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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

09/05/2011 14:30

Juiz Odilon de Oliveira diz que ex-agentes usam denúncia “requentada”

Aline dos Santos
Juiz Odilon de Oliveira diz que ex-agentes usam denúncia “requentada”

O juiz federal Odilon de Oliveira alega que os agentes penitenciários federais, que foram demitidos após denúncias de gravações ilegais dentro do presídio Federal de Campo Grande, usam acusações “requentadas” contra as autoridades.

Sobre a denúncia de que a Operação X, que revelou plano de Fernandinho Beira Mar – que cumpria pena em Campo Grande – para sequestrar um dos filhos do então presidente Lula foi forjada, o juiz rebate.

"Quem investigou a Operação X foi a Polícia Federal, Ministério Público Federal e o Departamento Penitenciário Federal. Não tive participação”, afirma.

O magistrado era corregedor do presídio federal à época das denúncias. “Tanto o procedimento administrativo quanto o inquérito [contra os agentes] foram solicitações minhas”, enfatiza.

O procedimento tramita na 5ª vara da Justiça Federal de Campo Grande. Os agentes Yuri Mattos Carvalho, Ivanilton Morais Mota, Waldemir Ribeiro Albuquerque e José Francisco de Matos foram demitidos na última sexta-feira.

Odilon lembra que as denúncias da OAB/MS (Ordem dos Advogados do Brasil) ao CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e ao CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) foram arquivadas.

De acordo com Odilon, os equipamentos de gravação ficam lacrados e só são utilizados mediante autorização judicial. Ele afirma que autorizou a gravação somente de dois mafiosos italianos.

Conforme os denunciantes, em setembro de 2007 o magistrado teria determinado que Fernandinho Beira-Mar e Juan Carlos Abadia tivessem conversas com advogados e visitantes monitoradas, incluindo as celas íntimas.

Interpelados - A denúncia que mais irritou o juiz foi a de que juízes federais teriam cobrado 4 milhões de dólares para conseguir a transferência de Abadia para os Estados Unidos, o que ocorreu em 2009.

"São levianas as acusações feitas pelos agentes, principalmente a relativa a extorsão envolvendo o preso Juan Carlo Abadia, tendo como suposto denunciante o preso José Reinaldo Girotti".

A acusação, lembra Odilon, provocou interpelação por injuria e difamação contra o preso, que depois, ao depor em juízo, negou ter atacado o juíz.

Cópia do depoimento, enviado ao Campo Grande News por Odilon de Oliveira, do dia 25 de novembro de 2010, mostra que Giroti negou tudo o que havia sido denunciado pelos agentes.

No documento, ele diz que foi retirado da cela no período noturno por 4 agentes penitenciários federais,serviram um lanche a ele e que depois disso ficou 3 dias desacordado.

O preso, hoje em Presidente Venceslau (SP) disse em juízo que suspeitava ter sido dopado, com propósito de ser levado a escrever denúncias contra Odilon. No entanto, ele não apontou os nomes dos agentes.

Ele relatou também que "vários agentes, mais de 3 seguramente, pediram por diversas vezes ao interpelado para acusar o juiz federal Odilon de Oliveira de receber e exigir dinheiro de Juan Carlos Abadia", afirma depoimento assinado por Girotti.

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Para quê essa confusão toda! Basta que os fatos sejam apurados por organismos que estejam aptos a agir com isenção. Está claro que estes agentes estão apenas pedindo para serem ouvidos sobre as denúncias que fizeram, e se ouvidos, julgados e condenados, por autoridades que não estão envolvidas no processo, aí sim, eu mesma vou aplaudir o beato Odilon de Oliveira. Acho que a sua beatificação ocorreu bem antes da Sua Santidade o Papa.Justiça. Apenas isto!
 
Rosalina T. Magalhães em 12/05/2011 08:02:22
Essa estória trazida pelo juiz Odilon não tem o menor sentido, em vez de ajudá-lo, faz é prejudicá-lo.

 
Josuel A. Carvalho em 11/05/2011 08:40:24
Também acho que agora ambas as partes têm a obrigação moral de provar o alegado, sob pena de cair no descrédito.
 
