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Capital

Latrocínio de artesã ocorrido em maio deste ano terá 1ª audiência só em 2023

Catarina Marques foi morta aos 72 anos, depois de surpreender os ladrões dentro de casa, no Monte Castelo

Por Silvia Frias | 26/10/2021 11:35
Catarina (em pé) durante as aulas de arte que ministrava no ateliê no Monte Castelo. (Foto: Arquivo Familiar)
Catarina (em pé) durante as aulas de arte que ministrava no ateliê no Monte Castelo. (Foto: Arquivo Familiar)

Entre a investigação da morte da artista plástica Catarina Maria Marquesi Moreira, 72 anos, e o oferecimento da denúncia do acusado à Justiça decorreram pouco mais de três meses. Porém, a primeira audiência do caso foi marcada somente para fevereiro de 2023, quando se completam dois anos do assassinato ocorrido na casa da vítima, no Bairro Monte Castelo.

O crime aconteceu na manhã do dia 4 de maio de 2021, quando o funileiro Thalis Guinter Ambrósio Pereira, 31 anos e Cezar Antunes de Lima, 36 anos, pularam o muro e arrombaram a porta do ateliê de Catarina. O plano deles era encontrar o cofre que acreditavam ter na casa e roubar R$ 500 mil, quantia que teria sido dada como certa por Cezar, conhecido como “Tucano”.

Thalis foi preso no dia 13 de maio e confessou crime. (Foto: Reprodução)
Thalis foi preso no dia 13 de maio e confessou crime. (Foto: Reprodução)

A dupla foi surpreendia pela artesã, que gritou por socorro. Foi agredida com a socos, tendo até dente arrancado, imobilizada com fios de telefone e a boca tampada com pano.

Enquanto procuraram pelo cofre, desistiram do roubo quando Thalis viu o marido da vítima, Joaquim Roberto Moreira, no andar de cima. Os dois saíram sem levar nada. Catarina morreu, vítima de asfixia mecânica por sufocação direta.

A investigação feita pela DERF (Delegacia Especializada de Roubos e Furtos) se encerrou no dia 5 de julho, depois de identificar os autores e até fazer reprodução simulada do crime. Na data, o inquérito foi encaminhado ao MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul).

No dia 8 de julho, a denúncia foi oferecida por Grázia Strobel da Silva Gaifatto, em substituição legal na 10ª Promotoria de Justiça. Thalis Guinter Ambrósio Pereria foi acusado de latrocínio (roubo seguida de morte), agravado por ter sido cometido contra idoso. A pena neste caso varia de 20 a 30 anos.

Em relação a Cezar Antunes de Lima, a denúncia não foi realizada, já que ele morreu em confronto policial no dia 14 de maio, depois de ser monitorado pela polícia, que já tinha prendido Thalis pelo crime no dia anterior, com o carro usado no dia do latrocínio.

Reprodução do crime, feita com a presença do réu e policiais no papel do comparsa e da vítima. (Foto: Reprodução)
Reprodução do crime, feita com a presença do réu e policiais no papel do comparsa e da vítima. (Foto: Reprodução)

A denúncia foi aceita no dia 10 de agosto pelo juiz Roberto Ferreira Filho, da 1ª Vara Criminal do Crime. No dia 7 de outubro, a defensora pública Maritza Brandão, que representa Thalis, se manifestou sobre a acusação, alegando que ainda apresentará as alegações.

O último despacho data de 21 de outubro, quando o juiz agendou para dia 23 de fevereiro de 2023, a primeira audiência de instrução e julgamento, fase em que são ouvidas as testemunhas de acusação e defesa.

A reportagem entrou em contato com a família de Catarina Maria, que não quis se manifestar sobre a data.

Também entrou em contato com assessoria da Justiça em Campo Grande e aguarda retorno para atualização do texto.

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