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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

17/10/2011 20:17

“Meu filho não falou nada. Só caiu”, diz pai que viu garoto morrer

Nadyenka Castro e Paula Maciulevicius

José Carlos Ferreira da Silva, 37 anos, e o filho, Jéferson Dutra Ferreira, 17 anos, estavam no Monza que foi alvejado por tiros de calibre de uso exclusivo da Polícia

Jéferson morreu com um tiro. Ele morava há cinco meses com o pai em Campo Grande. (Foto: Reprodução/ Pedro Peralta)Jéferson morreu com um tiro. Ele morava há cinco meses com o pai em Campo Grande. (Foto: Reprodução/ Pedro Peralta)

Ele viu o filho morrer em seus braços na madrugada do último sábado (17). Agora, o pedreiro José Carlos Ferreira da Silva, 37 anos, quer saber quem atirou no carro ocupado por ele, o filho e também por Darlan Moraes Santos, 32 anos, e Janaina Arguilhe Gomes, 28 anos.

José Carlos foi o único a sair ileso e conta que todos estavam na casa de Darlan onde era realizada uma festa. De lá foram para o bar na rua Brilhante e seguiam para comer lanche quando, aproximadamente um quilômetro depois, um Fiat Uno de cor azul emparelhou com o Monza onde estavam e um ocupante atirou.

“Esse carro apareceu e veio atirando para tudo quanto é lado. Por que e quem foi. para nós, é o que interessa saber. Eu não vi mais nada além do meu filho caindo morto do meu lado. Até agora ninguém entendeu o que aconteceu”, diz José sobre a cena em que foi um dos personagens.

O Monza era dirigido por Darlan e tinha Janaina como passageira. Foi ela quem ‘avisou’ sobre o tiros. Jéferson estava atrás dela, e conforme o pai dele, nada falou. José sentava atrás de Darlan e não foi atingido.

”A Janaina gritou é tiro, é tiro. Depois, o Darlan falou eu fui baleado. A Janaina falou eu também. Nisso, meu filho, do meu lado, não falou nada e só caiu. Deu os últimos dois suspiros e morreu”, lembra José.

Ao falar do que sente, o pedreiro resume. “Dor é quando a gente se machuca. O que estou sentindo é muito pior que dor”.

Após os tiros, seis, segundo testemunhas, o grupo no Fiat Uno azul fugiu. As vítimas foram socorridas e o corpo de Jéferson levado para necropsia. Segundo José, médicos legistas falaram para ele que o adolescente viveu por um segundo após o tiro ter atingido a axila direita e saído no ombro,

José e outras testemunhas afirmaram à Polícia Civil que o grupo não se envolveu em nenhuma confusão. “Foi um carro que passou, atirou e foi embora

Não teve briga. Nada que motivasse a situação”, fala o pedreiro.

Após o atentado, José e os irmãos foram para a delegacia de Polícia Civil registrar a ocorrência. Lá, segundo eles, ficaram sabendo que as munições são de uso exclusivo da Polícia.

De acordo com Adevanildo José Ferreira da Silva, construtor, 38 anos, policiais informaram para ele que a munição era da Polícia.

O funcionário público Aldomiro Ferreira da Silva, 31 anos, também tio do adolescente diz que agora, o que interessa é saber quem atirou. “Nós vamos atrás. Temos que saber o que aconteceu. Entender de onde veio o tiro. Se é a bala é da Polícia, alguma coisa a Polícia tem que ter. Se foi roubada, perdida, a gente quer saber”.

Segundo José, Jefferson estava em Campo Grande havia cinco meses e as diversões eram jogar vídeo-game e futebol.Antes de vir para a Capital, o adolescente morava em Água Clara com a mãe.

Pai e filho trabalhavam em uma obra em uma fazenda, de acordo com José, e iriam para o local no dia seguinte ao do crime. Ele diz que tem intenção de processar o Estado pelo fato do filho ter morrido com tiro de munição de uso da Polícia.

José mora há 30 anos na mesma residência, na Vila Santa Branca. Ele não tem passagens pela Polícia, assim como o filho.



aff meu deus fui namorada dele e gosto muito da sua mae e familia que deus tenha piedade da sua alma poe que eu aqui só sei resa por vc meu amor te amo jeferson com vc aprendi como é bom viver a vida vc sempre vai fica em meu coração.
 