José Pereira Leite em 11/05/2011 04:15:14
Às vezes tenho de reconhecer que o nosso regime democrático perde de longe para outros tipos de regime para que se resolva certas coisas.Que confusão danada envolvendo "bandidos" de peso, agentes federais e até um conceituado juiz de nossa região.Nosso regime democrático permite "mentiras" de todo tipo para esconder a verdade e, também, de dar defesa para "bandidos" que deveriam eram estar em prisão afastada de qualquer civilização e de qualquer contato com a civilização. Poderiam ter todos os direitos de preso, fora visitas e quaisquer outras situações que poderiam permitir contato com os amigos de fora, considerando que são "bandidos" de alta periculosidade. Mulheres, Advogados e outros que levam recados para fora de prisão ... só mesmo em nosso regime democrático, permitindo essa confusão toda e provocando uma  enorme despesa de tempo, papéis, audiências, etc no Poder Judiciário, prejudicando o andamento dos processos correntes que estão emperrados.Que a verdade seja revelada, que os responsáveis punidos e, tomara, que os "bandidos" tenham um tratamento que realmente merecem, o que não pode é "bandidos" serem os autores de tamanhas confusões, prejudicando várias pessoas que deveriam estar trabalhando normalmente.Que seja dada uma sentença definitiva para o caso e que seja proibido comentários maldosos nos meios de comunicação... senão o povo já não saberá mais no que acreditar.
 
Nivaldo Silva em 10/05/2011 12:45:10
Eu sou mais um dos agentes demitidos injustamente.
Resta saber sob que condições de tortura psicológica ou de promessa de vantagens o preso Giroti teria assinado tal documento.
Só espero que o Juiz Odilon de Oliveira não sacrifique mais quatro pais de família para resgatar a sua credibilidade arranhada.
É assim que começam as grandes farsas patrocinada pela “União” !

Alerta geral:
Cuidado agentes, mais quatro “pregos” serão demitidos para justificar a farsa, visto que está não terão como jogar na conta dos sindicalistas demitidos, porquanto nunca trabalharam juntos sequer no mesmo plantão, quanto mais nas vivências!

Alguém consegue imaginar que são os próximos quatro agentes que desagradaram de alguma forma alguém da direção?

 
Ivanilton Morais Mota em 10/05/2011 11:40:44
É o Odilon está perdendo a moral com essas declarações estranhas e sem nexo.
 
jose antonio em 10/05/2011 10:40:25
Agora as partes terão de confrontar suas provas. O que não pode ocorrer é deixar o assunto "morrer" sem que a verdade venha à tona.
 
Joel da Silva em 10/05/2011 09:38:10
Não podemos esquecer que o Odilon feriu as prerrogativas do advogado, mesmo que isso não tenha sido reconhecido pelo CNJ. Esperamos que a OAB não se esqueça disso e, utilize de todas as maneiras para que essa prática njão tenha prosseguimento dentro da Justiça Federal.
 
Jôni Coutinho em 10/05/2011 08:51:01
Como é que essa mina teve coragem de publicar uma mentira dessa!

São muitas contradições: preso desacordado por três dias? Cadê os registros médicos, que podem até serem forjados para provar isso?
 
Anton Van em 10/05/2011 05:58:35
Ele disse que foi ele quem solicitou a instauração do processo administrativo que culminou com a demissão dos agentes e ao menos isso é verdade, entretanto ele se esqueceu de dizer que fez isso sem obedecer aos requisitos legais, visto que teria se baseado em supostas fofocas, e ele sabe muito bem que para o estado possa suspender as garantias constitucionais há de haver documentos idôneos, e não é dado a ninguém agir para satisfazer interesses inconfessáveis, nem mesmo a um juiz federal que se diz o paladino da justiça e o xerife do pantanal.
 
VALDEMIR RIBEIRO ALBUQUERQUE em 10/05/2011 05:54:25
Esse juiz pode muito bem estar mentindo e forjando documentos para se defender, especialmente porque a história dele é absurda. Entreviste outros agentes para saber se a versão fantasiosa dele seria possível. Entreviste o próprio diretor da PFCG e veja se tal versão é possível; fale também com o atual juiz corregedor, ligue para o diretor do sistema etc. e veja se é possível ficar três dias desacordado. Se isso acontecesse o preso jamais ficaria na penitenciária, seria conduzido rapidamente para um hospital, aliás, lá dentro tem hospitais e haveria de ter registros médicos etc.
Quero debater com ele e estou me identificando, ele poderá fazer o mesmo, ou seja, poderá postar comentários se defendendo. Por favor, coloque o comentário no ar!
 
