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Capital

Leilão atrai multidão e disputa acirrada acaba com preços competitivos

Por Mariana Lopes | 18/12/2013 20:21
(Foto: Marcos Ermínio)
(Foto: Marcos Ermínio)

O auditório da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), em Campo Grande, ficou pequeno na tarde desta quarta-feira (18), para o tanto de gente que foi conferir de perto o leilão da Sefaz (Secretaria Estadual de Fazenda). Entre a multidão de pessoas, os lances vinham mais de quem já é veterano no assunto. Por outro lado, o preço final dos lotes decepcionou alguns.

O primeiro lote foi de 6 televisores de Led, 32 Polegadas, da marca H Buster, com lance inicial a R$ R$ 1.670, que foi arremata por R$ 4 mil. Na loja, o aparelho custa, em média, R$ 852 à vista. Neste caso, quem arrematou ainda conseguiu economizar aproximadamente R$ 1 mil.

Confiante de que fez um bom negócio, o empresário Rafael de Lima Couto, 27 anos, comprou um lote com 25 peças automotivas por R$ 950, e ainda aguardava o leilão de outros produtos.

“Ainda não calculei o valor das peças, para ver se compensou ou não, mas pela minha experiência no preço das peças, acho que não saí no prejuízo, não”, ressalta Rafael, que irá investir na empresa dele.

O pecuarista Felipe Rezek, 26 anos, foi ao leilão bastante focado no lote que pretendia arrematar. O número era 96, no qual constavam quatro unidades de selas e calças montaria e coletes de couro.

Mas para não arriscar cair no prejuízo, ele colocou um limite no lance que compensaria dar. “No máximo R$ 600”, pontuou Felipe, considerando que o lance inicial era de R$ 280. Na opinião do pecuarista, no local havia muita gente que foi ao leilão pela empolgação.

Rafael arrematou peças automotivas e acredita que fez um bom negócio (Foto: Marcos Ermínio)
Rafael arrematou peças automotivas e acredita que fez um bom negócio (Foto: Marcos Ermínio)

Veterano – Acostumado em fazer negócios em leilão, o empresário Haroldo Fernandes de Lima, 41 anos, até a metade dos lotes, ele já havia arrematado três, no total de R$ 6,8 mil.

O segredo do empresário é conhecer bem o produto que arremata, para não correr o risco de comprar algo acima do valor do mercado e, assim, acabar no prejuízo.

Novato – Marinheiro de primeira viagem, o tratorista Tiago Silva, 23 anos, foi ao leilão de olho no lote de aparelhos celulares, mas quando viu o valor dos lances dados, achou que, no final das contas, não compensaria fazer negócio.

A intenção era arrematar um lote para revender os aparelhos. Ele compraria junto com um amigo e os dois dividiriam tanto o investimento quanto o lucro. “Mas o lance foi alto e o preço ficou caro, não iria dar para ganhar em cima”, afirmou Tiago.

No leilão da Sefaz, foi leiloado também um lote com 47 celulares por R$ 5,5 mil, ou seja, cada aparelho saiu por R$ 117.

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