacen o exame de chikungunya. Aí vamos ter tudo feito aqui, e muito mais rápido”, explicou a farmacêutica bioquímica, que foi treinada para realizar os testes, Gislene Lichs.

Até ontem (22) os materiais coletados para casos suspeitos de zika vírus na rede pública do Estado eram encaminhados para o Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo (SP). Os de chikungunya ainda são enviados para o Instituto Evandro Chagas.

Também no sábado (20), o Lacen recebeu insumos para fazer 1 mil exames que detectam dengue.

Casos - No boletim epidemiológigo da SES, divulgado na quarta-feira (17), os dados apontaram que o número de casos suspeitos de dengue em Mato Grosso do Sul já totalizam 21.982.

O total é 80% maior em relação ao boletim anterior, que indicava 12.219 casos suspeitos. O número representa 9.763 novas notificações em relação ao levantamento anterior, divulgado no dia 3 de fevereiro.

Ainda segundo o boletim, entre os dias 7 e 13 de fevereiro, foram registradas 1.748 notificações, uma queda de sensível, de apenas 3%, se comparada às 1.804 notificações computadas entre os dias 24 e 30 de janeiro.

Campo Grande subiu do 17º para o 13º lugar, com 10.495 notificações. Já as confirmações de óbitos em decorrência de dengue continuam sendo as mesmas do último boletim. Na Capital foram duas confirmações, uma criança de 8 anos, que morreu no dia 12 de janeiro na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Vila Almeida ao dar entrada com dengue clássica e depois sofrer uma parada cardíaca e a adolescente Karolina Ribeiro Soares Rodrigues, 16, que morreu um dia depois no Hospital Regional Rosa Pedrossian.

Em todo o Estado foram registrados 17 óbitos no ano passado por causa da doença.

A febre Chikungunya também teve aumento nas notificações, totalizando 20 casos notificados contra 17 do último boletim. Só em Aquidauana são 12 notificações, além de dois em Bodoquena, dois em Corumbá e Dourados, Miranda, Sidrolândia e Terenos com um caso cada. Ao todo, 14 casos aguardam confirmação. Em 2015, foram 184 notificações, com oito confirmações. Ainda há 41 casos suspeitos de chikungunya referentes ao ano passado aguardando resultado.



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