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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

20/01/2015 16:50

Investigação de acidente aéreo que matou advogado pode levar um ano

Michel Faustino
Avião Cesna 206 ficou completamente destruído. (Foto: Jessyca Lima/Arquivo)Avião Cesna 206 ficou completamente destruído. (Foto: Jessyca Lima/Arquivo)

Os motivos da queda da aeronave Cesna 206, em Jaraguari, distante 44 quilômetros de Campo Grande, que matou o advogado Marco Túlio Murano Garcia, 44 anos, e o piloto Genêse Pereira, 55 anos , em 6 de dezembro do ano passado, seguem desconhecidos. Segundo o Cenipa (Centro de Prevenção e Investigação de Acidentes Aeronáuticos) às investigações podem durar até um ano.

Na época do acidente, peritos do próprio Cenipa disseram que o laudo sobre às causas do acidente deveriam ser divulgados em até 30 dias. No entanto, passados pouco mais de trinta dias, a informação oficial é de que o processo de investigação está em andamento e ainda não foi concluído. A explicação é de que até alguns anos atrás o Centro emitia um relatório parcial, este divulgado em até 30 dias, mas que foi abolido, sendo a investigação divulgada somente após a conclusão.

A tragédia é considerada “recente”, e segundo o órgão às investigações podem durar de seis meses a um ano, dependendo das especificidades de cada acidente. Contudo, conforme o Cenipa, no caso especifico do acidente com o Cesna 206, as investigações estão avançadas.

Possíveis causas - Conforme as primeiras informações repassadas pela Polícia Civil, a queda do avião pode ter acontecido logo após a decolagem, durante uma tentativa de pouso forçado.

A aeronave decolou do aeroporto municipal com destino à fazenda do advogado Marco Túlio, em Aquidauana, que fica a 131 quilômetros da Capital. O acidente aconteceu na fazenda Botas, em uma área de difícil acesso.

Pilotos que estiveram no local após o acidente declararam na época que dificilmente a queda foi em decorrência de erro humano. Eles disseram ao Campo Grande News que o piloto Gênesis Pereira da Silva era experiente e, nas palavras de um colega seu, “dava show de pilotagem”.

Eles informaram também que o avião, na época, vendido recentemente pelo advogado Marco Túlio, que morreu no acidente, pertencem ao empresário Jamil Name e estava com a vítima, por empréstimo, para ele ir a sua fazenda no município de Aquidauana. Pelas primeiras informações, a viagem foi abortada pelas condições do tempo. Na hora, nevoeiro cobria a região.

Os pilotos imaginam que Gênesis, que também morreu no acidente, possa ter passado mal durante o vôo. Marco Túlio, que pilota, tentou controlar o aparelho, mas não conseguiu. Pela forma como o Cesna caiu, os pilotos, que estiveram no local, dizem que ele “despencou de pico”, sem que tivesse tentativa de pousá-lo.

Informações apuradas no local do acidente, dizem que o avião estava com a manutenção em dia, era bem equipado e “em perfeitas condições de uso”.



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