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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

02/07/2013 07:00

Funcionários pedem socorro para solucionar o caos em S.O.S Abrigo

Viviane Oliveira

Funcionários do SOS abrigo, em Campo Grande, pedem socorro para solucionar a situação crítica da casa que, atualmente, vem abrigando menores infratores junto com crianças vítimas de abusos sexuais, maus-tratos e violência. Além disso, eles denunciam a falta de alimentação adequada, superlotação e as péssimas condições de trabalho.

O problema da falta de abrigo para menores em conflito com a lei surgiu em janeiro deste ano, com o fechamento do Abrigo Oseas (Organização Social Evangélica de Apoio a Sociedade), instalado no bairro Coronel Antonino, local que abrigava apenas meninos, com idade de 12 a 18 anos incompleta.

Segundo uma funcionária, que pediu para não ser identificada por medo de retaliação, a casa era mantida por uma ONG (Organização não Governamental) que recebia verba da Prefeitura, no entanto fechou as portas porque o dinheiro não era suficiente para manter o abrigo.

Por conta disso o SOS Abrigo passou a acolher os adolescentes infratores, inclusive menores que tem no currículo homicídio e estupro, que não tinham para onde ser levados. A casa tem capacidade para 20 crianças, porém já chegou a abrigar 40. Em média 45 funcionários, entre psicólogos, assistentes sociais, professores, guardas municipais e cuidadores trabalham no local.

“Aqui é uma casa de passagem, o certo é acolher por 72h até a criança ser abrigada por um abrigo conveniado com o Município, mas na prática não é isso que vem acontecendo”, diz uma funcionária, acrescentando que crianças sempre dormiram no chão porque a demanda é maior do que se imagina.

As crianças dormem no chão por falta de espaço e segundo a denúncia dormem em colchões molhados de urina. Um funcionário conta que já flagrou um adolescente infrator fumando cigarros e até maconha nas dependências da casa. “Como se não bastasse toda essa situação, a maioria das crianças divide a mesma escova de dente”.

De acordo com a denúncia, um menor infrator atingiu uma criança com um soco, que chegou a desmaiar por conta da violência. Depois da agressão, o adolescente fugiu. “Nós fomos impedidos pela coordenação de fazer boletim de ocorrência, pois o caso poderia vir a público”.

Na semana passada o Conselho Tutelar convocou uma coletiva de imprensa, para expor os problemas enfrentados por eles. Um deles é a falta de um lugar especifico para abrigar adolescente que, por exemplo, é apreendido no fim de semana, já que por lei ele não pode ficar em celas de delegacia.

JustificativaA assessoria de imprensa da Prefeitura informou que atualmente, a unidade de acolhimento possui apenas um adolescente em conflito com a lei, que tem o retorno familiar previsto para esta terça-feira (2). 

Quanto à falta de alimentação, a Prefeitura nega a denúncia e diz que recebe a visita do Ministério Público constantemente e a última foi na semana passada. A respeito das crianças dormirem no chão, o órgão afirma, que a situação ja foi controlada.

Em relação aos colchões, a Prefeitura alega que são trocados temporariamente e os adolescentes infratores não são colocados junto com as crianças em situação de risco. Eles são acolhidos em um espaço nos fundos da casa.

Quanto às condições da Unidade SOS Abrigo, a nota informa que as crianças em medida de proteção serão transferidas para uma nova casa, mais ampla e com estrutura adequada, dizendo que o processo de locação do imóvel deve ser concluído em 30 dias.

Com a mudança das crianças em situação de risco, a atual estrutura ficará disponível para o acolhimento exclusivo dos adolescentes em conflito com a lei.

Abrigos - Em Campo Grande são 9 casas de abrigos que tem convênio com a Prefeitura: Lar Vovó Miloca, Crianças do Brasil em Campo Grande, Lygia Hans, em dois locais, e, Casa da Criança Peniel, em cinco locais.

Esses abrigos atende crianças e adolescentes em situação de risco, que foram encaminhadas pelo Juizado da Infância e da Juventude ou pelo Conselho Tutelar. Elas permanecem nessas casas até que voltem para as famílias ou que sejam encaminhadas para a adoção.



