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Capital

Policial pagou fiança de 1.866 e irmão que baleou cinco continua preso

Por Nadyenka Castro e Ana Paula Carvalho | 02/01/2012 13:10

Ela está em liberdade e irá responder por disparo de arma de fogo. Estão presos o policial militar que atirou nas vítimas e também o rapaz que agrediu o militar

Vítimas foram baleadas quando estavam em casa. (Foto: Simão Nogueira)
Vítimas foram baleadas quando estavam em casa. (Foto: Simão Nogueira)
Na residência ficaram manchas de sangue. (Foto: Simão Nogueira)
Na residência ficaram manchas de sangue. (Foto: Simão Nogueira)

A policial civil envolvida na confusão que terminou com uma pessoa morta e quatro feridas na madrugada desse domingo, em Campo Grande, pagou R$ 1.866 de fiança para ser solta. Ela pagou a quantia referente a três salários mínimos ainda ontem e irá responder em liberdade por disparo de arma de fogo.

Continuam presos o policial militar, que foi quem atirou nas cinco pessoas, e Márcio Pereira Soares, 22 anos, que agrediu o militar. O primeiro foi autuado por homicídio e pelas tentativas. Márcio, por tentativa de homicídio.

De acordo com informações que constam no registro oficial sobre o caso, o militar conduzia seu Fox e ao chegar no cruzamento das ruas Barão de Limeira e Padre Damião, Vila Pioneiras, um grupo de cinco a seis pessoas, passou a danificar o veículo com pedras e tijolos.

Na versão das testemunhas, o policial - Samuel - quase atropelou o grupo e ainda teria dito que por ser militar ‘podia tudo’. Em seguida, ele e Márcio brigaram e ambos ficaram feridos.

Após a agressão, segundo registro policial, Samuel correu para o interior de uma residência, de onde ligou para a irmã, escrivã da Polícia Civil há nove anos.

Conforme informações oficiais, quando a policial chegou ao local o grupo tentava arrombar o portão do imóvel onde estava Samuel. Ela então fez disparos para baixo e o grupo foi para outra residência onde havia sido realizada uma festa de reveillon.

Em seguida, Samuel foi ao local para onde o grupo havia ido, entrou e atirou. Como a festa já havia acabado, algumas pessoas já estavam dormindo e mesmo sem apresentarem risco ao policial foram baleadas.

O pedreiro Wilson Meaurio, 41 anos, que não estava envolvido na confusão na via pública, foi atingido por um tiro no lado direito do peito e morreu. Ionar Marília Monteiro Pereira, de 37 anos, ex-mulher de Wilson, foi atingida na coxa direita, fez cirurgia para retirada do projétil e recebeu alta da Santa Casa no fim da manhã desta segunda-feira.

Maysson Pereira Meaurio, de 10 anos, filho do casal, foi ferido na perna direita e também será submetido à cirurgia. O irmão dele, Maikson Pereira Meaurio, de15 anos, também foi baleado, levado à Santa Casa e recebeu alta ontem.

O sobrinho deles Mateus Quirino Pereira Dias, de 16 anos, foi ferido por dois tiros: uma na canela esquerda e outro na coxa direita. Segundo Valdirene Pereira Monteiro, tia dos rapazes, o médico que atende Mateus disse que ele pode perder os movimentos da perna direita.

Todos os autuados irão responder a inquérito. Os policiais envolvidos vão responder também a processo administrativo.

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