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No velório de Henrique, familiares lembram alegria e paixão por aviação

Piloto e a pesquisadora alemã Lydia Theresia Möcklinghoff morreram na queda de avião ontem, em Campo Grande

Por Lucia Morel e Inez Nazira | 04/07/2026 08:55
No velório de Henrique, familiares lembram alegria e paixão por aviação
Sobre o caixão, a foto de Henrique, piloto morto em acidente, ontem (Foto: Inez Nazira)

A despedida do piloto Henrique Martin de Carvalho, 42 anos, foi de tristeza e dor na Funerária Campo Grande, no bairro São Francisco. Poucos familiares falaram com  a reportagem, mas quem conseguiu, lembrou da alegria e da paixão dele pela aviação.

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Familiares e amigos se despediram do piloto Henrique Martin de Carvalho, de 42 anos, na Funerária Campo Grande. Parentes destacaram sua experiência e paixão pela aviação, descartando erro humano no acidente. A tragédia ocorreu quando a aeronave decolou do Aeroporto Santa Maria, em Campo Grande, com destino ao Pantanal de Aquidauana, a 141 quilômetros da capital.

Na capela, o irmão dele, Rafael, disse que preferia não falar com a imprensa. Sobre o caixão fechado e a foto do irmão. Aos poucos, as coroas de flores chegavam: ""Homenagem dos amigos sturds", "Luiz e família" e da empresa onde Henrique trabalhava, a Amapil Táxi Aéreo.

Tio por parte de pai, Gabriel de Carvalho contou que Henrique tinha anos de experiência e que não acredita que ele tenha cometido algum erro. “Ele era apaixonado pela aviação e tinha uma carga horária de voo muito boa. Não acredito que seja por conta do tempo, ele tinha experiência. Era muito instruído, extremamente inteligente”, disse.

Para uma tia por parte de mãe, que não quis se identificar, a lembrança de Henrique é de um homem querido por todos e extremamente ligado à família. “A gente nunca imaginou que uma tragédia como essa pudesse acontecer. É uma perda muito triste e lamentável. Nós temos certeza de que ele não causou esse acidente. Era um profissional muito experiente e excelente no que fazia”, declarou.

Ela ainda reforçou que ele era muito apaixonado pela vida e pela profissão e que tinha muito carinho por ela. “Sempre chegava no meu trabalho e falava: "Bença, tia". Imagina, ele com quase dois metros de altura, sempre vou lembrar desse carinho que ele tinha comigo”.

Acidente - O acidente que matou Henrique ocorreu ontem no começo da manhã. O bimotor Neiva EMB-810D Seneca, matrícula PT-WYQ decolou do Aeroporto Santa Maria, em Campo Grande, com destino ao Pantanal de Aquidauana, a 141 quilômetros da Capital.

A pouco mais de quatro quilômetros da decolagem, a aeronave caiu, cerca de 200 metros de outra pista, pertencente ao Aero Rural. No acidente, também morreu a pesquisadora alemã Lydia Theresia Möcklinghoff, 45 anos.

As causas do acidente ainda são investigadas. A principal hipótese considerada até o momento é que a forte neblina registrada na região possa ter contribuído para a queda, mas a conclusão depende da análise técnica que será realizada pelo Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos).

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