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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

21/05/2015 14:41

Lutador ainda não se lembra de que espancou eletricista até a morte

Luana Rodrigues
Lutador está preso em cela especial do Instituto Penal de Campo Grande (Foto: Reprodução/facebook)Lutador está preso em cela especial do Instituto Penal de Campo Grande (Foto: Reprodução/facebook)

O lutador Rafael Martinelli Queiroz, 27 anos, continua afirmando aos advogados de defesa, que não se lembra de ter espancado até a morte o eletricista Paulo César de Oliveira, 49, na noite do dia 18 de abril, em um hotel no Bairro Amambai. O lutador permanece preso em cela especial no Instituto Penal de Campo Grande. A defesa deve pedir a revogação da prisão preventiva dele até o fim da próxima semana.

Conforme o advogado de defesa, Darguim Julião Vilhalva Júnior, Rafael já passou pela avaliação de uma equipe médica multidisciplinar e continua sem se lembrar do que houve. "Ele diz que não sabe se viveu um sonho ou se realmente aconteceu, conta o que ouviu de outras pessoas", contou o advogado.

Ainda segundo a defesa, os laudos dos exames toxicológicos já foram concluídos. De acordo com os resultados, Rafael não havia feito uso de droga como maconha e cocaína no dia do crime. Mas, segundo a defesa, foi encontrada uma pequena porcentagem de uma substância análoga a um remédio antidepressivo. "Será feito um novo exame para saber se essa quantidade interferiu ou não na conduta do Rafael", explicou.

O advogado aguarda o resultado final tanto dos laudos psiquiátricos, quanto psicológicos, para basear a defesa do lutador. "Temos o fato, não há como discutir, o que podemos fazer é esperar os laudos, para buscar uma explicação", disse.

Tranquilo - Segundo a defesa, Queiroz, que responde na Justiça pelo crime de lesão corporal culposa em situação de violência doméstica por ter agredido a namorada Carla Maira de Medeiros Dias e também é réu por homicídio doloso qualificado por motivo torpe e meio cruel e por ter impossibilitado a defesa do engenheiro Paulo Cezar de Oliveira, está aparentemente mais tranquilo. "Hoje, para quem tem uma visão, digamos, do senso comum, ele aparenta estar bem, coisa que não estava dois dias depois do fato. Ele consegue conversar normalmente, mas nós sabemos que está psicologicamente afetado", contou o advogado.

Rafael está em uma cela especial no Instituto Penal de Campo Grande desde o dia 14 de maio, porque é formado em Ciências Contábeis pela Universidade Católica Salesiana Auxilium e cursa pós-graduação pela Unitoledo. Conforme a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), a prisão não consiste em nenhuma regalia, "é apenas o recolhimento do indiciado em local distinto da prisão comum e na separação, do preso não condenado, também, no momento de seu transporte. Além disso, não implica em nenhum outro tipo de diferenciação quanto aos direitos e deveres do preso condenado."

A prisão especial é prevista somente no caso de prisões provisórias e não vale para condenações em definitivo. O CPP, cujo texto é de 1941, prevê o benefício para ministros de Estado e do Tribunal de Contas, governadores, prefeitos, chefes de polícia, integrantes do Parlamento e de assembleias legislativas, oficiais das Forças Armadas e militares, magistrados, e "diplomados por qualquer das faculdades superiores da República".

Revogação da prisão - Ainda conforme Darguim Julião, o pedido de revogação da prisão preventiva de Rafael, será feito com base em argumentos utilizados pela justiça, que não condizem com a realidade. "O juiz utilizou argumentos que não correspondem a realidade do Rafael, por exemplo, a decisão alega que ele não tem residência fixa e ele mora na mesma casa desde a infância; que ele não possui emprego, e ele trabalha em uma agência de viagens desde 2006, então vamos alegar isso", afirmou.

Crime- O crime ocorreu na noite de sábado para domingo em um hotel na Avenida Afonso Pena. Após brigar com a namorada, Rafael teve um ataque de fúria e saiu destruindo o que encontrava pela frente no corredor do hotel. Ele acabou encontrando Paulo Cezar e o agrediu até a morte. Logo após cometer o crime, o atleta ainda foi até o Circulo Militar e tentou participar do torneio, mas estava com as mãos sujas de sangue e foi impedido pela organização.



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