Estado quer menos repetência e mais qualificação profissional nas escolas
SED apresenta metas com foco em obras, EJA e expansão da educação superior
RESUMO
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A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso do Sul apresentou metas ambiciosas para 2026 durante assinatura de contrato de gestão. O plano inclui reformas em escolas, redução da evasão escolar e expansão da educação profissionalizante, visando melhorar os índices educacionais do estado. A Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul também firmou compromissos, focando na inclusão e interiorização do ensino superior. Entre as iniciativas destacam-se programas como Universidade da Maturidade, UEMS Acolhe e fortalecimento do ensino a distância, buscando ampliar o acesso à educação superior pública.
O discurso é direto: ambiente moderno, estrutura adequada e qualidade no ensino. Com esse conceito, a Secretaria de Estado de Educação (SED) apresentou as metas para 2026 durante a assinatura do contrato de gestão, em reunião na Governadoria.
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O documento foi entregue ao governador Eduardo Riedel pelo secretário estadual de Educação, Hélio Daher, em encontro que também marcou a formalização dos contratos da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) e da Fadeb (Fundação de Apoio e Desenvolvimento da Educação Básica de MS).
A meta é clara: melhorar os índices educacionais de Mato Grosso do Sul com planejamento, obras e ações pedagógicas mais assertivas.
Obras que viram política de Estado
Entre os principais compromissos está a continuidade das reformas e construções nas escolas da Rede Estadual.
“Vamos continuar nosso programa de obras das escolas. Nosso Estado é um dos que mais entregam obras em escolas no Brasil. Iremos seguir trabalhando forte naquilo que vem dando certo”, afirmou o secretário.
A estratégia não é apenas estrutural. A lógica do governo é que prédio reformado, climatização adequada e espaços modernos impactam diretamente no desempenho e na permanência do aluno.
Menos reprovação, menos evasão
Outro eixo do contrato de gestão mira o coração do problema: a reprovação e a desistência escolar.
Segundo Daher, os investimentos seguem também para reduzir a retenção em sala de aula e ampliar projetos educacionais estratégicos. Entre as novidades estão ações voltadas à EJA (Educação de Jovens e Adultos) e a chamada verticalização do ensino superior, em parceria com a UEMS — permitindo que o estudante avance na formação dentro do próprio Estado.
O secretário-executivo de Gestão Estratégica e Municipalismo, Thaner Castro Nogueira, que coordena o contrato, destacou que a Educação ocupa posição central no planejamento estadual.
A prioridade inclui:
Expansão da educação profissionalizante
Continuidade das obras nas escolas
Projetos para reduzir reprovação
Ações para diminuir a evasão
Melhoria consistente nos indicadores educacionais
UEMS amplia inclusão e interiorização
A Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul também apresentou metas para 2026, com foco em inclusão e fortalecimento do ensino superior público, especialmente no interior.
O reitor Laércio Alves de Carvalho destacou programas já consolidados, como:
Universidade da Maturidade – tecnologia social voltada ao público com 45 anos ou mais
UEMS Acolhe – iniciativa de apoio a imigrantes para inserção no mercado de trabalho
Pantanal Tech – evento de produção científica sustentável voltada ao bioma pantaneiro
Pronera – formação em Agronomia para jovens da reforma agrária
“Reunião ótima de alinhamento em mais um contrato de gestão, que nos deixa orgulhosos do trabalho realizado. A UEMS vem fortalecendo as políticas públicas do Governo do Estado e dos municípios, com projetos estratégicos”, afirmou o reitor.
Ensino a distância como estratégia de acesso
O contrato também prevê o fortalecimento da educação a distância. A proposta é ampliar o acesso ao ensino superior público para quem não consegue frequentar aulas presenciais — seja por distância, trabalho ou outras limitações.
A aposta do governo é transformar metas administrativas em impacto real dentro da sala de aula.
Se o plano sair do papel com a mesma velocidade das assinaturas, 2026 pode ser um ano decisivo para consolidar uma política educacional que combina infraestrutura, permanência e qualificação profissional — três pilares que hoje definem a disputa por melhores índices educacionais no país.


