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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

11/02/2016 07:00

Hemodinâmica do Hospital Adventista realizou procedimento cardíaco inédito

Hemodinâmica do Hospital Adventista da capital realizou o primeiro procedimento de MitraClip do Centro-Oeste.

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O pioneirismo é um dos valores que fazem parte da Equipe de Hemodinâmica do Hospital Adventista do Pênfigo de Campo Grande. (Foto: Divulgação)O pioneirismo é um dos valores que fazem parte da Equipe de Hemodinâmica do Hospital Adventista do Pênfigo de Campo Grande. (Foto: Divulgação)

O pioneirismo é um dos valores que fazem parte da Equipe de Hemodinâmica do Hospital Adventista do Pênfigo de Campo Grande. Com a finalidadede proporcionar maior qualidade de vida aos pacientes, especialistas do corpo clínico inovam em métodos e técnicas já comprovadas de eficácia e minimante invasivas. No dia 06 de janeiro de 2016, a equipe do médico cardiologista intervencionista do HAP, Dr. Augusto Daige, realizou o tratamento percutâneo da insuficiência mitral. A doença da válvula mitral ocorre em várias situações, dentre elas quando o coração dilata ou a própria válvula sofre degeneração, havendo uma desestruturação que impede os folhetos (abas), de fazerem a movimentação correta para não permitirem o vazamento do sangue. Para fazer a correção, pela primeira vez no Centro-Oeste e no Hospital Adventista de Campo Grande, foi utilizada a tecnologia MitraClip.

“Nos Estados Unidos esta técnica recebeu aprovação de seus órgãos regulatórios para ser utilizada a partir de 2008, quando poucos casos foram realizados. Esta modalidade de tratamento resultou em impactos positivos, o que levou seu crescimento progressivamente. O Brasil começou a empregá-la neste último ano, com resultados animadores." A paciente, de Campo Grande, que há 5 anos apresentou um quadro de infarto e necessitou de implante de Stents para tratamento, foi submetida à nova técnica. Segundo o cardiologista intervencionista, a paciente teve uma desestruturação da válvula mitral em decorrência de sua degeneração do coração, o que tornou a válvula mitral incompetente para sua função de impedir o vazamento do sangue.

"Após discutirmos amplamente com a equipe de atendimento cardiológico multidisciplinar, efetuamos o reparo da válvula mitral com o uso da MitraClip”, explica o especialista.

MitraClip. (Foto: Divulgação)MitraClip. (Foto: Divulgação)

Diante do caso da paciente, a equipe realizou reunião acadêmica para avaliar minuciosamente a viabilidade do procedimento. Na ocasião, foi apresentada e discutida a implantação da nova tecnologia a ser realizada no Laboratório de Hemodinâmica do HAP(Hospital Adventista do Pênfigo). A reunião contou com a presença de cardiologistas intervencionistas, clínicos, cirurgiões cardíacos, ecocardiografista, equipe de enfermagem, de um médico especialista em doenças estruturais do coração do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo(Professor Dr. José Armando Mangione) e de um técnico especialista em MitraClip. A instituição sempre teve destaque em tecnologias atualizadas e procedimentos inovadores(stents bioabsorvíveis).

Paciente recebe alta 24horas após o procedimento
Se a paciente não fosse submetido a esta técnica, ela continuaria, conforme o Dr. Augusto Daige, com sua qualidade de vida comprometida pela doença cardíaca que apresentava há anos e muito agravada pela doença recente de sua válvula mitral. “No caso dele receber somente desobstrução e tratamento medicamentoso, ela seria operada, porém com alto risco cirúrgico”.

Ao explicar o funcionamento do procedimento, Daige detalha que foi realizada uma incisão mínima na região inguinal (virilha) do paciente, para se ter acesso ao lado direito do coração. “Nós criamos um pequeno orifício para atingir a válvula mitral doente e implantar os clips. Utilizamos dois clips no paciente que recebeu anestesia geral. O procedimento que foi guiado por cateterismo cardíaco e ecocardiograma(ultrassom), durou três horas e meia”, informa o especialista, ao ressaltar que a implantação da nova tecnologia foi um sucesso e teve resolução completa, visto que o paciente recebeu alta hospitalar 24 horas após o procedimento. “O êxito deve-se ao envolvimento da equipe multidisciplinar e a estrutura de alta complexidade do HAP”. O dispositivo MitraClip irá reparar a válvula mitral sem a necessidade de um procedimento cirúrgico invasivo. “Ele é inserido no coração através da veia femoral, um vaso sanguíneo na perna. O dispositivo é um metal especial que une as duas cúspides da mitral para evitar que o refluxo de sangue retorne para o átrio, e assim permitir que o coração bombeie sangue de maneira mais eficiente”, explica Dr Daige.

O dispositivo MitraClip irá reparar a válvula mitral sem a necessidade de um procedimento cirúrgico invasivo. (Foto: Divulgação)O dispositivo MitraClip irá reparar a válvula mitral sem a necessidade de um procedimento cirúrgico invasivo. (Foto: Divulgação)

Antes de ser submetida ao novo tratamento, a paciente sentia forte cansaço, falta de ar, entre outros sintomas.
Desde que chegou, a equipe iniciou a preparação para ele ter condições de fazer o procedimento.

A Insuficiência mitral (IM) é uma condição comum, afetando uma em cada 10 pessoas com 75 anos ou mais. A IM pode ser uma doença debilitante, progressiva e de risco à vida, na qual uma válvula mitral com extravasamento causa um fluxo contrário de sangue no coração. A condição pode aumentar o risco de batimentos cardíacos irregulares, acidente vascular cerebral e insuficiência cardíaca. A cirurgia de válvula mitral cardíaca aberta é o tratamento padrão, mas diversas pessoas possuem um risco muito alto para o procedimento invasivo. E as medicações são limitadas em reduzir os sintomas, mas não são capazes de interromper a progressão da doença.

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