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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

15/02/2016 11:49

Exército some das ruas da Capital após visita de ministro e dia "D"

Natalia Yahn
Ministro do Esporte George Hilton esteve no Bairro Aero Rancho, no sábado (13), durante dia D de combate ao Aedes. A ação teve o apoio do Exército, as hoje os militares ainda não foram para as ruas. (Foto: Fernando Antunes)Ministro do Esporte George Hilton esteve no Bairro Aero Rancho, no sábado (13), durante dia "D" de combate ao Aedes. A ação teve o apoio do Exército, as hoje os militares ainda não foram para as ruas. (Foto: Fernando Antunes)

Nenhuma ação de combate a possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti – transmissor da dengue, zika vírus e chikungunya – aconteceu na manhã de hoje (15), em Campo Grande, com o apoio do Exército. A promessa era de manter 3.324 militares do Exército nas ruas da Capital durante toda a semana, a partir de hoje (15) até sexta-feira (19), porém até agora nada foi feito e a previsão é de que o trabalho com o reforço só aconteça no período da tarde.

O Exército participou do dia “D” de combate ao vetor no sábado (13), quando o ministro do Esporte, George Hilton, esteve na Capital para a ação – atendendo um pedido da presidente Dilma Rousseff (PT).

Os militares fizeram basicamente trabalho de panfletagem, em 25 bairros, mas a maior atuação foi no Bairro Aero Rancho, onde foram encontradas uma piscina suja cheia de larvas, lixo acumulado na calçada de uma escola municipal e entulhos de ferro velho em uma residência.

Porém dois dias após a visita oficial, o Exército não está nas ruas e não foi divulgado plano de ação para que os militares auxiliem no trabalho de eliminar criadouros do vetor. A Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) confirmou que nesta segunda-feira os militares não fizeram nenhum trabalho na Capital. 

Procuradas pela reportagem, as assessorias de comunicação do Exército e da Sesau informaram que ainda não sabem quais bairros vão receber o mutirão.

A previsão inicial, inclusive divulgado pelo Exército e Sesau, era de que o trabalho dos militares seria de vistoria domiciliar, além de orientações para a população em relação as doenças e distribuição de panfletos. Cada equipe de trabalho seria formada por dez militares e dois agentes de saúde. A missão dos militares seria de visitar residências e comércios buscando contato com os responsáveis para conscientizar sobre a importância de ficar atento aos possíveis criadouros, eliminando os focos.

Toda a ação iniciada no sábado (13), estava prevista para continuar durante esta semana, entre hoje (15) e sexta-feira (19). No cronograma da Sesau, divulgado no site da Prefeitura, estão previstas ações de força tarefa, como é chamado o mutirão, nos próximos fins de semana – nos dias 20 e 21 no Bairro Universitário e nos dias 27 e 28 nas Moreninhas.

Reunião – A presidente Dilma Rousseff (PT) se reuniu hoje (15) com o ministro da Saúde, Marcelo Castro, além de outros ministros para discutir o Dia Nacional de Mobilização contra o Aedes aegypti, que aconteceu no sábado (13), em todo o País.

Também estão presentes na reunião, que também tem como assunto novas ações contra o mosquito, os ministros da Defesa, Aldo Rebelo, da Educação, Aloizio Mercadante, da Integração Nacional, Gilberto Occhi, da Casa Civil, Jaques Wagner, do Desenvolvimento Social, Tereza Campello, do Planejamento, Valdir Simão, da Secretaria da Governo, Ricardo Berzoini, da Comunicação Social, Edinho Silva, e o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, Ademir Sobrinho.

Nacionalmente a previsão é de que partir de hoje (15) até quinta-feira (18), 55 mil militares treinados percorrem mais de 100 cidades do País dando continuidade à terceira fase de ações de combate ao Aedes. Nesta etapa, o reforço das Forças Armadas é uma ação direta de eliminação de criadouros do mosquito, que envolve a aplicação de larvicidas e inseticidas com acompanhamento dos agentes de saúde. Mas em Campo Grande, durante toda a manhã nenhuma ação foi realizada.

O coronel do CMO (Comando Militar do Oeste), responsável pela assessoria de comunicação, Carlos Fernando Laffranchi, afirmou que em todo Mato Grosso do Sul, 8.295 homens vão auxiliar nas ações. “Vamos vasculhar possíveis focos nas residências e ajudar na eliminação. Vamos atuar em toda a cidade (Campo Grande)”, disse.

O coordenador do Centro de Controle de Endemias e Vetores (CCEV), da Secretaria Municipal deSaúde, Alcides Ferreira, participou de uma reunião ontem (11), onde a ação foi apresentada para os militares. "Esta parceria com o Exército vem acontecendo desde dezembro e esta ação reforça o trabalho que estamos fazendo para combater a proliferação do mosquito Aedes aegypti em Campo Grande”.

Até agora o maior envolvimento do Exército no trabalho de combate ao mosquito Aedes aegypti na Capital era o recolhimento de pneus.



Infelizmente, ainda tem muitas pessoas que pensam que é o agente de saúde que deve ir limpar seu quintal. O trabalho do agente é orientar a população. Quando eu fui agente de saúde em 2005, em uma ocasião, após retornar das minhas férias, visitei uma moradora em cujo quintal encontrei vários focos de infestação. Ao chamar a atenção dela, a cidadã foi capaz de me dizer: "Mas também, vc ficou 2 meses sem vir olhar o meu quintal! Queria o que?!" Foi por essas e outras e outras que acabei pedindo exoneração.
 
Maria_Joana em 15/02/2016 13:50:16
Moro no bairro Nossa Senhora das Graças a quase 5 anos e nunca passou se quer um agente de saúde na minha casa. E agora com esse surto de dengue, zika e chicungunha onde dizem que passaram por todos os bairros, ainda não passaram por lá. Estive de férias do final do ano até o início de fevereiro e nada, ninguém passou por lá e também nunca vi ninguém por ali.
 
Adriane em 15/02/2016 13:02:13
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