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Capital

Executado por pistoleiros no Rita Vieira era agiota e guardava fuzil penhorado

Sérgio Augusto Brito Pereira foi morto e o filho de 15 anos baleado; adolescente foi socorrido em estado grave

Por Dayene Paz | 20/03/2024 09:07
Corpo da vítima coberto por lençol e policiais na cena do crime. (Foto: Juliano Almeida)
Corpo da vítima coberto por lençol e policiais na cena do crime. (Foto: Juliano Almeida)

O empresário Sérgio Augusto Brito Pereira, de 51 anos, executado a tiros na porta de casa, na noite desta terça-feira (19), no Bairro Rita Vieira, em Campo Grande, era agiota e guardava um fuzil penhorado no imóvel – arma que foi apreendida pela polícia. O filho dele, de 15 anos, também acabou atingido pelos tiros e socorrido em estado grave.

Sérgio chegava em casa, na Rua Irene Vilela Ferreira, em um veículo Fiat Strada e com o filho como passageiro, quando foram abordados por uma dupla de motocicleta. Sérgio parou o veículo na calçada e estava desembarcando, quando o atirador que ocupava a garupa da moto desceu e disparou cerca de cinco vezes contra ele.

Outro filho da vítima, sem idade divulgada, contou que viu o portão de elevação abrindo e os atiradores na moto. Ele ainda tentou derrubar os autores, mas não informa como. Contudo, eles conseguiram fugir. Próximo ao corpo de Sérgio foram apreendidos cinco estojos calibre 9 milímetros.

A vítima foi atingida no rosto, abaixo da axila e nas costas. Sérgio morreu no local. O filho dele foi alvejado na barriga, e possivelmente o tiro atingiu o rim e a coluna. O adolescente foi socorrido e está na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) da Santa Casa.

Armas - Aos policiais, a esposa de Sérgio contou que ele era dono de oficina mecânica, também emprestava dinheiro a juros e mantinha armas em casa – algumas com registro e outras que não eram dele. Também informou que possivelmente estava armado na hora que foi morto, mas nada foi encontrado junto ao corpo da vítima ou no carro.

A polícia e perícia encontraram no guarda-roupas do quarto do casal: um rifle calibre 22 e uma carabina calibre 40, armas devidamente registradas em nome de Sérgio. Também havia um fuzil calibre 5.56, com numeração legível, um carregador e 50 munições, arma sem documento de registro junto ao órgão competente e que estava penhorada por conta de empréstimo de dinheiro. Os policiais encontraram junto às armas um registro que indica que Sérgio era CAC (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador).

Segundo o boletim de ocorrência, quatro advogados chegaram na cena do crime, ignorando a fita de isolamento, afirmando que estavam no local para acompanhar o trabalho policial. Quando a PM solicitou que saíssem de local de crime, passaram a causar confusão “dizendo que a polícia estava cerceando o direito deles em acompanhar as investigações".

Um dos advogados disse que a polícia havia sido arbitrária em entrar no imóvel, já que não era local de crime. A PM respondeu que a casa se tratava sim de uma cena de crime, onde havia arma de uso restrito e sem documentação. Os advogados insistiam em dizer que a esposa de Sérgio foi coagida a informar onde estavam essas armas.

Também disseram que a PM se apossaria de uma aliança e R$ 704 em dinheiro que estavam com Sérgio no momento em que foi executado. Os pertences seriam entregues à esposa, mas por causa da confusão com os advogados acabaram apreendidos e deverão ser retirados na delegacia.

Até o momento, a polícia não tem informações sobre a motivação do crime. Câmeras de segurança da casa registraram a execução e ajudarão na identificação dos autores.

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