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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

25/01/2012 19:50

Há 9 meses na prisão, acusado de estupros engorda e esconde a cara

Nadyenka Castro

Robson Vander Lan responde a seis processos pelo crime. Ele foi à prisão após estuprar uma estudante da UFMS. Na época, mostrou a cara e concedeu entrevistas sorrindo

Robson Vander Lan dois dias após ser preso, em abril de 2011.(Foto: João Garrigó)Robson Vander Lan dois dias após ser preso, em abril de 2011.(Foto: João Garrigó)
Nove meses depois, Robson engordou e escondeu o rosto.(Foto: Nadyenka Castro)Nove meses depois, Robson engordou e escondeu o rosto.(Foto: Nadyenka Castro)

Robson Vander Lan, acusado de vários estupros, está com a aparência bem diferente daquela que por vários dias estampou o noticiário sul-mato-grossense em 2011. Ele engordou e fechou a cara.

Réu em seis processos pelo crime de estupro, Cid, como é conhecido, foi preso em abril do ano passado após uma de suas vítimas passar detalhes de suas características à Polícia.

Na época, Robson Vander Lan estava com o corpo mais enxuto, concedeu entrevistas e, por vezes, sorriu para as câmeras, como registrado pelo Campo Grande News.

Agora, após nove meses na prisão, Cid engordou, ouve de cabeça baixa relatos sobre o mal que fez a diversas mulheres e quando vê câmeras, esconde o rosto.

E foi assim que Robson assistiu a mais uma audiência sobre seus crimes, na tarde desta quarta-feira. Ele ouviu três investigadores de Polícia Civil falar sobre o estupro ocorrido em 24 de agosto de 2010, em uma casa do Jardim Centenário.

Segundo declarações dos policiais, a vítima entrou em casa e viu um homem tentando pegar limão, em cima do muro. Ao fechar a porta, foi impedida por ele, que entrou, a estuprou e ainda roubou um vídeo-game.

A Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher foi acionada. Investigadores e peritos foram ao local e recolheram provas. A vítima fez um retrato-falado, mas, disse que o autor tinha cabelos longos e por isso não o reconheceu Robson como quem a estuprou.

No entanto, impressões digitais e confissão do próprio Robson o incriminam. “Em diligências com ele para mostrar locais de estupros, ele apontou a casa”, declarou em juízo um dos investigadores.

Robson até sorriu para a câmera do Campo Grande News após ser preso. (Foto: João Garrigó)Robson até sorriu para a câmera do Campo Grande News após ser preso. (Foto: João Garrigó)

Prisão - Conforme os policiais, Robson apontou diversos locais onde teria cometido crimes. Ele só parou de ‘atacar’ quando sua última vítima, uma acadêmica da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) contou detalhes das características físicas a dele à Polícia.

O retrato falado já estava amplamente divulgado e a Polícia já o tinha como principal suspeito quando, dois dias depois, ele procurou uma unidade da Polícia Militar para se entregar.

Como não havia nenhum mandado de prisão em aberto contra ele, os policiais o liberaram. Em seguida, souberam quem era a pessoa e foram até um local de tratamento para usuários de drogas, no bairro Tiradentes, onde foi encontrado.

No terceiro dia na cadeia, Robson deu entrevista ao Campo Grande News. Falou com tranquilidade, demonstrando calma, não teve vergonha de mostrar o rosto e disse que não sabia quantas vítimas já havia feito.

Acusação - Robson responde a seis ações penais na Justiça de Mato Grosso do Sul. Cinco delas por estupro e uma por roubo majorado, que é o roubo com violência sexual. Ainda não há condenação em nenhum deles. Vítimas e testemunhas estão sendo chamadas para prestar esclarecimentos.

Somente após depoimento destas pessoas e interrogatório do próprio réu é que é divulgada a condenação.

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