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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

04/10/2012 19:51

Família que perdeu guarda de crianças tenta reverter decisão judicial

Elverson Cardozo
Crianças foram encaminhadas para um abrigo. (Foto: Simão Nogueira)Crianças foram encaminhadas para um abrigo. (Foto: Simão Nogueira)

Rosana Tognini, de 31 anos, advogada de defesa do jovem de 23 anos que, segundo a justiça, usava os filhos e a imprensa para pedir doações, entrou com pedido de reconsideração da decisão judicial que determinou, na segunda-feira (1), a retirada das crianças da casa onde moravam, no bairro Caiçara II, em Campo Grande.

A advogada informou que entrou com pedido amparada por provas documentais, como laudos médicos, receituários recentes e outros documentos que podem comprovar que os filhos do rapaz estavam, sim, sendo assistidos por ele.

Desde o dia em que pegou a causa – na terça-feira – ela diz ter visitado a residência do jovem e ouvido testemunhas que, além de comprovarem os cuidados do pai, mostraram apoio à família por meio de um abaixo-assinado.

Na tarde desta quinta-feira (4), em entrevista ao Campo Grande News, Rosana comentou a determinação da justiça e apresentou a versão do pai das crianças, mediante a situação relatada pelo poder público.

Segundo a advogada, no dia em que a ordem foi cumprida, a mãe, que estava na casa, não recebeu qualquer documento, apenas a informação de que deveria procurar a Defensoria Pública. A retirada das crianças, disse, abalou a família.

Rosana também rebateu as acusações que pesam contra o rapaz. Afirmou que ele não é usuário de entorpecentes e, para provar inocência, aceita realizar qualquer exame. Na segunda-feira, adiantou, seu cliente será avaliado por um médico psiquiatra.

A advogada disse ainda que o jovem utilizou a mídia para conseguir ajuda voluntária aos filhos devido a situação em que estava vivendo e não para se auto-beneficiar das doações que recebia.

“As vezes que ele procurou a imprensa e a comunidade foi porque recebeu decisão judicial dizendo que ele estava impossibilitado de trabalhar e não podia deixar as crianças com a mãe, que tem problemas de saúde”, explicou.

Sobre situações de negligência denunciadas pelo poder público, como agressões relatadas por vizinhos e familiares, falta de zelo e condições precárias de higiene, Rosana diz se tratar de fatos isolados, que não representam a realidade.

Família mora no bairro Caiçara II, em Campo Grande. (Foto: Simão Nogueira)Família mora no bairro Caiçara II, em Campo Grande. (Foto: Simão Nogueira)

A intoxicação por medicamento de um dos filhos do jovem, em junho de 2011, é encarado como um “acidente domiciliar”. A família, disse a advogada, já tomou providências para que a situação não se repita.

Ao contrário do que apontam as denúncias, Rosana afirmou que o jovem nunca fugiu do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul. Se deixou o local, foi porque o filho já havia recebido alta médica, como provam documentos anexados aos autos do processo.

A advogada considera que a decisão judicial levou em conta argumentação conjunta e não a realidade dos fatos. Já que as crianças estavam em situações de risco, questionou, porque não oferecer outra forma de ajuda, como inclusão em programas de assistência social, assistência médica ou creche os filhos para que o rapaz pudesse trabalhar? “Existem formas diversas de acolhimento para ajudar a família”, destacou.

As denúncias à justiça, declarou, podem ter sido feitas por um desafeto do pai com a intenção única de prejudicá-lo.

Rosana Tognini não está cobrando pelos serviços prestados. O pai da criança já havia a procurado antes, para entrar com pedido de aposentadoria para esposa que sofre de epilepsia.



SOMOS CULPADOS POR DEIXAR O CAPITALISMO DESTRUIR AS FAMILIAS, PORQUE SOMOS CONIVENTES COM OS DESMANDOS DE UMA SOCIEDADE CAPITALISTA E UM DESTES TENTÁCULOS É O ESTADO E NESTE TENTÁCULO SE ENCONTRA O JUDICIARIO. QUEM VIVE AS MARGENS DO CAPITALISMO NÃO HÁ ESPAÇO. A UNICA FUGA É SACRIFICALOS JOGANDO NA MARGINALIDADE.
 
ARI SOARES em 17/10/2012 19:10:54
Conheci essa familia através desse jornal onde um senhor estava solicitando ajuda p um exame de US,para a filha do casal,de 7 meses,só os condena quem nunca sentiu na pele dificuldade financeira, vi naquela mãe mesmo doente,a preocupação com os filhos,o pai estava com a filha em consulta médica enquanto a mãe cuidava dos outros dois,não acho justo tirar as crianças dos pais,quando deveriam ser ajudados,cade o seviço social?porque não tirar crianças da rua,que ficam ''cuidando'' carros para ter mais dinheiro para as drogas,se não der dinheiro p eles ,riscam o carro,devemos é ajudar os pais que não abandonam seus filhos. que Deus ajude essa familia.
 
Teresa Moura em 05/10/2012 10:14:44
Escola próxima de sua residência “que tenha vaga”, posto de saúde “que tenha médico cumprindo corretamente os horários de seus expedientes”, acho que não da para colocar todas as condições necessárias que o governo TEM A OBRIGAÇAO de proporcionar a um ignorante sem o mínimo de instrução para estruturar seu lar, sabe porquê, não teve seus direito garantidos antes e nem agora que sua situaçao chegou a este ponto, agora responda, estas crianças vão ter toda as condições necessárias no lugar onde elas estão para que no futuro elas enxerguem o que o “sistema” fez com elas?
 
Kethiely Martins em 05/10/2012 09:20:32
É muito fácil se determinar a retirada da guarda dos filhos baseado apenas em uma versão. O direito familiar preza que os pais tenham o direito e os deveres decorrentes do poder pátrio. O direito de criá-los e educá-los. O dever de procurar ajuda da forma que for, inclusive se expondo midiaticamente em prejuizo da própria dignidade em prol da prole, como no caso em tela, em benefício aos filhos. É, no minimo, desumana e desvestida de qualquer caráter de justiça moral essa decisão do "poder" estatal. Quem espera, nunca verá, tal situaçao acontecer com familias abastadas. Tal decisão condena ainda a um sofrimento profundo, a mãe, já debilitada....Será que quem determinou esta decisão conhece o verdadeiro significado de amor paterno e materno?
 
Paulo Candido em 05/10/2012 07:42:59
Se o fato é REALMENTE como apresenta a notícia, este cidadão está somente reivindicando na midia o que lhe é de direito, ou seja, todos esses programas governamentais e eleitoreiros que acolhem o menor com bolsas escolares, auxílio família, vale gas, vale , vale, vale...que conhecemos tao bem. Cadê o Serviço Social que tanto faz pelos menos favorecidos? Cabe ao poder público assessorar a família para que possam continuar juntas, crianças com seus pais, ou ao menos com um responsável, seja ele, pai, mãe, avós, tios, etc.... Qual o problema?? Tirar as crianças de casa??...isso não pode MESMO." Comida para quem precisa, comida para quem precisa de comida"....
 
Katia Simone Gonçales em 05/10/2012 00:19:46
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