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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

17/04/2014 09:11

Idosa morreu atropelada na volta da compra de ovos de Páscoa aos netos

Graziela Rezende e Luciana Brazil
Local onde ocorre o velório da idosa. Foto: Cleber GellioLocal onde ocorre o velório da idosa. Foto: Cleber Gellio

A aposentada Ivete Ferreira dos Santos, 70 anos, que morreu atropelada ao descer de um coletivo na noite de ontem (16), no bairro Coophatrabalho, em Campo Grande, voltava das compras de Páscoa, como acreditam familiares. A vítima possui, segundo o genro, o empresário César Crespo, 46 anos, sete filhos, 23 netos e dois bisnetos.

“Nós ainda não sabemos dizer se foi uma fatalidade ou imprudência por parte do motorista, embora as pessoas estejam falando sobre a falta de iluminação no local. Todos estão muito tristes. Ela era uma pessoa muito ativa, costurava em casa, estava sempre ativa”, diz o genro.

O genro acredita que Ivete voltava para casa após comprar chocolates para presentear a família e os netos. “Ela descia sempre naquele ponto, mas ontem chegou mais tarde que de costume. Nós acreditamos que ela estava comprando ovos de Páscoa", falou César.

Na década de 70, ele conta que a idosa sofreu um acidente de trem, junto com a família, e por isso tinha dificuldades de locomoção.

“Ela tinha uma platina na perna e por isso, às vezes, ela tinha uma certa dificuldade para andar, mas às vezes ela estava bem. Ela inclusive se aposentou por invalidez por conta deste acidente”, comenta.

O velório ocorre na manhã de hoje (17), na Igreja dos Mormons, na avenida Júlio de Castilho, onde a vítima participava há mais de 30 anos.

Atropelamento - A vítima faleceu por volta das 18h quando descia do ônibus na avenida Florestal, perto da pizzaria do Galo. Devido à falta de iluminação na região, conforme testemunhas, o motorista do coletivo não conseguiu ver a mulher pendurada na porta do ônibus.

Ela chegou a ser encaminhada pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da Vila Almeida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu assim que chegou ao local.



Que fatalidade mais triste, ainda mais numa época como esta. Imagino a tristeza da família e o desespero do motorista, que não pode ser responsabilizado. Infelizmente é muito complicado, os motoristas agora ficaram com a função de dirigir por essas ruas que estão horríveis e cheias de buracos, cuidar do trânsito que está caótico, cuidar dos passageiros dentro dos ônibus e em alguns coletivos, os executivos principalmente, eles ainda tem que fazer troco. Sem contar com a falta de estrutura de nossas vias que nem iluminação adequada tem. Só temos que lamentar, rezar pelas famílias e pedir proteção todos os dias, quando saímos para trabalhar. Que Deus conforte a família dessa senhora e do motorista também, que deve estar muito abalado com tudo isso.
 
Mariana Carvalho em 17/04/2014 12:38:58
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