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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

19/11/2014 09:39

Indicado pelo Albert Einstein, superintendente quer equilibrar contas

Liana Feitosa
Desafio de Roberto Madid é acabar com déficit que chega a R$ 4 milhões. (Foto: Marcos Ermínio)Desafio de Roberto Madid é acabar com déficit que chega a R$ 4 milhões. (Foto: Marcos Ermínio)

O objetivo era encontrar um executivo entre os melhores do país, conta Wilson Telesco, presidente da ABCG (Associação Beneficente de Campo Grande), a mantenedora da Santa Casa. "Não queríamos alguém para nos agradar, mas alguém com diversidade de experiências, com capacidade de olhar para o negócio, com habilidade para gerenciar o hospital de forma viável e sustentável", completa Telesco.

Segundo ele, a entidade têm um déficit mensal de aproximadamente R$ 4 milhões, o que representa uma dívida de cerca de R$ 20 milhões até o fim do ano. Tão considerável quanto a dívida é o tamanho da responsabilidade de Roberto Madid, o novo superintendente do hospital, escolhido pela ABCG depois de cerca de 60 dias de processo seletivo.

Seleção - Madid disputou a função com outros candidatos, captados inicialmente por um dos hospitais mais importantes do país, o Hospital Albert Einstein, de São Paulo. O sistema de recrutamento da Santa Casa de Campo Grande participou da seletiva em seguida. Agora, ele é o responsável por toda a gestão hospitalar, o que inclui aspectos administrativos, técnicos e operacionais. A escolha do novo superintendente foi unanimidade no conselho da ABCG.

Segundo Telesco, a entidade buscava alguém com diversidade de experiências. (Foto: Marcos Ermínio)Segundo Telesco, a entidade buscava alguém com diversidade de experiências. (Foto: Marcos Ermínio)

Para Madid, para vencer o desafio de gerenciar um hospital do tamanho e com o déficit da Santa Casa, são necessários três passos. "Precisamos escutar muito os diretores de cada área, analisar e comparar números e, por fim, verificar, comparar in loco os números que realmente existem e os discursos acerca desses dados", explica.

Problema local - "Existem circunstâncias locais que precisamos considerar, alguns fatores que complicam um pouco a gestão, principalmente se considerado o tamanho da Santa Casa e sua importância para Campo Grande e o Estado", avalia. Portanto, o novo superintendente estuda o diagnóstico da real situação da instituição. "Depois disso, será traçado um plano estratégico e ações para o próximo ano", conclui.

"Prestamos um serviço de qualidade para a sociedade e precisamos financiar isso. Por isso, nossa prioridade é equilibrar as contas, receitas e despesas. Na verdade, esse não é um desafio exclusivo da Santa Casa de Campo Grande, esse é um problema da saúde pública do país", analisa Madid.



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