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Campo Grande, Domingo, 15 de Setembro de 2019

29/08/2019 11:45

Guardas suspeitos de integrar milícia serão demitidos, adianta secretário

Titular da Sesdes, Valério Azambuja revelou que demissão depende apenas da assinatura do prefeito Marquinhos Trad

Jones Mário e Fernanda Palheta
Rafael Antunes Vieira e Robert Vitor Kopetski foram presos em maio de 2019 (Foto: Kísie Ainoã/Arquivo)Rafael Antunes Vieira e Robert Vitor Kopetski foram presos em maio de 2019 (Foto: Kísie Ainoã/Arquivo)

Presos em maio deste ano, os guardas municipais Marcelo Rios, Rafael Antunes Vieira e Robert Vitor Kopetski serão demitidos da corporação, segundo adiantou o titular da Sesdes (Secretaria Especial de Segurança e Defesa Social), Valério Azambuja na manhã desta quinta-feira (28). O trio é suspeito de integrar milícia descoberta durante apreensão de armas no bairro Monte Líbano, região central de Campo Grande.

Conforme Azambuja, os processos administrativos abertos contra os três estão concluídos. Um deles aguarda apenas apreciação e assinatura do prefeito Marquinhos Trad (PSD). Os outros dois devem seguir para autorização do chefe do Executivo municipal em breve.

Rios foi preso com arsenal, inclusive fuzis, que pode ter ligação com execuções em Campo Grande. Na sequência, se tornou réu por posse dos armamentos receptação e adulteração de veículo roubado. O guarda foi incluído no sistema penitenciário federal e deve ser transferido do presídio de Campo Grande para Mossoró (RN) nos próximos dias. Ele está afastado da Guarda desde 22 de maio.

Já Vieira e Kopetski foram presos suspeitos de ameaçar a esposa de Rios - testemunha-chave do processo -, que teria revelado a atuação do marido como segurança de um empresário da Capital. A dupla, detida junto com o segurança Flávio Narciso Morais da Silva, foi afastada da Guarda Municipal no dia 29 de maio.

Prisão – Em 19 de maio, um domingo, operação do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos, Assaltos e Sequestros) em uma casa na Rua José Luiz Pereira, no Jardim Monte Líbano, levou à descoberta de um arsenal formado por dois fuzis AK-47, quatro calibre .556, uma espingarda calibre 12, 17 pistolas, um revólver e várias munições, além de silenciadores, lunetas e bloqueadores de sinal de tornozeleiras eletrônicas.

A suspeita é de que o armamento tenha sido usado, pelo menos, em três execuções na Capital – os fuzis AK-47 têm o mesmo calibre das balas encontradas nos assassinatos do ex-chefe de segurança da Assembleia Legislativa, o subtentente Ilson Martins Figueiredo; de Orlando Silva Fernandes (o “Bomba”); e de Matheus Coutinho Xavier, filho de capitão reformado da Polícia Militar.

Após a apreensão, os policiais civis chegaram a Rios, que foi preso sob suspeita de participar de uma milícia – da qual os outros guardas também seriam integrantes – e se tornou réu por posse de armas, receptação e adulteração de veículo roubado.

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