Câncer e doenças do coração lideram internações e mortes em Mato Grosso do Sul
Relatório mostra aumento nos óbitos por tumores e problemas respiratórios entre 2020 e 2025

Doenças do aparelho circulatório e tumores são as principais causas de internações e mortes em Mato Grosso do Sul. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (2) pela SES (Secretaria de Estado de Saúde), por meio do Relatório Detalhado do Segundo Quadrimestre de 2026.
RESUMO
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Doenças do aparelho circulatório e tumores são as principais causas de internações e mortes em Mato Grosso do Sul, com 7.771 casos somados em 2026, segundo relatório do segundo quadrimestre divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde. Os dados do ano são parciais. Entre 2022 e 2025, as internações por tumores cresceram 10,19%, enquanto as circulatórias caíram 4,79%. Nas mortes, o câncer avançou 17,90% entre 2020 e 2025, e as doenças respiratórias, 29,74%.
O documento ressalta que os registros referentes ao ano atual são parciais e podem sofrer alterações conforme as atualizações até o fim de 2026. Por isso, os números não serão comparados com os anos anteriores. O relatório, no entanto, apresenta dados consolidados do período de 2020 a 2025.
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Segundo o levantamento, as cinco principais causas de internações em 2026, até o momento, são doenças do aparelho circulatório, que afetam coração, artérias e veias; tumores; doenças do aparelho respiratório; causas externas de morbidade e mortalidade; e doenças do aparelho digestivo. No ano anterior, o ranking permaneceu na mesma ordem.
Entre 2022 e 2025, houve crescimento acumulado de 10,19% nas internações por tumores. Também houve aumento nos registros relacionados às doenças do aparelho respiratório, com crescimento de 7,59% em 2025. Já as doenças do aparelho digestivo tiveram alta de 3,66% no mesmo ano.
Em contrapartida, houve queda acumulada de 4,79%, entre 2022 e 2025, nas internações por doenças do aparelho circulatório. Os casos relacionados a causas externas de morbidade e mortalidade também apresentaram redução de 1,81% no período.
Ranking nefasto - As cinco principais causas de internação também aparecem no ranking das principais causas de morte em 2026. Há, no entanto, uma pequena alteração nas posições: causas externas de morbidade e mortalidade sobem para a terceira colocação, enquanto doenças do aparelho respiratório passam para a quarta posição.
Em toda a série histórica, as doenças do aparelho circulatório lideraram como principal grupo de causas de morte no Estado, apresentando crescimento de 1,56%. “Esse grupo representa importante parcela da mortalidade estadual e evidencia a predominância das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) no perfil de mortalidade da população”, explica o documento.
Apesar de ocuparem a segunda colocação, as mortes por câncer registraram crescimento de 17,90% entre 2020 e 2025. Segundo o relatório, esse comportamento reforça a importância das ações de prevenção, diagnóstico precoce, tratamento e acompanhamento da doença no Estado.
As doenças do aparelho respiratório também apresentaram crescimento expressivo, de 29,74%. O mesmo ocorreu com as doenças do aparelho digestivo, que tiveram aumento de 24,65%. Já as causas externas de morbidade e mortalidade registraram alta de 10,27%.
Entre os outros grupos de doenças, o relatório destaca as endócrinas, nutricionais e metabólicas. “Esses grupos também requerem acompanhamento contínuo, especialmente considerando a transição demográfica e epidemiológica e o aumento da prevalência de condições crônicas na população”, destaca o documento.
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