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Capital

Força-tarefa fará varredura em fichas de pacientes vivos e mortos

Por Aline dos Santos e Viviane Oliveira | 08/05/2013 11:15
Segundo Odorico, taxa de mortalidade pela doença será comparada ao índice nacional. (Foto: Vanderlei Aparecido)
Segundo Odorico, taxa de mortalidade pela doença será comparada ao índice nacional. (Foto: Vanderlei Aparecido)

A força-tarefa liderada pelo Ministério da Saúde vai fazer varredura em prontuários, a partir de 2009, de pacientes vivos e mortos atendidos na rede de tratamento ao câncer em Campo Grande. O levantamento, feito a partir de amostragem, também vai avaliar se a taxa de mortalidade foi maior no Estado do que no restante do Brasil.

De acordo com o secretário de Gestão Estratégica e Participativa, Odorico Monteiro, será feito cruzamento de informações a partir dos prontuários. O trabalho terá respaldo de técnicos do Inca (Insituto Nacional de Câncer) e, neste prazo de 30 dias para apresentação de resultados, pode ganhar reforço de auditores de outros Estados. “Vamos conhecer a história clínica do paciente”, explica.

Segundo o Ministério da Saúde, a varredura no atendimento oncológico será nas quatro unidades que prestam serviço ao SUS (Sistema Único de Saúde): Hospital Regional Rosa Pedrossian, Santa Casa, Hospital Universitário e Hospital do Câncer.

Os dois últimos protagonizaram a denúncia que ficou conhecida como “Máfia do Câncer”. Em 18 de março, a PF (Polícia Federal) deflagrou a operação Sangue Frio, que apreendeu documentos nos hospitais, clínica particular e na residência do ex-diretor-geral do Hospital do Câncer, Adalberto Abrão Siufi.

A suspeita é que o setor de radioterapia foi desmontado na rede pública para privilegiar empresas. Atualmente, o serviço é oferecido no Hospital do Câncer, na clínica Neorad, de propriedade de Siufi, e no HU, que retomou o atendimento depois de cinco anos com as portas fechadas.

Na força-tarefa, serão analisadas as APACs (Autorização de Procedimentos Ambulatoriais de Alta Complexidade/Custo) para ver se os procedimentos realizados com o valor pago pelo SUS. Segundo Odorico Monteiro, um paciente em tratamento contra o câncer pode abrir vários desses protocolos, porque passam por cirurgia, quimioterapia, radioterapia. O comparativo de mortalidade será feito a partir de tipo de câncer. Também vão ser analisados índices de toxicidade e recaída da doença.

Ontem , após a visita do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a Campo Grande, o grupo fez reuniões com representantes do Ministério Público e CGU (Controladoria-Geral da União).

Controle – Outra função da força-tarefa é criar uma central de regulação no setor de oncologia, integrando Estado e municípios. “Vamos definir um processo de regulação nas quatro regiões: Corumbá, Dourados, Três Lagoas e Campo Grande”, afirma o secretário.

Segundo a secretária estadual de Saúde, Beatriz Dobashi, a regulação é feita desde a suspeita da doença no atendimento efetuado na rede de atenção básica, para controlar as vagas em cada serviço.

De acordo com o titular da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), Ivandro Fonseca, vai ser apresentado ao prefeito Alcides Bernal (PP) projeto para criar um complexo municipal de regulação. Hoje, ficam de fora do serviço as cirurgias e exames.

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