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Capital

Mapeamento indica 33 pontos críticos de alagamento em Campo Grande

De acordo Defesa Civil Municipal, o número de pontos críticos de alagamento e inundações em Campo Grande cresceu 153% em três anos

Por Fernanda Palheta | 31/01/2020 15:01
Via Parque alagada após chuva em fevereiro do ano passado (Foto: Henrique Kawaminami/ Arquivo)
Via Parque alagada após chuva em fevereiro do ano passado (Foto: Henrique Kawaminami/ Arquivo)

Em três anos, o número de pontos críticos de alagamento e inundações em Campo Grande cresceu 153%, passando de 13 em 2017 para 33 em 2020, de acordo com o monitoramento da Defesa Civil Municipal.

Apesar do aumento, os pontos mais críticos, segundo o coordenador municipal da Defesa Civil, coronel Armindo de Oliveira Franco, continuam sendo a rotatória da Avenida Ernesto Geisel com a Avenida Rachid Neder, a região do Parque das Nações entre as Avenidas Afonso Pena, Dr. Paulo Machado, Mato Grosso e Nelly Martins e o ponto entre a Rua Joaquim Murtinho e a Avenida Ricardo Brandão.

"Este são os principais pontos sujeitos a alagamento e inundações que acompanhamos a cada chuva. Não signidica que sempre que chover vai alagar ou inundar, isso depende da intensidade e do tempo da chuva", diz Armindo Franco.

O mapa serve para alertar as pessoas sobre pontos que devem evitar durante os temporais, comuns nesta época do ano.

Principais pontos de alagamento de Campo Grande monitorados pela Defesa Civil Municipal (Mapa: Ricardo Gael)
Principais pontos de alagamento de Campo Grande monitorados pela Defesa Civil Municipal (Mapa: Ricardo Gael)

Segundo ele, as principais causas de alagamentos e inundações são a defasagem do sistema de drenagem da Capital e o aumento da impermeabilização do solo apos pavimentação.

"Quando a água corre em um chão sem revestimento ela leva um tempo X para ser absorvido. Quando o solo é impermeabilizado a absorção vai demorar um tempo 3 vezes maior. Então qualquer volume de água causa um estrago muito grande", explica.

Entre os pontos monitorados pelo órgão ainda estão a região da Rua Macambira com a Rua Aroazes, na Vila Nova Capital; o cruzamento das ruas Goiânia com a Rua Brasília, no Jardim Ima, o ponto entre a Avenida Cônsul Assaf Trad com a Rua Marques de Herval, no Nova Bahia e a Avenida Gury Marques, próxima a Avenida dos Cafezais, na Vila Cidade Morena.

"A cidade cresceu desorganizada em termos de drenagem. No Parque do Sóter e no Parque das Nações Indígenas, por exemplo, sempre ocorrem alagamento porque vem assoreando lá de cima, do bairro Nova Lima", completa.

Rua Joaquim Murtinho alagada durante chuva em fevereiro de 2019 (Foto: Henrique Kawaminami/Arquivo)
Rua Joaquim Murtinho alagada durante chuva em fevereiro de 2019 (Foto: Henrique Kawaminami/Arquivo)

Drenagem - De acordo com a Prefeitura, o Município mantém ações permanentes de manutenção. Em média são limpas cinco mil bocas de lobo por mês pelas equipes de manutenção da drenagem.

Entre as obras, a administração elencou a execução do desassoreamento dos Córregos Réveillon, onde também está programado a construção de um piscina, e das bacias de contenção do Córrego Segredo. Além da construção da represa de contenção com capacidade para 20 milhões de litros de água na Praça das Águas.

Em andamento, segundo a Prefeitura, no Bairro Nova Lima está sendo ampliado o piscinão que impacta diretamente o Córrego Segredo. No Santa Luzia será construída um piscinão. Já foi assinado contrato para obras de drenagem e contenção de enchentes na Vila Cidade Morena.

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