Há 2 anos em obras, trecho da Ernesto Geisel deve ficar pronto até dezembro
Sisep espera retomar recapeamento até o fim de outubro; pista ainda está bloqueada perto da Rua Bom Sucesso

Há mais de dois anos em obras, a pista da Avenida Ernesto Geisel, no sentido bairro-centro, entre as ruas da Abolição e Bom Sucesso, próximo ao Shopping Norte Sul, tem previsão de conclusão até dezembro.
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As obras na pista da Avenida Ernesto Geisel, no sentido bairro-centro, entre as ruas da Abolição e Bom Sucesso, em Campo Grande, duram mais de dois anos e devem terminar até dezembro, segundo o secretário da Sisep, André Brandão. O recapeamento será retomado até o fim de outubro, após reavaliação técnica da base do pavimento, e depois será feita a sinalização. A obra, de R$ 20,9 milhões financiados pela Caixa, já teve prazo previsto para fevereiro de 2026.
A informação foi confirmada nesta sexta-feira (2) pelo titular da Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos), André Brandão. Parte do recapeamento ainda depende de retomada após uma reavaliação técnica da base do pavimento.
A reportagem esteve no local nesta sexta-feira e constatou que parte da pavimentação já estava concluída. No entanto, o acesso à via, próximo à esquina com a Rua Bom Sucesso, permanecia bloqueado por barreiras de contenção do tipo New Jersey. Mesmo com o bloqueio, motociclistas já passavam pela pista.

Segundo o secretário, equipes da pasta e da empresa responsável pela execução avaliaram o trecho onde falta concluir o asfalto. A expectativa é retomar esse serviço até o fim de outubro. Depois da aplicação da massa asfáltica, ainda será necessário executar a sinalização para liberar a pista.
“Acredito que até o final deste mês a gente retome. Será um serviço rápido após a retomada, para que possamos liberar a via. Depois, ainda tem a sinalização”, afirmou Brandão.
Inicialmente, o secretário disse que a reabertura ocorreria “nas próximas semanas”. Questionado sobre o prazo para finalizar o trecho, informou que a previsão é concluir os trabalhos até o encerramento de 2026. “A nossa previsão é finalizar ali até o final do ano”, declarou.
Brandão afirmou que a obra continua com serviços nas calçadas, na acessibilidade e no gabião, estrutura formada por pedras acomodadas em gaiolas metálicas para contenção das margens do córrego Anhanduí. Conforme explicou, a necessidade de uma nova análise técnica afetou especificamente a continuidade do recapeamento.
Em abril deste ano, a Prefeitura anunciou que a intervenção havia atingido 80% de execução e entrava na etapa de recuperação do pavimento. Na ocasião, informou que o asfalto antigo havia sido removido e que a empresa iniciara a terraplanagem para receber a nova camada asfáltica. O prazo divulgado era o segundo semestre de 2026.
Outra pista — Após concluir a pista no sentido bairro-centro, a Prefeitura pretende executar o recapeamento no lado oposto, no mesmo trecho. Brandão afirmou que essa intervenção deverá ser mais rápida, porque não exigirá os mesmos serviços de contenção realizados na primeira lateral. “Na outra lateral, será mais rápido, porque é só fresagem e aplicação do recapeamento. Já não tem mais intervenção no leito”, explicou.
Sobre as pendências administrativas, Brandão disse que a repactuação com a Caixa Econômica Federal e a reformulação do projeto já foram resolvidas. Segundo ele, os entraves restantes são técnicos, relacionados à aplicação da massa asfáltica.
Prazo anterior — Conforme reportagem do Campo Grande News publicada em janeiro de 2025, a execução dessa etapa consta desde agosto de 2024, pela HF Engenharia e Construção. O investimento informado era de R$ 20,9 milhões, financiados pelo Finisa (Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento), da Caixa. Naquele momento, a previsão de conclusão era fevereiro de 2026.
O prazo foi reafirmado em julho de 2025, durante visita da prefeita Adriane Lopes (PP) e de vereadores ao canteiro de obras. Na ocasião, o então secretário da Sisep, Marcelo Miglioli, informou que 65% do cronograma havia sido executado. O projeto contemplava contenção das margens, urbanização da lateral do córrego e recapeamento da pista.
Os transtornos também já eram relatados por moradores e comerciantes em janeiro de 2025, quando o avanço informado era de 17%. A reportagem ouviu reclamações sobre dificuldade de acesso aos estabelecimentos, gastos adicionais com limpeza e preocupação com acidentes nas proximidades da intervenção.
Naquele mesmo mês, uma proposta de R$ 150 milhões para ampliar as intervenções na avenida não havia sido aprovada para receber recursos diretos do Orçamento Geral da União pelo Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). O pedido se referia a uma etapa posterior, enquanto a obra entre Abolição e Bom Sucesso já tinha financiamento garantido.
À época, o Ministério das Cidades esclareceu que o projeto de ampliação permanecia listado no PAC na modalidade de financiamento, sujeito à autorização legislativa e à análise da Caixa. A Prefeitura também avaliava alternativas como emendas parlamentares, convênios com o Estado e outras linhas de crédito.

