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Campo Grande, Segunda-feira, 24 de Setembro de 2018

25/10/2017 12:13

Lobby das operadoras impede fiscalização de celular em presídio, diz secretário

Segundo José Carlos Barbosa, os Estados não têm recursos para investir no básico, quanto mais em tecnologias que mudam constantemente

Viviane Oliveira e Leonardo Rocha
Titular da Sejusp,José Carlos Barbosa, reclama de lobby da empresas de telefonia (Foto: Leonardo Rocha) Titular da Sejusp,José Carlos Barbosa, reclama de lobby da empresas de telefonia (Foto: Leonardo Rocha)

Mesmo de dentro da cadeia, detentos de Mato Grosso do Sul em posse de celulares têm comandado crimes bárbaros. Nesta semana, após denúncia, aparelho e chip foram apreendidos na cela de Luís Alberto Barbosa, 29 anos, réu confesso pela morte da musicista Mayara Amaral. 

Questionado sobre assunto, o titular da Sejusp (Presídio de Trânsito de Mato Grosso do Sul), José Carlos Barbosa, disse que lobby das operadoras atrapalha fiscalização de celular em presídio.

"O Governo Federal não pode ceder a lobby das empresas de telefonia móvel e já deveria ter feito uma lei obrigando as operadoras a bloquear sinal nesses locais”, destacou durante lançamento da Semana Estadual de Ciências e Tecnologias, na manhã desta quarta-feira (25), no Centro de Convenções Rubens Gil de Camilo.

Segundo o secretário, os Estados não têm recursos para investir no básico, quanto mais em tecnologias que mudam constantemente. “Esse peso não pode ficar apenas com os Estados”, afirma. 

Luís, que está preso no Ptran (Presídio de Trânsito de Mato Grosso do Sul) há pouco mais de três meses, foi isolado em cela disciplinar, segundo a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário). A queixa de que Luís estava on-line no messenger do Facebook, deste o dia 17 deste mês, foi feita na delegacia pela jornalista Pauliane Amaral, irmã de Mayara. 

Crime - Mayara Amaral foi brutalmente assassinada a golpes de martelo entre os dias 24 e 25 de julho deste ano. O corpo dela foi incendiado e deixado em uma estrada vicinal na região do Inferninho. Luís foi preso em flagrante com outros dois suspeitos, porém, durante as investigações foi constatado que a dupla não tinha envolvimento. 



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