VALDEMIR RIBEIRO ALBUQUERQUE em 10/05/2011 05:47:00
Você sabe muito bem que sou um dos agentes injustiçados por esse juiz e tenho o direito de me defender das falsas acusações dele. Ele é um poço de contradições e meus comentários visam justamente demonstrar isso.
Por exemplo:
Não há como um preso ficar três dias desacordado na Penitenciária Federal de Campo Grande, visto que ninguém fica três dias sem comer, nenhum preso fica três dias sem o banho de sol, todos os dias são trocadas as equipes de serviço, todos os dias são entregues medicamentos etc.
Ademais, são duzentos e quarenta câmeras fiscalizando o ambiente, de maneira que é impossível alguém retirar o preso da cela sem que Brasília fique sabendo imediatamente, visto que de lá se acompanha tudo o que acontece em todas as unidades prisionais federais. Isso pode evidenciar mais uma grande farsa que a população tem o direito de saber como acontece.
 
VALDEMIR RIBEIRO ALBUQUERQUE em 10/05/2011 05:35:00
Eu pensava que tinha respeito por esse juiz.
Estou decepcionada.
 
Maria Helena D. Cordeiro em 10/05/2011 05:32:09
Dinheiro é bom e todos gostam, e gastam, e brigam, e mentem, e pulam, e dançam......
 
Manoel R. A. Dantas em 10/05/2011 04:57:41
Concordo com o Antônio, acho que o juiz está perdendo. Primeira vez que vejo uma briga "legal" por aqui.

Deve ter mais m. por aí, apenas acho.
 
Alex V. G. Braga em 10/05/2011 04:54:37
Desculpe-me, senhor Nivaldo Silva, mas não posso concordar com o seu raciocínio, porquanto se ficar estabelecido que bandido não terá direito de defesa e que tudo fique sob segredo de justiça, facilmente você (ou um de seus familiares), mesmo inocente, pode ser tachado de bandido por um juiz qualquer que tenha interesses inconfessáveis em lhe prejudicar e aí você, inocente, mas revelado para a sociedade como bandido, apodrecerá no cárcere sem direito de apresentar as provas da sua inocência, assim como esses pobres agentes pais de famílias estão sendo sacrificados com mentiras tão absurdas que não conseguem enganar ninguém.
Ou será que você acreditou na suposta estória do preso Girote/alemão de que ele teria sido dopado supostamente pelos agentes demitidos para supostamente fazer acusações contra o juiz Odilon e ficado três dias desacordado?
 
Jonas Abreu Lins em 10/05/2011 04:34:17
Vai sair muita coisa "desse baú"!

O erro dos caras foi serem muito radicais com os agentes, talvez suportassem calados até mesmo uma suspensão, mas com as demissões acho que ninguém os calarão.

Se for verdade o que ouvi, em breve teremos surpresas e veremos magistrados algemados pela PF do Rio.
 
Bernardes O. Campos em 10/05/2011 02:19:56
O juiz está nitidamente perdendo para os agentes no jogo aberto; acho que ele só se dá bem no segredo de justiça!

Essa estória do Girote é milaborante demais; desculpe-me, mas faltou imaginação!
 
Antonônio J. Braga em 10/05/2011 02:10:25
Acho que cabe agora a uma investigação minuciosa!!!Em pensar que dava tanto credito ao Dr Odilon!!
 
Reinaldo Costa em 10/05/2011 01:44:36
Para que os senhores verem que preza pela verdade. Vejam só quem pediu investigação desse "acontecimento" nebulo que parece até encomendado. Segue abaixo o texto integral da Notitia Criminis proposta pelo Dr. Paulo Magalhães (advogado de Valdemir Ribeiro Albuquerque) a fim de elucidar o caso que o doutor odilon de oliveira apenas espana, sugerindo, e desvirtuandos.
Como um dos principais acusado pode ser o provável "torturador" como quer fazer crer o juiz odilon de oliveira solcita a seu advogado que e em comunhão de esforçoes com este solitica investigaçãodos fatos? Certamente por que tem certeza de sua não partcipação em qualquer ato crimnosos, bem ao contrário de outros servidores que, ao receberem denúncia de três outros servidores públicos simplesmente não faz nada e ainda mente que não foi informado do fato.
Veja população brasileira o que os ex-agentes têm de aguentar mesmo depois de serem demitidos injustamente.



EXMO. SENHOR PROCURADOR DA REPÚBLICA EM MATO GROSSO DO SUL





















PAULO MAGALHÃES ARAUJO, cidadão brasileiro, divorciado, advogado inscrito na OAB/MS sob o nº. 10.761, RG 3.494.863 IFP/RJ, CPF 618.732.337-87, com escritório na Rua Vitório Zeolla 76 – Carandá Bosque I – nesta Capital, podendo ser contatado pelo telefone (67) 3026-2928 e e-mail paulomagalhaes@bol.com.br, através da presente vem apresentar

“NOTITIA CRIMINIS”
(Abuso de Autoridade e Tortura)

devido aos fatos que passa a expor:

Conforme é do conhecimento de Vossa Excelência, face aos inúmeros requerimentos, representações e protocolos, o subscritor é presidente da Associação em Defesa ao Direito do Cidadão à Verdade bem como advogado militante neste Estado de Mato Grosso do Sul.

