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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

01/09/2011 12:49

Índios são proibidos de falar guarani em escola de Campo Grande

Aline dos Santos

Três índios denunciaram que foram proibidos de falar o guarani nas dependências da escola municipal Nerone Maiolino, onde cursam o EJA (Educação de Jovens e Adultos).

Os guarani-caiuá também foram obrigados a assinar um documento acatando a determinação. Um dos alunos é Laucídio Nelso. “Ele não sabia ler nem escrever e decidiu estudar”, conta Leda Rodrigues, esposa de Laucídio. O casal mora na aldeia Água Bonita, em Campo Grande.

A situação foi denunciada ao deputado estadual Pedro Kemp (PT). O parlamentar vai pedir explicações à secretaria municipal de Educação. “Os índios têm direito de falar a língua deles”, afirmou Kemp durante sessão na Assembleia Legislativa.

Conforme a Constituição Federal, “são reconhecidos aos índios sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam, competindo à União demarcá-las, proteger e fazer respeitar todos os seus bens”.

A reportagem entrou em contato com a escola Nerone Maiolino, mas o diretor estava em reunião.

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Triste ver que em uma escola utilizam da xenofobia para atacar outra pessoa, que é ser humano como nós e possui direitos. A história está mal contada; é bem estranho, uma vez que quem realiza piadas em todos os setores da sociedade são os não-índios... quem sofre piadas são as minorias étnicas! Maltratar indígenas virou moda no Mato Grosso do Sul, uma vergonha.
Vamos lembrar alguns casos:
- estudantes indígenas que estavam em um ônibus que foi atacado com coquetel molotov e pedras no dia 3 de junho, em Miranda.
- Na semana passada, Lucivone Pires, de 28 anos, morreu na Santa Casa de Campo Grande por complicações decorrentes das queimaduras.
- casos dos professores Rolindo Vera e Genivaldo Vera, mortos possivelmente por pistoleiros que expulsaram as famílias indígenas em Paranhos.
- sem falar nos inúmeros despejos dos : Terena, Guarani, Bororos, kinikinau...
 
miro santos em 03/09/2011 07:09:54
Eita!!! Isto é que eu chamo de RETROCESSO.
 
Fernando Silva em 01/09/2011 05:33:40
Pelo que consta da Legislação os indígenas podem exigir Reparação de Danos Morais na Justiça Federal tanto do Estado quanto do autor da agressão, pois foram aviltados matérias concernetes aos "direitos indígenas", o que desloca, inclusive, a competencia para a Justiça Federal.
Mais uma injustiça contra os indígenas de nosso estado.
Muito triste.
 
Agbdal Mattos em 01/09/2011 04:38:50
CADÊ O PREPARO DESSAS PROFISSIONAIS? O INVESTIMENTO ESTÁ CADA VEZ MAIS BAIXO, MESMO!! SUGIRO QUE OA INVÉS DE PROIBIR, VÁ APRENDER O DIALETO!!!
 
FATIMA BARBOSA em 01/09/2011 03:41:02
UM ABSURDO ISTO, OS INDIOS TEM O DIREITO DE FALAR SUA LINGUA MÃE, MUITOSSSS PERDERAM SUAS TERRAS, AGORA VÃO TER QUE PERDER SUA "LÍNGUA"? É CADA UMA...
 
JESSYKA FERRO em 01/09/2011 02:47:17
Que Brasil e Campo Grande MS, é essa que continuamos vivendo???
Um território cheio de diversidade, plural, ainda assim, cheio de desrespeito a cultura, tradiçao de povos indigenas, que contribuiram tanto para formação de nossa sociedade brasileira, em especial, a etnia guarani, que sofreu tal discriminação na referida escola municipal.
Que tipo de gestores há nesta escola, que desconhece a Leis Vigentes, dos direitos e deveres que os nossos irmãos indigenas conquistaram até hoje??????????????? Mas, notadamente, índios e negros, continuam buscando o seu respeito em todos os espaços sociais.
Profª Ms: Benedita M. Borges - Campo Grande MS
 
Benedita Marques Borges em 01/09/2011 02:24:19
VAMOS PROIBIR TAMBÉM OS ALUNOS QUE FAZEM INGLES DE FALAREM INGLES NAS ESCOLAS PUBLICAS, OU OS TURCOS DA CALOGERAS DE FALAREM A LINGUA DELES ENQUANTO ESTIVERMOS COMPRANDO!! RIDICULA ESTA ATITUDE É POR ESTAS E OUTRAS QUE SE PERDE A NOSSA CULTURA!!
 
CARLOS DAMASCENO em 01/09/2011 02:20:59
Muita injustiça com os estudantes indígenas, porque fazem isto?
Eles tem direito de falar o dialeto deles, não podem proibir.
A diretora desta escola é desumana, que a justiça tome as providencias rapidamente.
Será que esta diretora proibiria se os alunos fossem, italianos, árabes, chineses, japoneses ,franceses, etc.? Isto que está acontecendo é perseguição e preconceito com nossos irmãos indígenas, eles são sêres humanos como nós.
 
Maria Helena em 01/09/2011 01:41:01
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