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Campo Grande, Sexta-feira, 20 de Abril de 2018

08/11/2017 16:45

MPF pede condenação de advogada presa na Capital por tráfico de drogas

Osvaldo Júnior
Rodoviária de Campo Grande, onde a advogada foi presa pela Polícia Federal há dois anos (Foto: Arquivo)Rodoviária de Campo Grande, onde a advogada foi presa pela Polícia Federal há dois anos (Foto: Arquivo)

O MPF (Ministério Público Federal) em Mato Grosso do Sul pediu à Justiça Federal a condenação da advogada Maria Cristina Raitz Cervencove, presa na rodoviária de Campo Grande com uma mala com US$ 390 mil, provenientes do tráfico internacional de drogas. A prisão foi feita pela Polícia Federal no dia 2 de abril de 2015 e Maria Cristina chegou a alegar que parte do dinheiro era pagamento de honorários advocatícios.

De acordo com o MPF, a profissão de Maria Cristina influencia negativamente na aplicação da pena. “A ré, advogada especializada em matéria criminal, sabia muito bem que sua conduta criminosa constitui violação aos deveres profissionais e, mesmo assim, levou adiante seu intento criminoso em busca de vantagem econômica. Não se preocupou em manter o prestígio de toda uma classe dos advogados”, afirma o MPF no pedido de condenação.

Ainda conforme o MPF, os crimes de evasão de divisas e de lavagem de capitais só não se consumaram porque a advogada foi presa antes de chegar ao destino, onde entregaria o dinheiro ao contratante, que respondia ação penal por tráfico de drogas.

O caso – Maria Cristina Cervencove foi presa pela Polícia Federal na rodoviária de Campo Grande, na manhã de 2 de abril de 2015, após desembarcar de um ônibus que vinha de São Paulo (SP).

Ela carregava uma mala com a quantia de US$ 390 mil com destino a Corumbá. Dessa cidade, a advogada iria para a Bolívia, deixando o montante a salvo das autoridades brasileiras e fora do circuito de rastreamento direto de informações do sistema bancário nacional.

A advogada havia sido contratada para defender Joseph Perez, que respondia ação penal por tráfico de drogas, e que uma terceira pessoa identificada apenas como “Kalil” foi ao escritório da denunciada e lhe entregou a mala com o dinheiro, pedindo que levasse até Corumbá, onde Joseph a esperaria para pegar a quantia.

Com Maria Cristina foram encontradas, além da mala com o dinheiro e de bilhetes de transporte, nove folhas de papel A4 com diversas anotações feitas a mão sobre o processo criminal ao qual as pessoas que a contataram respondiam.

A advogada, em suas declarações, admitiu ser a autora dos manuscritos. Os nomes presentes nas folhas de papel A4 pertencem a membros de uma organização criminal envolvida em tráfico internacional de cocaína.

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