Ao tomar conhecimento de todo o conteúdo do processo nº 0006873-87.2010.403.6000, oriundo da 1ª Vara da Justiça Federal em Campo Grande/MS, foi possível observar que no bojo do procedimento havia documentos dando conta da perpetração de crime em tese de abuso de autoridade e de tortura praticados no interior da Penitenciária Federal de Campo Grande/MS.

Das fls. 1397 a 1416 se encontra todo o conteúdo da Carta Precatória, processo nº 356.01.2010.007552-8/000000-000, cujo requerente é o juiz federal Odilon de Oliveira e o requerido o preso José Reinaldo Girotti.

Ao responder as interpelações do digníssimo magistrado da Justiça Federal de Mato Grosso do Sul, em determinado momento José Reinaldo Girotti afirmou (fls. 1410):

“Não sabe precisar, porém o interpelado se recorda que quando já estava em RDD, após a deflagração da intitulada operação “X” da Polícia Federal, foi retirado de sua cela no período noturno, quando quatro agentes penitenciários federais conduziram-lhe para uma sala onde lhe deram lanche e refrigerante (no qual acredita que continha algum medicamento) e permaneceram durante algum tempo falando sobre a intricada operação que acabou acarretando sua inclusão no RDD. O interpelado se recorda que fez anotações acerca do assunto, mas não consegue lembrar exatamente o conteúdo, porquanto acredita que estava meio “dopado”, ou seja, sob o efeito de medicamentos, sendo-lhe impossível recordar com exatidão.”

Segundo se pode depreender destas afirmações, os agentes penitenciários federais o doparam, vez que este não alega que estava tomando medicação por vontade própria e sim que os AGEPENS “lhe deram lanche e refrigerante (no qual acredita que continha algum medicamento).” Somente este fato já enseja a instauração de procedimento investigatório dado a ação suspeita – retirada da cela de RDD sem autorização, em período noturno, fornecimento de alimentação não autorizada, entorpecimento do preso, investigação não oficial etc.

Continuando o relato, Girotti afirma que: “Não houve nenhuma conversa do interpelado com agentes penitenciários federais versando sobre suposta propina paga por Abadia ao Juiz Odilon, a não ser nesse fatídico dia descrito na resposta anterior, quando os agentes afirmaram que o juiz Odilon teria recebido dinheiro ilegal de Abadia. O interpelado não consegue se recordar dos detalhes em razão do medicamento que ingeriu ao aceitar o refrigerante, tanto que nos três dias seguintes teve que receber atendimento médico, o que deve estar registrado na Divisão de Saúde da Penitenciária Federal de Campo Grande.”

A investigação para apurar os fatos não deve ser dificultosa vez que a gravidade dos maus tratos aplicados ao preso José Reinaldo Girotti foram de tal monta que este teve que ficar por três dias em tratamento médico. As informações a serem prestadas pela Divisão de Saúde da PFCG levarão à data dos fatos e, conseqüentemente haverão de esclarecer quem eram os AGEPENS que se encontravam de plantão. Daí a descobrir suas identidades, considerando a quantidade de câmeras que se encontram instaladas e gravando diuturnamente toda a movimentação, é o que basta.

No item 08 (oito) das respostas fornecidas José Girotti é mais claro quanto à motivação dos agentes em tirá-lo no meio da noite da cela de RDD: “Vários agentes penitenciários, mais de três seguramente, pediram por diversas vezes ao interpelado para acusar o Juiz Federal Odilon de Oliveira de receber ou exigir dinheiro de Juan Carlos Abadia, ocasião em que solicitavam ao interpelado que este fizesse afirmações ou acusações que de qualquer maneira prejudicassem o juiz Odilon, assegurando que, caso assim o fizesse, tais agentes lhe ajudariam de alguma forma dentro da Penitenciária Federal de Campo Grande.”

Não bastassem serem fatos gravíssimos o tratamento dado ao preso por agentes penitenciários federais que tinham o dever/função de protegê-lo, ainda em uma verdadeira quadrilha (mais de três), segundo a vítima Girotti, estavam a induzi-lo a emprestar acusações contra um magistrado. Pior, utilizaram para tal de substância estupefaciente capaz de “dopar” o alvo das torturas ao ponto de obrigá-lo a tratamento médico.

