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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

06/05/2014 15:53

Homem invade escola e bate em menino de 12 anos para vingar o filho

Edivaldo Bitencourt e Filipe Prado
Boletim de ocorrência lista as ocorrências anteriores do agressor (Foto: Marcos Ermínio)Boletim de ocorrência lista as ocorrências anteriores do agressor (Foto: Marcos Ermínio)

Um homem invadiu uma escola particular, localizado no Jardim dos Estados, em Campo Grande, e agrediu um garoto de 12 anos para vingar o filho, da mesma idade e colega de turma. O fato, ocorrido na tarde de ontem, está sendo investigado pela DEPCA (Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente).

Conforme a médica veterinária de 32 anos, tudo começou numa briga entre os dois meninos, que estudam na mesma sala. Na ocasião, a direção da escola chamou os pais do menino e a avó do outro, conversou e considerou o desentendimento resolvido. “Eles foram advertidos, mas foi uma briga de meninos”, garantiu a diretora da escola.
Todos os nomes não serão identificados para preservar as vítimas e estabelecimento de ensino.

No entanto, na sexta-feira passada, o pai do menino, o ajudante de pedreiro Heitor Loureiro Cardoso Filho, 36 anos, mandou uma mensagem no WhatsApp do garoto, ameaçando-o de morte. Ele alertava o menino que ficou sabendo a briga e que iria vingar o filho.

Segundo a mãe, o menino ficou apavorado e apagou a mensagem.

Ontem, Heitor foi até à escola levar o filho de 12 anos. Ele chegou e pediu para falar com a professora do garoto. “Achei que ia justificar o atraso”, comentou a diretora, que permitiu acesso à sala.

O ajudante de pedreiro colocou o capacete na cabeça ao entrar na sala de aula e já foi pra cima do menino de 12 anos, que tinha brigado com o seu filho há cerca de 30 dias. Ele deu tapas no menino e deslocou o pulso ao puxá-lo pelo braço. O menino conseguiu fugir e se trancou dentro da sala da coordenadora.

Heitor ainda correu atrás do estudante e enfrentou a coordenadora do estabelecimento de ensino. Ele teria dito que ainda irá matá-la e o agressor do filho. O homem colocou o capacete porque a escola conta com sistema de monitoramento de vídeo.

O menino passa por tratamento psicológico e vem tomando “medicamento tarja preta”. A médica veterinária contou que contratou um segurança para acompanhar o menino na escola e em outros locais.

A direção da escola passou a admitir acesso ao estabelecimento de adultos, mesmo pais, só acompanhados da coordenação.

No boletim de ocorrência, a Polícia listou várias ocorrências contra o autor das agressões. O caso é investigado pela DPCA.

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Covardia... Mau exemplo... É fácil criticar as pessoas, ou como diz um amigo, é fácil ver o casca de feijão nos dentes DOS OUTROS, mas não nos nossos dentes. Todo o ocorrido é um reflexo de má formação dos pais, que acaba sendo repassada aos filhos. Primeiro, a escola particular deveria ter uma atitude corretiva, punindo exemplarmente os dois jovens, evitando problemas semelhantes no futuro. Segundo, acompanhamento psicológico obrigatório para ambas as partes. Terceiro, cobrar maior participação dos pais e responsáveis, mantendo diálogo entre as partes, com acompanhamento psicológico. Crianças mimadas geram adultos problemáticos, é fato. Pais estressados e descontrolados emocionalmente não produzem bons exemplos. E não tem direito algum de reclamar do resultado.
 
Luiz Augusto Rodrigues em 07/05/2014 09:22:36
Simplesmente um ato covarde deste pai, brigas em escolas acontecem em todo momento, e só para lembrar que escola é um local para ensino a educação tem que vir de casa.
Uma boa conversa resolveria o caso e não chegar a ameaçar uma criança de 12 anos.
 
GILBERTO P PEREIRA em 07/05/2014 08:17:10
Isso é o que acontece quando os pais não educam,não conversam com seus filhos. Não estou falando que o pai agressor tenha razão, mas é muito complicado vermos nossos filhos sendo agredidos por filhinhos de papai que pensam que podem fazer o que bem entendem. Um é filho de médica veterinária, deve ser mimado, paparicado, tanto que anda com segurança à tira-colo e muito provavelmente os pais não o ensinam a respeitar as diferenças, o outro é filho de um ajudante de pedreiro que muito provavelmente sofre todo tipo de discriminação por isso, e agora corre risco também. Ninguém vê que o valor pago pela mensalidade da escola é o mesmo para os dois meninos, independente da classe social. Devemos educar nossos filhos para que coisas desse tipo não aconteçam.
 
Mariana Carvalho em 06/05/2014 23:43:06
Isso é maníaco... belo exemplo ele dá para o filho...
 
alci olidio da silv em 06/05/2014 19:52:59
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