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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

17/10/2014 22:38

Falta de vagas em UTIs deixa mulher diabética internada em UBS

Paulo Francis

A falta de vagas em UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) em Campo Grande está gerando transtorno a familiares da dona de casa Arlete Gonçalves Siqueira, 49 anos, que é diabética, e está internada desde as 22h ontem (16) na UBS (Unidade Básica de Saúde) do bairro Tiradentes.

O filho de Arlete, Willian Siqueira Rodrigues de 28 anos, entrou em contato com a redação do Campo Grande News para tentar arrumar um meio de colocar a mãe em uma UTI. O médico que atende Arlete informou que o caso da mãe é grave e necessita ser transferida com urgência para uma UTI.

Segundo Willian, o problema é que no momento não há nenhuma vaga disponível na Capital e teme que a mãe possa ter complicações ou até mesmo morrer por falta de UTIs. Willian foi orientado a buscar a rede particular de saúde como medida alternativa para o caso.

“Estou desesperado, o médico me disse que se ela não for transferida logo para uma UTI pode não agüentar, foi pesquisar os preços nos hospitais particulares e não sai por menos de seis ou sete mil reais a diária, não tenho como pagar e não sei o que fazer”, justifica Willian.

Willian conta que a mãe começou a se sentir mal na manha de quinta-feira (16) e a levou ao Procor, onde foi feito exames, medica e liberada posteriormente. Ele explica que a mãe não melhorou com o medicamento e às 22 horas foram até a UBS, onde ele foi internada. “Minha mãe está sendo tratada com soro na veia, está muito fraca, não reconhece mais as pessoas e inclusive está tendo uns delírios”, relata.

“Do atendimento do posto não tenho o que reclamar os funcionários aqui foram muito prestativos, minha mãe está na emergência e é a primeira da lista a ser transferido, o problema é a falta de vagas na capital. Eles não podem dar a insulina porque não tem equipamento de UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) para dar o socorro necessário caso precise”.

A assessoria de comunicação da Sesau(Secretária de Saúde) alegou que devido a paralisação dos funcionários do Hospital Universitário houve uma potencializarão do problema que a rede publica de saúde municipal já enfrenta que é a falta de leitos. E por causa da greve aconteceu uma superlotação nos hospitais e não há de onde tirar mais vagas. A assessoria informa ainda que a Sesau está tomando medidas para regularizar os atendimentos e dar o máximo de suporte necessário nas unidades 24hrs.

 



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