Por fim, José Reinaldo Girotti esclareceu: “Em razão da tortura física e psicológica que sofreu o interpelado durante o tempo que esteve custodiado no sistema penitenciário federal, que acabou impingindo-lhe um emagrecimento de aproximadamente 20 (vinte) quilos ao tempo dos fatos, o interpelado não pode precisar nenhum nome de agente penitenciário federal envolvido, porém afirma que conseguiria reconhecê-los caso os visse novamente, especialmente porque são os mesmos que lhe conduziram para a conversa reservada descrita na resposta nº 6 (seis).”

Ora, pelo visto, a tortura (física e psicológica) despendida ao preso José Girotti não se resumiu a um único dia.

Todavia, não obstante não ter podido identificar seus algozes no documento constante na Carta Precatória ou no depoimento posteriormente prestado em juízo (encontrado às fls. 1423 a 1425) na presença de representante do Ministério Público, afirma que é capaz de identificá-los se os vir novamente. Com a ajuda das câmeras, as informações constantes nos documentos do Setor de Saúde, os relatórios das catracas e a escala de serviço do dia dos fatos o Ministério Público Federal não terá dificuldade em chegar aos criminosos.


Excelentíssimo senhor procurador da República,

Tanto os membros da diretoria da Brasil Verdade quanto o subscritor – seja como presidente da organização ou advogado – não pode admitir que crimes de tal violência fiquem impunes, principalmente quando se observa a facilidade em identificar as autorias.

Por outro lado, nós, enquanto Associação de Defesa ao Direito do Cidadão à Verdade, não podemos admitir a menor possibilidade de envolvimento com qualquer tipo de prática criminosa, mormente tortura (crime inafiançável e imprescritível, considerado hediondo).

A documentação fornecida através do ofício nº 312/10-GJ-3ª Vara , datado de 26/12/2010 e subscrito pelo juiz federal Odilon de Oliveira da conta que: “Quando depuseram nos autos de procedimento disciplinar nº 2009.01.0482, em trâmite na Corregedoria do TRF/3, os agentes penitenciários federais Valdemir Ribeiro Albuquerque e Francisco Florisval Freire, alimentados por desejo de vingança, declararam que ouviram do preso José Reinaldo Girotti, que, por sua vez, teria ouvido do próprio Juan Abadia, que o juiz federal Odilon de Oliveira extorquira o colombiano em importância equivalente a 1.500.000,00, não sabendo se reais ou dólares.”

Ainda aproveitando o constante no ofício em epígrafe temos: “Girotti negou tudo e narrou condutas estarrecedoras praticadas por agentes penitenciários federais que, por várias vezes, procuraram induzi-lo a acusar falsamente este magistrado [Odilon de Oliveira] do cometimento de extorsão. Chegaram, inclusive, a retirá-lo da cela, à noite, e a ministrar-lhe lanche contendo substância que veio a alterar sua livre vontade.”

Inadmissível a conduta criminosa desses “profissionais” que assim agiram em relação ao preso. O confronto das informações prestadas pelo juiz federal Odilon de Oliveira no ofício nº 312/10-GJ-3ª Vara com as declarações do preso José Reinaldo Girotti induzem a conclusão que pelo menos dois dos torturadores tenham sido os agentes penitenciários federais Valdemir Ribeiro Albuquerque e Francisco Florisval Freire, que, juntos, e com outros dois AGEPENS, retiraram o preso durante a noite, da cela de regime disciplinar diferenciado (RDD), o doparam através de refrigerante e lanche com alguma droga e, posteriormente, aproveitando-se do estado letárgico da vítima tentaram fazer com que o mesmo imputasse prática criminosa ao citado magistrado.

Posteriormente, em razão da medicação que inferiu, ficou desacordado por três (3) dias e o sofrimento (físico e mental) acabou por obrigar a tratamento médico.

Ajudará a elucidação de tão grave infortúnio a declaração prestada em 07/12/2010 pelo preso José Reinaldo Girotti a Meretíssima juíza substituta da 2ª Vara Cível, Criminal e de Execuções Criminais – Dra. Tatyana Teixeira Jorge – em presença do promotor de justiça Washington Gonçalves Vilela Junior: “Melhor esclarecendo, posso afirmar que tenho certeza de que fui dopado, pois no dia seguinte me levaram para um hospital onde fui atendido. Após retornar a penitenciária fiquei por cerca de três dias desacordado. Apenas sei disso porque a enfermeira me informou que fiquei desacordado por esse lapso temporal.”

Certamente todas essas informações constam do prontuário pessoal e/ou médico do preso e, praticamente impossível não haver um procedimento apuratório sobre o assunto e a devida comunicação ao juiz federal corregedor da época. Afinal trata-se de uma unidade prisional de segurança máxima e considerada perfeita quanto ao cumprimento de suas normas operacionais.

