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Campo Grande, Sexta-feira, 21 de Setembro de 2018

30/06/2015 16:41

Greve completa 10 dias sem perspectiva de início das negociações

Juliana Brum
Enfermeiros permanecem em greve e sem posição alguma do executivo (Foto - Marcos Ermínio)Enfermeiros permanecem em greve e sem posição alguma do executivo (Foto - Marcos Ermínio)

A Prefeitura de Campo Grande ainda nem iniciou as negociações com os enfermeiros, que estão em greve há 10 dias. Cerca de 15 mil pessoas já foram prejudicadas com a paralisação iniciada no dia 20 deste mês. A categoria ainda aguarda resposta para o pedido de audiência com o prefeito Gilmar Olarte (PP).

Na última sessão itinerante ocorrida na quinta-feira (25), o vereador Paulo Siuf (PMDB) presidente da Comissão de Saúde da Câmara se prontificou em marcar um encontro para que a categoria pudesse apresentar suas solicitações ao prefeito, mas até o momento a reunião não foi agendada. "Liguei na quinta-feira para o prefeito, mas ele estava em Brasília e por isto não atendeu a categoria, agora eu não sei o que aconteceu se eles conseguiram por outros meios este encontro. Eu estou à disposição e espero alguma ligação da categoria" finalizou o vereador peemedebista.

Hederson Fritz, representante dos enfermeiros, contou que não foram recebidos e continuam sem posição alguma da administração. "Estamos esperando a reunião que ficou de ser marcada pelo vereador Paulo Siuf (PMDB) e continuamos em greve. Queremos apenas que o Olarte nos receba", declarou.

Os profissionais de enfermagem querem reposição da inflação e pagamento do piso. Segundo Fritz, a greve seria encerrada se a prefeitura fizesse uma proposta de aumento, ainda que em parcelas. “Não precisa ser de imediato”. Com o piso, a remuneração inicial do técnico de enfermagem passa de R$ 1.100 para R$ 2.100. Já o salário inicial do enfermeiro aumenta de R$ 2.100 para R$ 3.770.

A prefeitura obteve decisão judicial para que 80% dos profissionais voltem ao trabalho. Mas a comissão pediu esclarecimentos, alegando que reduzir de 100% para 80% nos setores de urgência e emergência pode comprometer atendimento a pacientes graves.

Nas UPAs (Unidade de Pronto Atendimento), foi mantido 100% da equipe no atendimento de urgências e emergências. Já os demais pacientes são atendidos por 30% da escala normal de profissionais da enfermagem.



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