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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

05/04/2016 17:10

Federação alega falta de diálogo ao explicar ação contra lei polêmica

Thiago de Souza e Amanda Bogo
Representantes de professores deram entrevista para criticar Lei da Mordaça. (Foto: Assessoria Fetems)Representantes de professores deram entrevista para criticar "Lei da Mordaça". (Foto: Assessoria Fetems)

Os presidentes da ACP (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública), Lucílio Nobre, e da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), Roberto Botareli, criticaram duramente a lei que restringe o debate sobre política, religião e sexualidade nas escolas, conhecida como “Lei da Morçada”, aprovado pela Câmara Municipal de Campo Grande. Eles questionam a constitucionalidade da legislação,  e principalmente a falta de diálogo dos legisladores com a sociedade.

Segundo Roberto Botareli, presidente da Fetems, caso a lei seja aprovada pelo prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), eles entrarão com uma Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade).

Botareli criticou a influência de fundamentalistas religiosos na concepção de leis dessa natureza. Sobraram reclamações também sobre um dos trechos da lei que contém “Os Deveres dos Professores”. “Não vamos permitir que calem os professores, pois estamos em uma democracia”, alegou.

Apesar da mobilização encampada por diversos segmentos da sociedade, o dirigente reconhece que se a lei for aprovada, terá de cumpri-la.

Já o presidente da ACP, Lucílio Nobre, disse que as ações realizadas por diversas entidades até o momento serviram para que o prefeito se posicionasse contra a lei. 

Segundo Nobre, o próximo passo da entidade é enviar um documento pedindo para o prefeito da Capital vete a lei.

Os representantes das entidades fizeram críticas a Câmara Municipal de Campo Grande por não ter aberto o diálogo com a sociedade. “Não tivemos opção de expresssar contrariedade à lei. “O modo como foi aprovada é uma afronta à liberdade de expressão”, criticou Nobre.

Na entrevista coletiva, que aconteceu em um salão de festas na Capital, também participou Guilherme Passamani, que pertence ao Grupo de Pesquisa Improprias. Ele disse que as universidades fazem estudos nessa área e que, portanto, deveriam ser consultadas para o debate.

Na próxima quinta-feira (7), integrantes da ACP e Fetems vão participar da sessão na Câmara Municipal e vão ocupar a tribuna para expressar o repúdio contra a lei.



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