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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

12/07/2012 18:25

Indiciado detento que ordenou assalto a casal morto em Campo Grande

Francisco Júnior
Mensagem enviada por detento dando a ordem para o assalto. (Foto: Minamar Júnior)Mensagem enviada por detento dando a ordem para o assalto. (Foto: Minamar Júnior)

A Polícia indiciou o detento Antonio dos Santos Vaes, de 37 anos, pela morte da estudante Luzia Barbosa Damasceno Costa, 25 anos, e do empresário Alberto Raghiante Junior, de 55 anos. Conforme as investigações foi ele que planejou e ordenou o assalto que terminou com o duplo assassinato.

O detento cumpre pena no Estabelecimento Penal de Segurança Máxima de Campo Grande. Ele prestou depoimento por cerca de uma hora nesta quinta-feira na 4ª Delegacia de Polícia. De acordo com o delegado João Paulo Sartori, Antonio negou qualquer envolvimento no crime.

A ordem para o assalto foi dada via mensagem de celular enviada de dentro do presídio para Neidinaldo Nascimento da Silva, 20 anos, assassino confesso do casal. “Ai vc e o mano que vai com vcs tem que pegar e levar a vítima e amarrar bem amarrado já na saída para SP e chegando lá vc vai largar na mão dos...”, texto enviado para Neidinaldo.

Após depor, o detendo foi encaminhado novamente para o estabelecimento, onde cumpre pena condenado a 17 anos de prisão.

Ainda estão foragidos dois envolvidos no latrocínio: um homem identificado pelo apelido de “Paraná”, que teria mandado matar o casal, e Julielton Aparecido Gonçalves, conhecido como Negão, 20 anos, que conforme as investigações, levou as vítimas até o local onde foram mortas e dirigiu o veículo do empresário, um Azera, até a cidade de Capitan Bado, no Paraguai.

Na semana passada, a Polícia prendeu Gleisson Barros da Silva, também conhecido como “Paraná", apontado como sendo o homem que ordenou a execução das vítimas.

Porém, no dia que aconteceu o crime, o rapaz estava em Costa Rica, onde participou de uma audiência no Fórum da cidade. Pela foto, envolvidos no crime, Neidinaldo Nascimento da Silva, 20 anos, e Sidney Portilho da Silva, conhecido como Pitão, que também está preso, identificaram o suspeito, mas pessoalmente não o reconheceram como sendo o “Paraná” que ajudou no assalto.

Na noite do crime, 3 de julho, as vítimas estavam dentro do veículo, em frente a um prédio próximo ao terminal Morenão, quando foram rendidas pelos assaltantes. De lá, foram levadas para casa de Neidinaldo, onde permaneceram certo tempo e logo depois, seguiram com os bandidos até a rodovia Três Barras, onde foram executadas com tiros na nuca.



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