Os esclarecimentos prestados por José Girotti são suficientes para que se possa delimitar o dia exato em que o mesmo foi torturado pelos indignos agentes penitenciários federais e provavelmente seus carrascos.

Como forma de auxílio aos futuros investigadores, para evitar seja esquecido algum detalhe, sugerimos:

1) Seja requisitado o prontuário médico do preso José Reinaldo Girotti com a finalidade de identificar o dia exato em que o mesmo foi levado ao hospital (certamente em local externo à PFCG). Desta forma fica estabelecido que as torturas se deram no dia anterior, no período da noite.

2) Sejam estudadas as escalas de plantão deste dia fatídico e serão identificados os servidores que estavam de plantão.

3) Sejam perscrutados os relatórios das catracas no período noturno da ala onde se encontrava o preso José Reinaldo Girotti e haverão de serem conhecidos os servidores que tiveram acesso ao local.

4) Sejam requisitadas as comunicações realizadas na época do ocorrido entre os sistemas de monitoramento da PFCG e do monitoramento em Brasília/DF acusando movimentação estranha ao serviço normal.

5) Caso exista documentação comprobatória do fato narrado pelo preso José Reinaldo Girotti, que sejam requisitados os procedimentos apuratórios do abuso perpetrado.

6) Sejam requisitadas as gravações (áudio e/ou vídeo) do sistema interno de monitoramento da PFCG e do monitoramento de Brasília/DF comprobatório do alegado pelo preso José Girotti.

7) Sejam requisitados os relatórios: de plantão, de vivências, de procedimentos, de inteligência, monitoramentos e do Chefe de Segurança dos dias em que ocorreram os fatos criminosos denunciados pelo preso José Reinaldo Girotti.

8) Seja reduzida a termo a declaração do chefe do Setor de Inteligência da PFCG, na época do ocorrido, para manifestar-se sobre o fato denunciado vez que este tem sobre sua guarda todas as gravações dos monitoramentos efetuados no dia dos fatos no âmbito da PFCG.

9) Sejam reduzidas a termo as declarações dos chefes do Setor de Monitoramento da PFCG e do monitoramento em Brasília/DF, na época do ocorrido para manifestarem-se sobre o fato denunciado, bem como o depoimento do Coordenador-Geral de Informação e Inteligência Penitenciária e do Diretor do Presídio na época em que os fatos narrados ocorreram.

10) Seja tomada a declaração do chefe do serviço de plantão das celas de RDD o qual poderá esclarecer quem autorizou a abertura da porta do cubículo individual destinado ao preso em questão e, principalmente, quem autorizou sua retirada do local – para a tortura que adveio (?).

11) E outras diligência que certamente os especialistas em investigação haverão de intentar.


Importante que Vossa Excelência atente para o fato que TUDO o que ocorre (e ocorreu) na Penitenciária Federal de Campo Grande-MS é (ou foi) monitorado em tempo real pela própria PFCG e por Brasília/DF o que leva a conclusão que TUDO o que foi declarado pelo preso José Reinaldo Girotti tem que ter sido acompanhado “on line” e devidamente gravado através do sistema de monitoramento do DEPEN. Nada passa despercebido na unidade prisional, razão pela qual os chefes, diretores, o juiz federal corregedor e praticamente todos os demais servidores têm que ter sabido do ocorrido (pelo menos a retirada não autorizada do preso da cela de RDD no período noturno) o que remete a questão: por quê estes fatos somente vieram à baila agora?

Desta feita, considerando o fato do subscritor, através da Brasil Verdade, estar patrocinando a defesa do AGEPEN Valdemir Ribeiro Albuquerque, e o comprometimento desse com a Associação em Defesa do Direito do Cidadão à Verdade é do esclarecimento dos fatos como realmente aconteceram – sob pena de quebra de confiança – importante o esclarecimento do acontecido para que não reste dúvidas quanto ao caráter de lisura da ONG e o posicionamento deste advogado.

Assim sendo, face ao exposto, requer:

- Seja determinada a instauração do competente procedimento criminal para apurar a autoria das práticas delituosas condenáveis e inadmissíveis acima relatadas, se verdadeiras.

Termos em que pede deferimento e espera resposta.