Amanda monteiro machado em 19/10/2011 12:31:23
em nome de minha familia que esta chocada e abatida com esta grande perda de nosso subrinho queremos agradecer a todos que emviarao esta mensagem que deus abençoe todos que esta compartilhando esta dor com nosco muito obrigado a todos voces de coraçao
 
elsom ferreira silva em 19/10/2011 12:15:57
somente queromos justiça pelo esta tragedia queremos que as autoridades emcontre os culpados por este fato nao pode ser mais um com os fatos citados nos comentarios por isso mesmo queremos comvidar os familiares destas outras vitima para uma grande mobilizaçao para pedirmos justiça paras as autoridades competentes como senhor secretario de segurança e ate mesmo oa senhor governador de nosso estado
 
elsom ferreira silva em 19/10/2011 12:11:33
É um absurdo, meus pezames a este pai e familiares. Somente o Soberano DEUS pode confortar o coração da família deste jovem. Sabemos que muitas perguntas pairam nossas mentes, uma delas é o porquê de tanta maldade regada a ódio, indiferença, inveja, intolerança; a julgar pelos fatos que sobrecaem a humanidade, o que se vê é que o homem se torna cada vez mais insensível, irracional e sem fé.
 
claudeci florencio em 18/10/2011 12:43:39
Não tem palavras para confortar essa familia que perdeu um filho, so Deus para aliviar essa dor, acredito na segurança publica que ira chegar nos culpados. Vou rezar para que esses... não faça outras vitima enquanto esta transitando nas ruas.
 
Aparecida Romeiro em 18/10/2011 12:20:21
O que falar para tirar a dor desse pai, so DEUS pode consolar nesta hora tao dificil, o nosso Pais tem que investir na educacao, comeca por ai, so culpar a policia e muito facil, o Brasil precisa mudar, fiscalizar os recursos, tem muita coisa a ser feita, eu tenho esperanca. obrigado.
 
Hilario junior em 18/10/2011 12:19:37
Que Deus tenha piedade de nós e que a policia encontre os responsáveis.Meus sentimentos a familia!!!
 
Eliane Salu em 18/10/2011 11:51:52
Desarmaram a população e o bandido quem vai desarmar? Parece que apareceu mais armas depois do desarmamento! E só arma pesada. Onde está a polícia? Aquela que fica fazendo ronda no final do ano. Tem que ficar nos bairros o ano todo. Só no final do ano não adianta. Esta aumentando a bandidagem, porque está aumentando a impunidade. O bandido é preso, aí um juiz solta.
 
CIDA BARROS em 18/10/2011 11:46:54
E pensar que as nossas autoridades prendem esses elementos e eles pagam fiança e são soltos, Não dá para entender.
 
Jorge Ullony em 18/10/2011 11:34:12
Que tristeza, meus pezames para a familia do rapaz. Agora não se pode mais sair com a familia nem ao menos ir a uma festa.porque colocamos todos em risco,cada dia fica piór,é o fim,todo cidadão tem que ficar trancado em casa esperando o ladrão armado vir e levar em um segundo o que se ganhou em uma vida trabalhando honestamente,sinceramente não tenho mais palavras,é o apocalipse mesmo.
 
Lucas da Silva em 18/10/2011 10:59:36
Amigos, dirigir nas madrugadas de Campo Grande é uma atividade de altíssimo risco. Primeiro vc fica com medo de ser abalrroado por um dos "pilotos" que transitam feito loucos pela Capital. Depois, de se envolver involuntariamente em uma discussão e acabar como o rapaz mencionado na reportagem. Esta cidade esta se tornando uma terra sem lei em que cada cidadão terá de ter uma arma para sobreviver.
 
Euclides Vargas em 18/10/2011 10:04:10
Estupefato, escandalizado, horrorizado, sentimentos que não demonstram nem 1% do que este pai está sentindo. Tem que investigar. Precisamos saber quem são e pq. Agora, não podemos mais sair a noite com a família e ir a uma festa, um evento ou mesmo comer um lanche, e a segurança pública a quantas anda? Isso é horrivel sob o ponto de vista coletivo e individual, não se faz nem com cahorro loco.
 
CLAUDIO MOREIRA em 18/10/2011 08:48:36
É lamantável o fato. Mas no desespero é mais perigoso sair falando quaislquer palavras. Assim sendo, tem que processar a União porque as munições que a Polícia Federal, Polílica Civil, Polícia Militar e as Forças Armadas usam são todas exclusivas. Na realidade, as Instituições de Segurança não têm fábricas próprias de munições e armas. Munições são também vendidas no Paraguay.
 
Ezio Jose em 18/10/2011 02:16:48
meus sinceros pesares e que os culpados sejam encontrados e punidos exemplarmente
 
clalber brito em 18/10/2011 01:16:48
Bruna Karoline; Rogérinho; Paulinho, Brunão; Ítalo Marcelo; Marielly; Thiago Fedossi; John Eder e Jeferson Dutra. Estes são alguns dos jovens assassinados em Campo Grande. A IMPUNIDADE é a maior causa da violência. No Brasil, a IMPUNIDADE parece que está prevista em lei. Recursos e mais recursos protelam e anulam qualquer sentença condenatória. Revisão Penal já!

 
João Márcio Escobar em 17/10/2011 09:52:56
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