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Campo Grande, Quinta-feira, 22 de Agosto de 2019

20/05/2019 10:15

Guarda municipal seria responsável por transporte de arsenal, diz polícia

Preso, guarda se recusou a prestar esclarecimentos à polícia

Kerolyn Araújo e Clayton Neves
Armamento foi encontrado em casa abandonada no Monte Líbano. (Foto: Clayton Neves)Armamento foi encontrado em casa abandonada no Monte Líbano. (Foto: Clayton Neves)

Os fuzis, pistolas e carregadores apreendidos na tarde de ontem (19) em uma residência no Jardim Monte Líbano, em Campo Grande, durante uma operação do Garras (Delegacia Especializada em Repressão a Roubos à Bancos, Assaltos e Sequestros) com apoio do Batalhão de Choque da Polícia Militar, estavam com um guarda municipal identificado como Marcelo Rios, de 42 anos.

Segundo informações do delegado Fábio Peró, titular do Garras, a polícia recebeu denúncia anônima na noite de sábado (18) informando que o guarda faria o transporte do armamento. No domingo, às 5h, equipes da Polícia Civil e Militar já estavam nas ruas fazendo buscas.

Por volta das 9h30, o guarda foi abordado por uma equipe da polícia no cruzamento da Avenida Eduardo Elias Zahran com Rua Rodolfo José Pinho, no Jardim São Bento. Com o suspeito, os policiais encontraram um carregador de pistola com capacidade para 30 munições.

Os policiais foram até uma das casas do guarda, no bairro Rouxinóis. No local, eles encontraram munições importadas de calibre 380. Em um outro endereço do suspeito, no Caiobá, foram encontrados mais carregadores de calibre 38 e 380. Na residência também foi localizado um veículo Fiat Uno com registro de roubo.

Delegados João Paulo Sartori e Fábio Peró, do Garras, e o capitão Rocha, do Batalhão de Choque. (Foto: Clayton Neves)Delegados João Paulo Sartori e Fábio Peró, do Garras, e o capitão Rocha, do Batalhão de Choque. (Foto: Clayton Neves)

Durante as investigações, a polícia recebeu a informação de que em uma casa na Rua José Luís Pereira, no bairro Monte Líbano, teriam armas guardadas e munições guardadas.

Apreensões - Na última residência, que estava abandonada, a polícia encontrou dois fuzis AK de calibre 762, uma espingarda calibre 12, uma carabina de calibre 22, 4 fuzis de calibre 556, 17 pistolas de calibres 9, 22, 40 e 45 milímetros, 33 carregadores de pistola, 18 carregadores de fuzil, um revólver calibre 357, dois bloqueadores de sinal e aproximadamente 700 munições de diversos calibres.

Conforme o subcomandante do Choque, capitão Rocha, o que chamou atenção da polícia foi a quantidade e qualidade do armamento apreendido, que geralmente são usados pelo Exército. Ele também ressaltou que as armas são caras e que havia ''muito dinheiro'' envolvido no esquema.

Segundo o capitão, a suspeita é que o armamento tenha sido adquirido no Paraguai. Como algumas armas já foram usadas, Rocha acredita que elas sejam destinadas a crimes de roubos e homicídios.

Silêncio - Ao ser preso, o guarda se recusou a prestar esclarecimentos à polícia.

O guarda foi aprovado no concurso para agente penitenciário, mas ainda não estava exercendo a profissão. Ele será indiciado por posse de arma de fogo de uso restrito e receptação.

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