Campo Grande-MS, 24 de janeiro de 2011




Paulo Magalhães Araujo
OAB/MS 10.761






 
VALDEMIR RIBEIRO ALBUQUERQUE em 10/05/2011 01:40:49
Antes que inventem uma história triste em favor do magistrado, cabe esclarecer alguns pontos importantes:
1) Por que somente após ser interpelado pelo juiz, Giroti acusou que foi torturado?
2) Se giroti foi torturado no presídio federal como relatou em juízo para o magistrado por que não relatou o fato a seu advogado para que esse pedisse investigação contra os torturadores à época dos fatos?
3) Giroti já havia sido torturado na penitenciária fedeal de Catanduvas/PR, reclamou e veio para a penitenciária federal de Campo Grande/MS. Por que ficou calado depois de "dopado e ter dormido por três dias, se já tinha histórico de reclamar de tortura?
4) Se Giroti tivesse informado á direção da penitenciária que foi torturado, certamente o diretor arcelino instauraria sindicância e PAD contra os torturadores. Por que não o fez?
5) Para que o "suposto" caso de tortura de Giroti não fosse investigado a fundo, situação que ocorreria somente se alguém ligado ao diretor ou ao Todo Poderoso chefe de segurança fosse o torturador. Se fosse algum dos demitidos, por que não foram investigados e punidos pela suposta conduta?
6) Não seria esta história de tortura mais uma invenção como o falso ataque e a operação xis? Por que, como acreditar que em um presídio com mais de 300 câmeras filmando dia e noite o preso pudesse ser retirado da cela sem que as equipes de monitoramento, tanto em Campo Grande quanto em Brasília não tivessem percebido. Essa situação somente é possível se o diretor ou ou chefe de segurança autorizar a medida. Um agente sem poderes não tem autoridade para retirar por conta própria o preso da cela.
7) Será que o preso Giroti e seu Advogado Luís Gustavo Bataglin ( o mesmo de Beira-Mar e Juan Carlos Abadia) não inventaram este história absurda sob encomenta para o preso conseguir alguma vantagem?
8) Os ex-agentes (demitidos injustamente) nunca trabalharam juntos em um mesmo plantão. Existem relatórios que confirma esse fato. Além disso, qualquer movimentação não autorizada na área onde estão alocados os presos é informada às chefias locais e em Brasília.
9) Muito estranho as autoridades terem produzido poras falsas para demitir os ex-agentes e nunca tenha sequer ao menos sugerido durante o Pad, ou sindicância, ou IPL em depoimentos ou documentos que poderiam ser os autores de algum tipo de tortura.
10) Perguntem na PFCG a qualquer agente "antigo" que não tenha provilégio$ (primeira, segunda ou terceira turma) quem tem fama de torturador. Se quiserem acreditar em versão de preso, pergunta ao "Cabo Morte". Pois a versão do preso só vale quando é conveniente ás autoridades.

Publiquem por favor, pois estou presentindo que o juiz prepara mais uma de suas mentiras para calar os denunciantes, desta vez, talvez, com a prisão. Pois não consegue responder as perguntas que lhe são feita. Assim, procura uma saída alternativa. Socorro.

O juiz odilon de oliveira não respondeu quem era oadvogado que tramava com Beira-Mar seuqetrr um dos filho do presidente Lula e familiares de outras autoridades.
 
Valdemir Ribeiro Albuquerque em 09/05/2011 11:37:16
Três dias desacordado! To rindo até agora!
Será que alguém acrditou nisso!
São três guarniçoes de serviço, seriam todos coniventes e partícipes?

Conta ourtra, vai?
 
VALDEMIR RIBEIRO ALBUQUERQUE em 09/05/2011 11:05:51
Desafio o juiz odilon de oliveira a provar que não foi o agente alexander dos santos, acecla do delegado de polícia federal arcelino vieira damasceno, quem queria vender os vídeos das celas íntimas e dos parlatórios para a revista Veja.

O juiz odilon sabe disso, porque é amigo pessoal do arcelino.
 
VALDEMIR RIBEIRO ALBUQUERQUE em 09/05/2011 11:02:58
Desafio o jiz odilon a provar que houve ataque na penitenciária federal em Campo Grande!
 
VALDEMIR RIBEIRO ALBUQUERQUE em 09/05/2011 10:59:25
Até quando vamos dar credito a quem não merece?Devemos duvidar de um juiz integro como Dr. Odilon ou acreditar em bandidos, que por ele foram punidos ?Acorda Brasil, senão daqui a pouco será muito tarde.
 
JANIO SANTOS PEREIRA em 09/05/2011 10:27:58
Odilon!!!
Por quê será que o pessoal não deixa você cuidar dos presídios deste Estado???
É isso aí.... Vai em frente.... Mete esses corruptos na rua.
 
abmael barbosa pereira em 09/05/2011 10:14:35
Pergunta para esse juiz se ele pode dizer para quem o filho dele trabalha!
 
