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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

23/04/2015 07:34

Juiz decreta prisão preventiva de lutador e destaca brutalidade do crime

Aline dos Santos
Rafael disse à polícia que não recorda detalhes do crime. (Foto: Reprodução/Facebook)Rafael disse à polícia que não recorda detalhes do crime. (Foto: Reprodução/Facebook)

A Justiça converteu em preventiva a prisão em flagrante do lutador Rafael Martinelli Queiroz, 27 anos. Ele espancou até a morte um homem no Hotel Vale Verde, em Campo Grande. O crime foi na noite de sábado, dia 18.

Na decisão, o juiz Alexandre Ito cita que a brutalidade do homicídio evidência a periculosidade do autor. Conforme o magistrado, existem indícios suficientes da autoria do crime, como demonstrado pelos depoimentos das testemunhas.

Ainda segundo o juiz, a decretação da prisão preventiva é necessária porque até o presente momento não há prova de que o acusado possui residência fixa e ocupação lícita, além do fato de tentar fugir do local.

O magistrado também destacou que a polícia teve que fazer uma operação especial com o apoio do Batalhão de Choque para remover o preso até o Garras (Delegacia Especializada Repressão a Roubo a Banco, Assaltos e Sequestros).

Caso - Rafael, que é de Valparaíso (São Paulo), veio a Campo Grande para participar de um evento de lutas realizado no Círculo Militar. Porém, não competiu na noite de sábado, como era previsto, e foi para o hotel, na avenida Afonso Pena, por volta das 22h, de carona com um amigo.

O lutador foi até o quarto 221, onde estava hospedado com a namorada de 24 anos, quando teve início uma discussão envolvendo traição. Ele bateu na mulher que, amedrontada, fugiu pelos corredores e pediu socorro na recepção.

Ao sair enfurecido do quarto , Rafael destruiu tudo o que encontrou pela frente, até se deparar com Paulo Cézar de Oliveira, 49 anos, que havia acabado de abrir a porta de seu apartamento, o 216, para ver o que estava acontecendo.

A vítima, que era de Batatais (São Paulo), foi espancada até a morte. Rafael tem quase dois metros de altura, pesa 140 kg e é lutador profissional. Já Paulo pesava cerca de 70 quilos e 1,68 metro de altura.

Ontem, o lutador afirmou que não se recorda de detalhes do momento da agressão, nem se havia ingerido bebida alcoólica.



E a propósito, eu tenho endereço fixo e emprego lícito, e nem por isso me acho no direito de ser criminoso ou assassino e responder em liberdade como réu confesso de crime doloso. Ou seria preciso somente não fugir? Porque sei que a lei permite cometer homicídio e se apresentar na delegacia para suscitar liberdade provisória e responder em liberdade. É muito benefício pra cometimento de crimes. Se acham isso normal eu não acho. Tá errado. Proteção não pode ser confundida com benemerência criminosa.
 
Adriano em 23/04/2015 13:16:52
Com endereço fixo e ocupação lícita, esse e outros recorrem a justiça para responder em liberdade. É o caos mesmo. É uma generalização legal existente de condição aplicável, o que é uma tristeza para a sociedade de bem.
Por que ele deveria responder em liberdade? Réu confesso, prisão em flagrante, que fique preso.
 
Adriano em 23/04/2015 10:37:53
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