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Capital

Falta de imagens em corredor onde fogo começou trava inquérito do Atacadão

Delegado Bruno Urban aguarda respostas da perícia para dar próximos passos em investigação

Por Anahi Zurutuza e Bruna Marques | 15/03/2021 12:19
Nada sobrou no interior do atacadista, que pegou fogo no dia 13 de setembro do ano passado (Foto: Marcos Maluf/Arquivo)
Nada sobrou no interior do atacadista, que pegou fogo no dia 13 de setembro do ano passado (Foto: Marcos Maluf/Arquivo)

A falta de imagens do momento que o fogo começou no Atacadão, da Avenida Duque de Caxias, em Campo Grande, travou a investigação sobre o incêndio. O corredor onde fica a prateleira com produtos inflamáveis está em ponto cego no sistema interno de câmeras de segurança.

Embora a perícia tenha constatado que provavelmente o fogo foi provocado, fica difícil identificar como e quem o causou, se houve intenção ou não. O delegado Bruno Urban, responsável pelo inquérito, espera respostas para uma série de questionamentos feitos aos peritos para dar os próximos passos na apuração.

Ele quer saber mais detalhes, como por exemplo, quais produtos estavam acondicionados no local do início do incêndio – já se sabe que havia álcool e querosene –, quais as marcas e disposição dos mesmos. As dúvidas podem ser respondidas com base em análise técnica dos vídeos feitos voluntariamente logo que o fogo começou.

Bruno Urban perguntou ainda se as prateleiras tinham luzes instaladas para dar destaque aos produtos e que tipo de lâmpadas eram usadas. Não há prazo para a conclusão das investigações.

Laudo – Conforme laudo elaborado pela perícia, a hipótese mais provável é de que “o fogo teve causa proposital, haja vista a localização do foco, onde teoricamente inexistiam elementos que pudessem dar origem a um fenômeno termoelétrico (curto-circuito), assim como uma combustão espontânea”.

Por isso, técnicos sugerem que alguém, de forma culposa (sem intenção) ou dolosa (com intenção), causou faísca ou chama.

Ao Campo Grande News, o delegado já havia falado, por exemplo, na possibilidade de cliente falando ao celular próximo do material inflamável ser o responsável, sem saber, pela faísca que provocou o fogaréu.

Se for identificada essa pessoa, ela pode ser indiciada por incêndio culposo. No caso de incêndio criminoso, a pena pode chegar a 10 anos de prisão.

Pane – A Polícia Civil também trabalha ainda na conclusão da investigação sobre as falhas sistema de combate a incêndios do Atacadão – mangueira não tinha pressão suficiente, sprinklers (chuveiros automáticos) não funcionaram e alarme não tocou.

Fogo e destruição - O incêndio no atacadista começou por volta das 17h do dia 13 de setembro do ano passado, um domingo. Em poucos minutos, as labaredas podiam ser vistas há quilômetros de distância de onde o supermercado fica localizado, próximo ao Aeroporto Internacional de Campo Grande.

Cerca de 400 mil litros de água foram usados para combater o fogo. Além do Corpo de Bombeiros, caminhões Infraero e militares prestaram apoio para apagar as chamas. Não sobrou nada e chegou a haver risco de desabamento no local.

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