Falta de laudos leva Justiça a soltar 4 acusados de hackear Juliano Varela
Três réus tiveram preventivas revogadas e uma investigada deixou a prisão domiciliar
A Justiça revogou as prisões preventivas de três acusados de participação no golpe que retirou quase R$ 60 mil da Associação Juliano Varela, em Campo Grande, além da prisão domiciliar de uma quarta ré. A decisão ocorreu porque laudos não foram encaminhados ao juízo dentro do prazo concedido pelo TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul).
RESUMO
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A Justiça revogou as prisões preventivas de Eduardo de Sousa Pereira Neves, Guilherme de Sousa Rodrigues Pereira Neves e Anderson David Ferreira, além da prisão domiciliar de Nayara Ribeiro Sue, acusados de participar do golpe de quase R$ 60 mil contra a Associação Juliano Varela, em Campo Grande. A decisão ocorreu porque laudos não chegaram ao juízo dentro do prazo fixado pelo TJMS. Os quatro deverão comparecer à Justiça a cada dois meses e não poderão se ausentar da comarca por mais de oito dias sem autorização.
Foram beneficiados Eduardo de Sousa Pereira Neves, Guilherme de Sousa Rodrigues Pereira Neves e Anderson David Ferreira, que estavam presos preventivamente (por tempo indeterminado), e Nayara Ribeiro Sue, que cumpria prisão domiciliar.
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A decisão atende a uma determinação feita no julgamento de um habeas corpus. Conforme o despachado no Diário da Justiça, o prazo fixado pelo TJMS terminou sem que os documentos pendentes chegassem ao processo. Não há mais detalhes sobre quais laudos deixaram de ser enviados ao Judiciário.
Os quatro deverão comparecer à Justiça a cada dois meses para informar e justificar suas atividades. Também estão proibidos de se ausentar da comarca onde moram por mais de oito dias sem solicitar previamente ao juízo.
Eduardo já havia tentado obter o mesmo benefício concedido a outro réu, Sérgio Alves de Meneses, cuja prisão preventiva foi substituída por medidas cautelares. Conforme matéria publicada pelo Campo Grande News em abril, o pedido foi negado porque a Justiça considerou que as situações dos acusados eram diferentes, já que Eduardo era apontado como suposto líder do esquema.
Segundo a denúncia do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), seis pessoas teriam participado da retirada de R$ 59.699,99 da conta da associação entre 28 e 30 de agosto de 2024. Além dos quatro beneficiados pela nova decisão e de Sérgio, Renato Santos da Silva também foi denunciado. Eles respondem por furto qualificado mediante fraude eletrônica e associação criminosa.
A investigação levou a uma operação da Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros), em maio de 2025. Três investigados foram presos em cidades paulistas. Durante as buscas, a polícia apreendeu celulares, computadores, notebooks e cartões de memória.
Na época, o diretor social da associação, José Luiz Fernandes Varela, informou que os invasores conseguiram passar pelas autenticações da presidência e do setor financeiro. O dinheiro seria utilizado para despesas da entidade, como água, energia e internet. Segundo ele, o banco devolveu o valor em dois dias. A instituição atende pessoas com deficiência intelectual na Capital.


