Garras prende borracheiro investigado em operação da Polícia Federal
Damião de Souza estava com mandado de prisão em aberto desde dezembro de 2024 por associação ao tráfico
Damião de Souza Batista, conhecido como “Dão”, de 52 anos, foi capturado nesta quarta-feira (22) pela equipe da Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros). O borracheiro já havia sido investigado pela Polícia Federal em 2018, durante a operação “Time Out” (“tempo esgotado”), e cumpria pena em regime semiaberto por associação para o tráfico.
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Em outubro de 2018, Damião foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo durante operação da Polícia Federal. Na ocasião, uma BMW e uma Toyota RAV4 foram apreendidas. Em depoimento, ele afirmou que os bens não estavam registrados em seu nome e que havia comprado o revólver por R$ 1,8 mil para se defender.
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À época, a polícia apontou que ele era suspeito de envolvimento com tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro. A investigação teve início no ano anterior à prisão para apurar informações de que moradores de Campo Grande mantinham galpões na área urbana, onde caminhões eram carregados com cocaína e enviados a outros estados.
Os lucros da organização criminosa, conforme a investigação, eram utilizados na aquisição de imóveis e veículos, em sua maioria registrados em nome de “laranjas”. A Justiça determinou o sequestro de 96 veículos supostamente adquiridos com dinheiro do tráfico.
No dia seguinte à prisão, o borracheiro pagou fiança no valor de dois salários mínimos e foi liberado. A Justiça determinou que ele comparecesse em juízo duas vezes por bimestre para informar e justificar suas atividades. Também ficou proibido de se ausentar de Campo Grande por mais de oito dias sem autorização judicial.
Já em 2012, “Dão” teve a prisão preventiva decretada após investigação da Decco (Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado), que desarticulou uma quadrilha de traficantes responsável por abastecer um esquema de “disque-drogas” operado por Damião e a companheira em Campo Grande, no interior e em outros estados.
Nesse processo, ele foi condenado a 5 anos e 6 meses de reclusão, em regime fechado. A defesa recorreu, alegando falta de provas, e a pena foi reduzida para 3 anos e 10 meses, conforme decisão de março de 2022.
Em setembro de 2023, a defesa solicitou a atualização de endereço para Taboco, distrito de Corguinho, mas o pedido foi negado devido à ausência de unidade prisional na comarca de Rio Negro. Já em dezembro de 2024, a Justiça determinou a expedição de mandado de prisão contra Damião por regressão cautelar.
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