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Campo Grande, Sexta-feira, 21 de Setembro de 2018

17/11/2017 18:34

Juiz nega pedido de prisão feito por família de advogada morta em acidente

Defesa da vítima pediu que a liberdade João Pedro fosse reconsiderada

Geisy Garnes
João Pedro se apresentou a polícia no dia 4 de novembro e foi liberado dois dias depois (Foto: André Bittar)João Pedro se apresentou a polícia no dia 4 de novembro e foi liberado dois dias depois (Foto: André Bittar)

O juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida, da 1ª Vara do Tribunal do Júri, negou o pedido da família Carolina Albuquerque Machado para que o estudante de medicina João Pedro da Silva Miranda Jorge, responsável pelo acidente que matou a advogada, voltasse a ser preso. Na decisão, o magistrado afirmou que o recurso não tem legitimidade.

O documento foi enviado ao juiz no dia 10 de novembro, em nome do filho da advogada, de 3 anos e oito meses, representado pelo pai. A família afirmou não concordar com a decisão que revogou a prisão preventiva de João Pedro e pediu que ele voltasse a prisão para “garantia da ordem pública e conveniência da instrução criminal”.

A defesa da família, feita pelo advogado Préslon Barros Manzoni, lembrou no documento o acidente que o estudante se envolveu em janeiro deste ano, os dados excluídos do celular “para obstruir o trabalho da justiça” e ainda reforçou os depoimentos de testemunhas que afirmaram os sinais de embriaguez que João Pedro apresentava no dia do acidente.

O pedido ainda ressaltou que minutos antes da colisão o acadêmico foi visto em alta velocidade, realizando ultrapassagens perigosas, que quase causaram acidentes. Com esses argumentos, a defesa pediu a reconsideração da decisão que revogou a prisão preventiva João Pedro.

“A judiciário deve apresentar uma resposta que causa na sociedade, segurança e certeza de que o Estado não tolera e não permite impunidade em situação semelhante”. Nesta quinta-feira (16), o juiz negou o pedido e alegou que o processo ainda está investigação policial. “Por ausência de legitimidade. Não admito o recurso em sentido”.

Carro que Carolina seguia com o filho no banco de trás ficou com a lateral destruída (Foto: Direto das Ruas)Carro que Carolina seguia com o filho no banco de trás ficou com a lateral destruída (Foto: Direto das Ruas)

Caso - Carolina voltava de um encontro com as amigas, quando teve o VW Fox que seguia atingido pela caminhonete, conduzida por João Pedro, que segundo a Polícia de Trânsito, trafegava em torno de 160 km/h e tinha como passageiro o irmão de 21 anos. Após a batida, o rapaz fugiu a pé sem prestar socorro. O filho de Carolina, de 3 anos e 8 meses, que seguia na cadeirinha no banco traseiro fraturou a clavícula e precisou ser internado.

João Pedro teve a prisão preventiva decretada pela Justiça no dia seguinte ao crime, mas só se apresentou na tarde do dia 4 de novembro. O rapaz passou o fim de semana em uma das celas da Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Centro, mas teve o pedido de prisão revogado e na segunda-feira (6) foi liberado após pagar fiança no valor de R$ 50,5 mil.

O acadêmico está sendo monitorado por tornozeleira eletrônica e precisou se comprometer a aparecer mensalmente em juízo. O caso é investigado pela 3ª Delegacia de Polícia Civil que espera laudos de local e câmeras de segurança que flagraram o acidente e ainda apura o “sumiço” de todos os dados do telefone do acusado.

Assim como João, toda a família dele deletou as redes sociais. “Apagar dados do celular e a rede social de toda a família dá a impressão que o ato foi coordenado”, explicou o delegado Geraldo Marim, responsável pelo caso. Por sua vez, o acadêmico justificou à polícia, que havia perdido o telefone e resolveu apagar tudo porque no aparelho continha dados pessoais. No entanto o aparelho foi apreendido no dia do crime, dentro da caminhonete.

Em depoimento, o estudante negou ter sido orientado a fugir pelo pai, como relatado pelas testemunhas desde o início das investigações. Ele afirmou ainda que não estava bêbado e que só não aguardou a chegada da polícia porque entrou em pânico, pois as pessoas passaram a chamá-lo de assassino.



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