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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

14/08/2015 10:43

Investigação apontará culpados, mas deve ir até o fim do ano, prevê CGU

Aline dos Santos
Segundo Barbiere, trabalho é moroso, detalhado e envolve muitos recursos.(Foto: Fernando Antunes)Segundo Barbiere, trabalho é moroso, detalhado e envolve muitos recursos.(Foto: Fernando Antunes)

A análise do material apreendido, que vai reforçar as denúncias da operação Lama Asfáltica, será concluída até o fim do ano. Passados 35 dias da ação que cumpriu mandados de busca em empresas, casas de empreiteiros, na mansão de ex-secretário Edson Giroto e na Seinfra (Secretaria Estadual de Infraestrutura), o chefe da CGU (Controladoria-Geral da União), José Paulo Barbiere garante que “nada está parado”.

Segundo ele, o trabalho é moroso, detalhado e envolve muitos recursos. “A gente trabalha e tenta desenvolver do melhor jeito possível. Todos os processos envolvidos no âmbito da operação serão avaliados”, afirma Barbiere, que participou hoje de evento no MPE (Ministério Público do Estado).

Já foram analisados contratos de R$ 45 milhões, relativos à construção do aterro sanitário de Campo Grande, pavimentação da avenida Lúdio Martins Coelho, também na Capital, e do lote 2 da MS-430, ligação entre São Gabriel do Oeste e Rio Negro. Neste contratos, sendo dois executados pela Proteco Construções Ltda, foram identificados prejuízos de R$ 11 milhões. João Amorim, dono da empresa, é apontado como líder do esquema de fraudes que envolvia servidores e parte da cúpula da ex-gestão estadual.

Na lista dos materiais apreendidos estão contratos do Aquário do Pantanal e a MS-040. Inaugurada em dezembro do ano passado, a MS-040 teve investimento de R$ 300 milhões para ligar Campo Grande a Santa Rita do Pardo. O trecho de 210 quilômetros foi dividido em dez lotes. Os de número 1 e 2 foram executados pela Proteco, que firmou contratos de R$ 45,3 milhões com o governo do Estado.

A Proteco entrou na obra do Aquário do Pantanal em março do ano passado. A justificativa foi reforçar as equipes da Egelte Engenharia, que venceu a licitação em fevereiro de 2011, com proposta de R$ 84 milhões.

O mutirão era para agilizar a construção e entregar o empreendimento em outubro de 2014, prazo que não foi cumprido. O Aquário do Pantanal segue inacabado e o valor final deve superar R$ 230 milhões. A operação Lama Asfáltica foi realizada em 9 de julho pela PF (Polícia Federal), CGU e Receita Federal. Somente quase um mês depois o MPE criou força-tarefa de promotores para investigar as denúncias.



MPE e TCU juntos para apurar as irregularidades, vai dar dupla sertaneja das boas: comprado e vendido.
 
jukahballakid em 14/08/2015 17:06:12
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