Anton Van em 09/05/2011 09:20:34
Lembrei de mais uma. E os DVDs piratas? A denúncia dos agentes era improcedente ou não?
 
VALDEMIR RIBEIRO ALBUQUERQUE em 09/05/2011 09:08:29
Ops! Desculpa aí! Só mais uma por hora. O doutor odilon de oliviera esqueceu-se de dizer quem pretendia vender os vídeos dos presos e esposas fazendo sexo nas celas de encontro íntimo da PFCG por 2 milhões para a revista Veja.
 
VALDEMIR RIBEIRO ALBUQUERQUE em 09/05/2011 09:06:19
Não vou perguntar mais, por que o brasileiro é muito sentimental. Assim, pode ficar com pena do senhor.
Amanhã tem mais...
 
VALDEMIR RIBEIRO ALBUQUERQUE em 09/05/2011 09:03:12
Doutor odilon de oliveira esqueceu de falar o nome do advogado que fazia o leva-e-trás como "pombo-correio" do traficante Beira-Mar.
 
VALDEMIR RIBEIRO ALBUQUERQUE em 09/05/2011 09:00:31
Eu e meus colegas convidamos "Vossa Excelência" para um debate público a respeito do falso ataque, da Operação "Xis" , sobre as câmeras clandestinas nas celas de encontro íntimo dapenitenciária federal e sobre a famigerada denúncia de extorsão do traficante Juan Carlos Abadia, que deveria ter sido investigada e "estranhamente" não foi.
 
VALDEMIR RIBEIRO ALBUQUERQUE em 09/05/2011 08:55:08
Pergunto ao juiz odilon de oliveira se ele sabe quem fez o ataque com granada à casa do agente Francisco Florisval Freire que o denunciou no Conselho Nacional de Justiça(CNJ)?
 
VALDEMIR RIBEIRO ALBUQUERQUE em 09/05/2011 08:49:27
E o falso ataque ao presídio federal, porque o senhor odilon de oliviera se calou a respeito?
 
VALDEMIR RIBEIRO ALBUQUERQUE em 09/05/2011 08:47:26
O povo não sabia que o preso José Giroti tinha dito (nas modalidades escrita e falada)que o senhor odilon de oliveira havia extorquido o traficante colombiano Juan Abadia. Isso não é requentado, isso é bem quentinho e novo, para quem não o conhecia. Pode ser requentado para o procurador da República ramiro rockenbach que sabia da história e não quis investigar.
Espero que eu e meus colegas possamos continuar esse debate democrático e on line para que o povo sofrido e cansado de tanta mentira possa tirar suas conclusões livremente.
 
VALDEMIR RIBEIRO ALBUQUERQUE em 09/05/2011 08:45:47
Para informação geral, os agentes que foram demitidos que aqui se insinua que teriam dopado o preso José Reinaldo Giroti nunca trabalharam justos, logo,essa nova invencionice contra os injustiçados jamais colaria. O que resta é saber, se o magistrado acredita nessa história mirabilante, por que não mandou até agora investigar quem teria dopado o preso Giroti?
 
VALDEMIR RIBEIRO ALBUQUERQUE em 09/05/2011 08:31:09
O Preso ficou três dias desacordado na penitenciária federal?

Esse juiz tem de contar outra piada.

KKKKkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.........
 
Jonas P. Prado em 09/05/2011 08:19:54
Se esse juiz está dizendo agora que não teve participação na famigerada operação “X”, então por que motivo ficou afirmando por aí que tal operação teria evitado o seqüestro do filho do presidente Lula e relacionando tal operação com as câmaras do presídio federal?
 
Galileu S. Santos em 09/05/2011 07:54:41
"No documento, ele diz que foi retirado da cela no período noturno por 4 agentes penitenciários federais,serviram um lanche a ele e que depois disso ficou 3 dias desacordado."
Todos, absolutamente todos os agentes penitenciários federais, mesmo os que são inimigos dos sindicalistas demitidos por conveniência mesquinha, sabem com absoluta certeza que se o preso Girote disse isso ele mentiu.

Aliás, como o magistrado, como corregedor do presídio que foi à época, explica ser possível isso acontecer, ou seja, como explica um preso ficar desacordado três dias sem que ninguém fizesse qualquer alarde? O próprio magistrado sabe com exatidão que isso é impossível. Teriam passado três guarnições de serviço sem perceber que o pobre preso estava dopado. Que mentira absurda!

O povo não é tão besta assim para acreditar nesse tipo de mentira.
 
Aton Van em 09/05/2011 07:48:15
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