Funcionários da escola e pais de alunos não desconfiavam de professor
Os funcionários da escola municipal do bairro Oliveira III e os moradores do bairro ouvidos pelo Campo Grande News são unânimes em dizer que não desconfiavam do professor de Língua Portuguesa, suspeito de ter estuprado um aluno de 11 anos.
A reportagem conversou com funcionários da escola, que relataram que o professor era uma pessoa tranquila e não demonstrava qualquer tipo de problema. Os funcionários disseram que antes de lecionar na escola, o acusado pelo estupro era monitor do local, até que foi aprovado em concurso público.
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Funcionárias que atuam na limpeza da escola desconfiam da denúncia de que os estupros cometidos pelo professor contra o aluno de 11 anos eram realizados depois do horário de aula.
“Ficamos na porta esperando a aula terminar para poder limpar a sala”, contaram as faxineiras.
A direção da escola disse que não vai se pronunciar sobre o caso até que o estupro seja confirmado. O Campo Grande News apurou que o aluno de 11 anos estudou apenas três meses na escola do bairro Oliveira III, mudando de escola no final de outubro do ano passado.
A mãe da vítima de abuso sexual realizou denúncia contra o professor em janeiro de 2011, alegando que o filho foi estuprado em 16 ocasiões.
Sem conhecimento – O Campo Grande News conversou com algumas mães de alunos da escola municipal. A camareira Marluce Ana da Silva, de 43 anos, é avó de um aluno de seis anos que estuda no local desde 2010.
“Conheço esse professor de vista, da época em que era monitor. Fiquei sabendo do estupro pela imprensa e pelos comentários do bairro”, disse Marluce.
A camareira acrescentou que alguns pais estão mobilizando um abaixo-assinado contra a direção da escola. “A diretoria não se pronuncia e não comenta com os pais”, falou Marluce.
A filha de Marluce, mãe da criança de seis anos, adotou o costume de verificar o filho, “Ela olha tudo nele pra ver se tem algo de diferente. Apesar de muito pequeno, temos medo de que alguém possa se aproveitar”, falou a avó.
A dona de casa Adimeire Aparecida Furtado, de 33 anos, tem quatro filhos que estudam na escola. “Não soube de nada, nem ouvi comentário. Conheço o professor, mas aqui foi tudo sempre muito tranquilo”, afirmou Adimeire.
Outras duas mães, que não quiseram se identificar, comentaram o caso do estupro. A primeira, que tem duas filhas que estudam na escola, relatou que o acusado não deu aulas para as filhas. “Achava que ele era gay na época que era monitor. Mas descobri depois que o sujeito era casado”, disse a moradora.
“Fico apreensiva. Onde era para os nossos filhos terem segurança e acontece algo desses”, comentou a segunda mãe.
Nenhum dos pais ouvidos conhecia o garoto.

