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Capital

Guarda preso por tráfico garante que emprestou carro antes do flagrante

Kleyton Rodrigues Lima está há 11 anos na Guarda e passa hoje por audiência de custódia

Por Aline dos Santos | 15/03/2021 09:35



Preso por tráfico de drogas, o guarda civil metropolitano Kleyton Rodrigues Lima, 36 anos, nega ser o dono da maconha encontrada no seu carro, um Voyage, e conta que, antes do flagrante, havia emprestado o veículo para a prima da jovem com quem tem relacionamento amoroso.

Guarda há 11 anos e lotado no Cetremi (Centro de Triagem e Encaminhamento do Migrante e População de Rua), no Parque dos Poderes, Kleyton foi preso na noite de sábado (dia 13), no  Jardim Canguru, em Campo Grande, e vai passar por audiência de custódia nesta segunda-feira (dia 15). O carro tinha 2 quilos de maconha.

Ele foi preso durante as investigações que resultaram na morte de assaltante que atirou contra major aposentado do Exército, no Jardim Mansur.

Primeiro, os policiais do Batalhão de Choque da PM (Polícia Militar) localizaram o Celta branco usado na tentativa de roubo. O veículo estava em um guincho e o motorista disse que retirou o Celta de residência no Jardim Canguru.

Os policiais ligaram para o contratante do guincho. Por telefone a mulher disse que recebeu uma ligação do marido, que é interno no presídio Jair Ferreira de Carvalho, a Máxima de Campo Grande, pedindo para que ela fosse ao local e retirasse o veículo.

Voyage (à esquerda) é de guarda municipal e escondia maconha. (Foto: Divulgação)
Voyage (à esquerda) é de guarda municipal e escondia maconha. (Foto: Divulgação)

Na casa, a polícia abordou a proprietária do local, onde várias pessoas estavam ingerindo bebidas alcoólicas. Aos policiais, a mulher contou que o veículo foi deixado por um rapaz identificado como Bruno.

Na sequência, em uma edificação abandonada, nos fundos dos imóveis, os policiais encontraram uma caixa de papelão com 29 tabletes de maconha. A dona da casal disse que guardou o entorpecente a pedido de um conhecido, que está preso em Dourados.

O veículo do guarda, uma das pessoas que estava no local, também foi vistoriado por cães farejadores, com a localização da droga.

A suspeita é de que o servidor público levava a droga até a casa que estava alugada em nome do preso da Máxima. A Guarda Civil Metropolitana informou que vai abrir procedimento disciplinar para apurar a conduta de Kleyton Rodrigues Lima.

Tiros e morte - Whashington Luiz de Souza Ramai, 33 anos, foi morto na noite de sábado em confronto com equipe do Batalhão de Choque. Ele é suspeito de atirar em um major aposentado do Exército no dia 23 de fevereiro. Armado, o homem reagiu à tentativa de assalto e a dupla de ladrões fugiu no Celta.

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