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Capital

Justiça devolve CNH a condutor que causou morte de namorada em capotagem

Ele dirigia a 90 km/h, quando carro capotou e jovem foi arremessada

Por Aline dos Santos | 25/10/2021 08:45
Imagem do local do acidente mostra veículo destruído. (Foto: Reprodução do laudo pericial)
Imagem do local do acidente mostra veículo destruído. (Foto: Reprodução do laudo pericial)

O juiz da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, Aluízio Pereira dos Santos, revogou as medidas restritivas contra o estudante Ricardo França Junior, de 25 anos. Em 11 de julho do ano passado, ele dirigia a 90 km/h (dobro da velocidade permitida), quando capotou o Peugeot 207 e causou a morte da namorada Bárbara Wsttany Amorim Moreira, de 21 anos.

Na última quinta-feira (dia 21), foi revogada a determinação do recolhimento domiciliar entre às 19h e 6h e nos dias de folgas. O juiz ainda revogou a suspensão provisória da CNH (Carteira Nacional de Habilitação). A decisão foi comunicada ao Detran/MS (Departamento Estadual de Trânsito).

Ricardo conduzia o carro, quando desrespeitou o "Pare" no cruzamento das ruas Onze de Outubro e Santos Dumont. Na sequência, perdeu o controle da direção, bateu no muro de uma casa e o carro capotou.

A namorada foi arremessada do veículo e morreu na hora. Naquele dia, conforme apurou a polícia, Ricardo esteve duas vezes em conveniência do Bairro Cabreúva e comprou 38 cervejas. Para os profissionais que prestaram socorro, ele admitiu que havia bebido.

Ricardo ganhou apoio da família da namorada. (Foto: Redes Sociais)
Ricardo ganhou apoio da família da namorada. (Foto: Redes Sociais)

Ricardo foi preso no dia do acidente, mas obteve a liberdade em 24 de julho de 2020, mediante as medidas restritivas, que agora foram revogadas. Numa carta, a família de Bárbara pediu liberdade para Ricardo.

O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) ofereceu denúncia por homicídio doloso.

O entendimento é que assumiu o risco de matar ao beber e dirigir, desrespeitar a sinalização de trânsito e transitar em alta velocidade. A primeira audiência do caso será em maio de 2022.

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