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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

01/09/2011 18:29

Índios falavam em guarani para debochar de professora, diz Prefeitura

Edmir Conceição

A Semed (Secretaria Municipal de Educação) esclareceu, por meio da assessoria de imprensa da Prefeitura de Campo Grande, que os três estudantes do EJA (Educação de Jovens e Adultos) foram repreendidos e receberam a ‘recomendação’ para que não conversassem em guarani dentro da sala de aula por estarem se aproveitando da situação para fazer deboche e falar da professora.

Segundo a Prefeitura, nesta sexta-feira os diretores da escola vão à Semed para reunião com especialistas da Secretaria para se orientarem na eventualidade de novos casos, já que não houve, segundo a direção da escola, ‘nenhum cerceamento’ à liberdade dos índios se expressarem em sua língua nativa. “A restrição foi imposta porque uma aluna, também de origem indígena, compreendia tudo que os alunos, que têm entre 20 e 23 anos, conversavam em guarani e contou à diretora do que se tratava.

De acordo com a Prefeitura, “eles [os índios] continuam tendo toda liberdade de se expressar na sua língua, mas na sala de aula, como não há nenhuma matéria específica ou disciplina, não há necessidade de travarem diálogos em guarani.

O caso - Três índios denunciaram que foram proibidos de falar o guarani nas dependências da escola municipal Nerone Maiolino, onde cursam o EJA .Os guarani-caiuá também foram obrigados a assinar um documento acatando a determinação. Um dos alunos é Laucídio Nelso. “Ele não sabia ler nem escrever e decidiu estudar”, conta Leda Rodrigues, esposa de Laucídio. O casal mora na aldeia Água Bonita, em Campo Grande.

A situação foi denunciada ao deputado estadual Pedro Kemp (PT), que ocupou a tribuna para anunciar que iria pedir explicações à secretaria municipal de Educação. “Os índios têm direito de falar a língua deles”, afirmou Kemp durante sessão na Assembleia Legislativa.



Olha, sou pedagoga e pra mim não teve nada de grave nisso, foi uma medida disciplinar da escola, onde o ambiente escolar foi desrespeitado. Tudo o que foi pedido foi para que se evitasse falar na língua deles para evitar constrangimento e isso em sala de aula. E vejam que quem pediu para que eles parassem de atrapalhar a aula com conversinhas desrespeitosas foi uma também indígena. O que o professor e o diretor fizeram foi usar decentemente a autoridade do ambiente escolar para falar com alunos que promovem balbúrdia. Não é assim que acontece em qualquer escola, com alunos negros, brancos, amarelos, etc? Isso acontece porque a relação do indígena com a sociedade é tão assistencialista que é como se eles fossem intocáveis, assim como são os judeus no mundo. Ora, estão dentro da escola? Pois precisam respeitar as pessoas, as regras! Na escola, conforme pregava Paulo Freire, todos são iguais, todos tem direitos iguais. Não há razão para privilegiar os referidos indígenas, que nem crianças indefesas são. São pessoas adultas que se aproveitavam da armadura indígena e se indignam com o procedimento pedagógico aplicada para qualquer um. Absurdo!
 
Maria Socorro Pedrosa em 02/09/2011 08:56:41
Para mim continua sendo um fato ilegal e preconceituoso.
Se os professores não sabem lidar com os alunos em sala de aula não é a língua materna do individuo a culpada. Em países Europeus, como Alemanha, Suécia, Holanda as crianças alfabetizadas já falam ao menos 2 idiomas. Aí tudo bem, né?? Agora quando são indígenas os bilíngues de certo na concepção da escola não se aplica a mesma coisa....
Primeiro, isso mostra que os indígenas hoje não estão tendo educação diferenciada e bilingue como por direito; e segundo, os professores que lecionam nesta escola não possuem qualquer preparo para lidar com alunos bilíngues.
Eu só tenho a lamentar, mais uma vez, pela postura da Prefeitura que ao invés de reconhecer seu erro, não, ainda tentar "arrumar desculpas" para justificar aquilo que a Lei não justifica.
 
Gilberto Condra em 02/09/2011 05:45:45
Ah, fala sério! já não basta o excesso de LIBERDADE que é dada aos Adolescentes não indígenas, que "pintam e bordam" por todos os cantos desse país. Agora também vão passar a mão na cabeça, desses indígenas mal educados, que faltaram com respeito à professora, que é dentro da sala de aula AUTORIDADE máxima.
Com certeza coisa boa os dois MARMANJOS, não estavam falando.
RESPEITAR os Pais, Professores e demais autoridades é UNIVERSAL, independe de nacionalidade, religião, etnia, sexo, etc...
 
neyde de oliveira em 01/09/2011 07:58:20
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