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Capital

Juíza determina prisão preventiva de PM que matou um e baleou quatro

Por Ana Paula Carvalho e Viviane Oliveira | 05/01/2012 16:03
Sandália ficou ensanguentada após tiroteio (Foto: Simão Nogueira)
Sandália ficou ensanguentada após tiroteio (Foto: Simão Nogueira)
Casa que foi palco da tragédia na madrugada do dia 1º. (Foto: Simão Nogueira).
Casa que foi palco da tragédia na madrugada do dia 1º. (Foto: Simão Nogueira).

Na tarde desta quinta-feira, a juíza de plantão da vara criminal Eucélia Moreira Cassal acatou o pedido do promotor Humberto Lapa Ferri e converteu o flagrante de tentativa de homicídio e homicídio doloso qualificado do policial militar Samuel Araújo Lima, de 34 anos, em prisão preventiva.

Na decisão, a magistrada decidiu manter Samuel preso para garantia da ordem publica e por considerar conveniente à instrução criminal.

Ainda de acordo com a decisão, colocar o PM em liberdade pode oferecer ameaça às vítimas, já que o irmão dele, que também é policial militar, ameaçou os envolvidos no dia em que Samuel entrou na casa no bairro dos Pioneiros, onde 11 pessoas comemoravam a virada do ano e atirou em cinco. Wilson Meaurio, de 41 anos, morreu após ser socorrido.

A juíza também determinou a prisão preventiva de Márcio Pereira Soares, de 22 anos, sobrinho do Wilson é um dos envolvidos na agressão ao policial. Ele foi indiciado por tentativa de homicídio. Ela também entendeu que deve manter o jovem preso para garantir a ordem pública.

Recurso - O advogado do PM, Ronaldo Franco, relatou ao Campo Grande News que deve entrar com o recurso na próxima semana, assim que acabar o recesso do Judiciário. “Ou vou entrar com o pedido de revogação da prisão preventiva, ou com o pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça”, afirma.

O advogado acredita que Samuel tem todos os requisitos para responder em liberdade. “Marginais com maior grau de periculosidade conseguiram o direito de responder em liberdade. Ele tem emprego e moradia fixa e não tem antecedentes criminais e por isso tem todos os requisitos para receber o beneficio”, alega.

O caso - Na madrugada do dia 01 de janeiro, Samuel se envolveu em uma confusão no bairro dos Pioneiros que resultou na morte de Wilson. Ele entrou na casa procurando pelos jovens, que segundo ele, haviam quebrado o carro que dirigia e o agredindo.

Samuel entrou atirando sem olhar em quem. Ele baleou Ionar Marília Monteiro Pereira, de 37 anos, Maikson Pereira Meaurio, de 15 anos, Maysson Pereira Meaurio, de 10 anos, e Mateus Quirino Pereira, de 16 anos.

Wilson morreu enquanto era socorrido, a ex-mulher dele, os dois filhos e o sobrinho foram encaminhados à Santa Casa e passaram por cirurgias. Todos foram atingidos nas pernas.

Mateus levou um tiro na coxa e outro no tornozelo. Ele passou por duas cirurgias e foi liberado ontem. De acordo com a família, após quatro meses terá que iniciar sessões de fisioterapia porque perdeu a sensibilidade do pé. Ele, provavelmente, ficará com sequelas.

Depoimento - Na manhã desta quinta-feira Samuel e a irmã prestaram depoimento na 5ª Delegacia de Polícia.

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