A querida Danyelle Fonseca:
Eu estava neste dia que sua amiga foi levar as doações. Para começo de conversa, ela chegou ao local de mãos vazias dizendo que queria fazer uma doação. Pois bem, como se sabe o SOS ABRIGO acolhe crianças sobe medidas protetivas, NINGUÉM (particular) pode ali entrar sem AUTORIZAÇÃO JUDICIAL, mesmo que seja para doação!
Pois bem, foi informado a mesma que aguardasse um pouco do lado de fora, pelos motivos já explicados, e os demais funcionários avisados.
Todo mundo estava ocupado no momento, se cuidar de 1 criança já é dificil, imagina de algumas dezenas. Não demorou 5 minutos, quando um funcionário foi atendê-la e a mesma já não se encontrava no local.
Acredito eu que quem realmente QUER AJUDAR não se importaria em esperar um pouco certo?
 
Andre Santos em 04/07/2013 09:44:44
Olá, uma semana atrás conversei com alguns amigos e tentamos arrecadar algumas coisas para esse abrigo, uma amiga foi até lá levar umas doações, atenderam ela com toda a falta de educação possível, e pediram p/ que ela esperasse um instante isso ela do lado de fora do portão, simplesmente entraram fecharam o portão e não falaram mas com ela, ela ficou lá fora com as doações na mão, como viu que não seria mais atendida foi embora. Agora me respondam como podemos fazer algo? Eu mesma liguei lá e a Coordenadora do abrigo me disse que não estavam mais precisando de comida pois já haviam recebido uma boa doação, mas a comida não acaba, fica difícil fazer algo não é mesmo??
 
Danyelle Fonseca em 03/07/2013 12:42:26
É preciso tomar muito cuidado para não fazer julgamentos injusto. Sabemos q o Conselho Tutelar pode participar da elaboração do plano orçamentário, assim como todos quanto cidadãos... Não podemos esquecer que a demanda é tão grande que fica impossível atender as crianças/adolescentes em situação de emergência... Sem estrutura, sem rede de atendimento eficiente etc. Fica fácil apontar e cobrar... difícil Maurício é fazer algo quanto sociedade.
 
Souza Silva em 02/07/2013 12:26:15
Eu só quero saber o que falta pra tirar esse Bernal???????????????????? Falem o que quiser, mas na gestão anterior nunca houve tanta barbárie!!!!!!!!!!!!!!
 
Cristiane Silva em 02/07/2013 10:45:45
E o Sr Prefeito diz ser perseguição dos Conselheiros, SUA INCOMPETÊNCIA E DE SUA "EQUIPE" QUE TE PERSEGUE
 
Luciano Silva em 02/07/2013 10:26:29
Primeiro: “Nós fomos impedidos pela coordenação de fazer boletim de ocorrência, pois o caso poderia vir a público”. Queria entender os motivos dessa coordenação em não permitir o registro do B.O. Melhor seria que os fatos tivessem sido noticiados. Segundo: Só pela simples observação da foto ai postada, até um "bebe de colo" saberia que o imóvel não oferece estrutura para abrigar, ainda que temporariamente, menores em conflito com a lei. O lugar deles é atras de grades mesmo. Terceiro: INTERESSANTE SALIENTAR QUE A PREFEITURA SEMPRE NEGA ASSUMIR SEUS ERROS, SUA FALHAS. Nestas horas, dou graças a Deus porque a imprensa, o quarto podere das democracias, existe.
 
Fernando Silva em 02/07/2013 09:58:17
Não é possível que com todas esses denúncias de falta de alimentos em escolas, ceinfs, abrigos, o ministério publico não tome uma atitude. Meu Deus, onde está a consciência das pessoas, só pensam em lucros e olham apenas para o seu próprio umbigo, não será possível vivermos assim por muito tempo, haverá um tempo em que as pessoas se revoltarão de uma tal maneira que o diálogo não será mais possível, esse realmente é o fim dos tempos.
 
LUIZ MARIO em 02/07/2013 09:43:24
O que o Conselho Tutelar fez, durante todo o tempo das irregularidades? Por que o abrigo fechou as suas portas sem dinheiro? Afinal, os abrigos são as únicas entidades a que são OBRIGADAS a receber recursos do Fundo Municipal da Infância e Adolecência mediante a destinação de um percentual específico para eles (os abrigos). Que o CMDCA não funciona, tem composição sem paridade e utiliza recursos do FMIA para atividades que deveriam ser supridas com o orçamento municipal, todo mundo sabe mas, e o Conselho Tutelar? O que fez para definir o orçamento criança do município? Existe um plano municipal para isso? Por que não? O CT sabe explicar? Depois reclamam da falta de recursos...coisa que os mesmos deveriam definir e não ficar a espera do governante de plantão. Por isso são autônomos.
 
Mauricio Coutinho em 02/07/2013 09:25:06
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