Interventor ainda não teve tempo, mas vai andar de ônibus em Campo Grande
“Quero conhecer. Você tem que ver em abstrato e ver em concreto como funciona”, diz Alexandro
Vindo de Cuiabá (MT), o advogado Alexandro Adriano Lisandro de Oliveira, que é o interventor-geral do transporte público urbano ainda não teve tempo, mas promete que vai andar de ônibus para conhecer de perto o serviço ofertado em Campo Grande. Ele está na Capital há 30 dias e ainda vai conhecer os terminais.
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“Eu não tive tempo ainda, adoro ir. Quero conhecer. Você tem que ver em abstrato e ver em concreto como funciona. Mas estou aqui há 30 dias, eu tive que me mudar, adequar a minha vida, estou com meus filhos de férias. É uma correria. Já gostaria de ter andando de ônibus, inclusive. Não é essencial, mas é o meu perfil”, afirma Alexandre. Ele conta que vai fazer esse tour de forma discreta e sem divulgação.
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De acordo com o interventor, o objetivo do trabalho é garantir a continuidade dos serviços, mas o levantamento também traz análise de custo, viabilidade e, pontualmente, melhorias.
Em caso de uma nova licitação, serão necessários ainda mais estudos, pois o transporte segue modelagem de antes de 2012. “Mudou o número de passageiros, não tinha patinete, carro por aplicativo”.
Quanto ao valor da tarifa, que é de R$ 4,95, Alexandro avalia que está abaixo da média nacional: R$ 5,50. “Comparativamente, ela está abaixo da média nacional. Mas a própria lei trouxe a possibilidade de duas tarifas, que é aplicado em Campo Grande. Tem a tarifa pública, cobrada do usuário, e a técnica, que é aquela necessária para o real custeio do sistema. Quando a técnica é maior do que a pública, é passado como subsídio. Em Cuiabá, a tarifa é R$ 4,95 há quatro anos. O transporte público é subsidiado no mundo inteiro”.
O transporte público de Campo Grande tem 400 ônibus, média de 120 mil passageiros por dia e mil funcionários.
A partir de hoje, dia 16 de julho, começa a contar o prazo de 180 dias para a decisão final se o contrato será mantido ou rompido pela administração pública. O prazo final é até janeiro, considerando o período de seis meses.
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